segunda-feira, 18 de maio de 2015

Arrumações de Primavera


A primavera e a chegada do calor lembram-me que chega o momento de começar a separar, arrumar e organizar. Uma espécie de limpezas da primavera, que servem mais para reorganizar a casa e não deixar acumular “lixo” e coisas de que não precisamos.
Chego sempre à conclusão que, de uma maneira geral, acumulamos coisas demais nas nossas casas, e nem sempre as organizamos e separamos da melhor maneira. 
Este ano, apesar da barriga a crescer, a motivação para as arrumações mantém-se e já muito se fez aqui por casa. Devagar, divisão a divisão, vou-me desfazendo do que realmente não necessito.
Uma coisas seguem para dar a instituições, muitas para o lixo e este ano muitas seguem, a pedido da cunhada, para a quermesse da aldeia dos sogros.
Separar, e organizar tem sido o mote dos últimos dias.

Sendo assim, e não sendo uma especialista no assunto, deixo-vos algumas dicas que vos podem ajudar.

  • Roupa:  Aqui por casa a regra é simples. Se está velho ou coçado ou roto e não há salvação é para o lixo. Se não usamos nos ultimo anos é para dar devidamente lavado e dobrado em sacos ou caixas.
  • Calçado: segue a mesma regra da roupa. O que não está em condições e não tem reparação vai para o lixo, o restante segue para dar a instituições.
  • Roupa de criança: Como vamos aproveitar tudo o que foi do Zé Maria, as roupas de bebé estão separadas por tamanhos em caixas de arrumação devidamente identificadas, lavadas e passadas.
  • Bijuterias: Separei tudo o que já não usava e coloquei em saquinhos. Podem ser doadas a instituições, principalmente com raparigas, mas neste caso seguiram para a quermesse.
  • Louças: Confesso que tenho muita louça. Mas as coisas que nunca uso levaram este ano uma emenda volta. Dei imensas coisas, umas para os Vicentinos da minha paróquia, que os saberão distribuir da melhor forma, e outras seguiram para a quermesse.
  • Revistas: Separar as que ainda vão ser usadas, daquelas que lemos uma vez e nunca mais lhe pegamos. Só se salvaram as de culinária e algumas mais técnicas que pertencem ao Miguel e que também tinham de ser guardadas. As que não quisemos fora diretas para reciclar, as restantes colocadas em separadores, devidamente separadas e organizadas pelos números. (Usei uns arquivadores brancos de papelão do Ikea, baratos e perfeitos para colocar as revistas nas estantes.
  • Papelada: Separar com muito cuidado os papeis que necessitamos dos que não têm interesse nenhum. O papel que não interessa segue para reciclar, o restante é separado por categorias e colocado em pastas ou dossiers de arquivo devidamente identificado para o acesso ser fácil e sempre que necessário.
  • Artigos diversos: Tenho imensas coisas guardadas, normalmente para os cabazes de natal, fitas, caixas vazias, sacos de celofane, sacos para prendas… Em vez de tudo arrumado a monte dentro de uma ou mais caixas, separei tudo em caixas mais pequenas (mais uma vez comprei no ikea, umas caixas de arrumação plásticas transparentes com tampa) e identifiquei com etiquetas cada uma das caixas. Uma para os sacos de prendas. Outras para as fitas. Outra ainda para os sacos de celofane e outra para o material de escritório como a fita cola, as tesouras e os furadores. Tudo muito mais simples e eficaz.

O difícil é mesmo começar. Mas um dia uma caixa, no seguinte uma gaveta e depois as estantes dos livros. Aos pouco e poucos as coisas vão ficando mais organizadas e vamos retirando de casa tudo o que não é necessário, nem nos faz falta.

Também fazem este género de arrumações? Que dicas têm para partilhar?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Eletrodomésticos: O essencial, o supérfluo e o desejável



Já não escrevo por aqui há muito tempo. Espero que me desculpem esta falta de tempo, mais do que falta de vontade. Há alturas em que algumas coisas têm mesmo de ficar para trás. Não que quem aqui vem não me mereça todo o respeito, carinho e amizade, que vos tenho, acreditem, mas porque há tantas “alterações” aqui por casa neste momento que foi preciso colocar aqui um “pause”.
Não me faltam ideias e temas acerca dos quais escrever, apesar de por vezes pensar que estes temas vos podem maçar. Não escrevo apenas por escrever. Gosto de “falar” acerca de coisas que eu acho que valem o vosso tempo, mas principalmente que vos podem ajudar, de alguma forma a modificar e a melhorar algumas das vossas rotinas, e dar-vos algumas ideias novas ou apenas relembrar aquilo que todos sabemos. Vamos lá a isto então!

Há algum tempo atrás recebi um mail de uma leitora que me perguntava quais os eletrodomésticos essenciais para se ter em casa.
A pergunta parece obvia, e tentei elaborar uma pequena lista do que é realmente essencial.
Depois de fazer essa lista - e porque a achei tão pequena - resolvi fazer um levantamento de todos os eletrodomésticos, máquina e afins que tenho em casa e percebi que, tenho realmente coisas a mais. Algumas porque comprei mas raramente usei, outras que me foram herdadas da minha mãe ou da minha avó, e outras que apesar de terem tido a sua utilidade, neste momento quase que não fazem sentido. Outras ainda que foram substituídas por outras máquinas que fazem quase tudo e eliminam uma data de outras em casa…
Sendo assim, a par de uma lista de eletrodomésticos realmente essenciais para quem cozinha de tudo um pouco mas não quer encher a casa de eletrodomésticos, uma lista de eletrodomésticos que existem na minha cozinha - e presumivelmente na cozinha de outros tantos amantes de cozinhar - e que raramente usamos - e que foram na realidade um desperdício de dinheiro e de espaço. Serve esta lista para vos ajudar a tomar decisões na hora de comprar mais alguma máquina/eletrodoméstico que tem a função de fazer apenas uma coisa, e que não usamos nem uma vez por ano!

 Eletrodomésticos essenciais

Placa
Forno eletrico
microondas (essencialmente para aquecer, descongelar algo rapidamente e derreter chocolate e folhas de gelatina!)
cafeteira eléctrica
frigorífico combinado
robot de cozinha 
batedeira - varinha mágica
máquina de café
balança digital

Eletrodomésticos que podem ter utilidade mas não são essenciais

Máquina de gelados - uso-a imenso de verão e portanto tem espaço cá em casa
Máquina de fazer pão - para quem faz pão em casa e gosta de comer pão acabado de fazer de manhã. Principalmente se não tiverem nenhum outro tipo de equipamento para amassar (tipo bimby ou grandes batedeiras), são uma ajuda simpática para amassar massas levedas.
Iogurteira - Tenha a minha iogurteira há mais de 15 anos. Continuo a gostar dos iogurtes feitos em casa e uso-a com frequência. Mais uma vez dependerá se estão dispostos a fazer regularmente iogurtes em casa e não têm outra alternativa. No entanto não é necessário ter uma iogurteira para fazer iogurtes em casa.
Máquina de tostas - Eu gosto de tostas e até tenho uma máquina. No entanto já não a uso há uns bons meses. Se forem grandes amantes e não tiverem preguiça de a tirar, usar e limpar.
Máquina de Waffles - Uso-a 3 a 4 vezes ao ano. Não é essencial e pode ter pouca utilidade, mas o dia em que o lanche são waffles, principalmente se temos os amigos em casa, é uma festa!
Grelhador eletrico - Se não tiverem outra possibilidade de fazer grelhados na varanda e não tiverem vizinhos chatos, é sempre uma alternativa para comer um peixinho grelhado de nos meses de verão.
Batedeiras grandes, com braço - Têm bastante utilidade para quem cozinha muito, principalmente bolos, massas levedas ou sobremesas. Para a maioria das pessoas, que faz um bolo ao fim de semana e não se aventura em grandes coisas, acabam por ser pouco usadas, ou não usadas no seu máximo potencial. (Tinha uma, herdada da minha avó, mas que foi para casa da minha mãe. Usava-a para 2 receitas que fazia uma ou duas vezes por ano!)

Eletrodoméstico com pouca ou nenhuma utilidade

Máquina de fazer bolachas para gelados (cones ou taças) - usei uma única vez
Panela de Arroz ou Panela de cozedura lenta - foi herdada da minha mãe que a recebeu de prenda de casamento e nunca a usou. Eu usei-a duas vezes. É só algo que está por ali a encher o armário
Liquidificadora - Até que podem ter alguma utilidade, mas tendo uma varinha mágica ou um robot de cozinha (normal ou tipo bimby) acabam por ser mais um mono na cozinha.
Abre latas elétrico - faziam sentido há uns anos atrás, quando as latas não tinham abertura fácil. Neste momento raras são as embalagens que não as têm, pelo que se tornaram desnecessárias.
Máquina de donuts, de cupcakes, cakepops… - não tenho nenhuma destas máquinas, portanto a minha opinião é baseada na minha experiência. Acho que máquinas que só servem para fazer uma coisa acabam quase sempre esquecidas depois do entusiasmo inicial. Para uma ou duas vezes ao ano, podemos ter mais trabalho e fazer tudo “à mão”.
Passe Vite elétrico -  Apesar de cá em casa adorarmos puré, e de o fazer com alguma frequência, principalmente nos meses mais frios, não uso o meu passe-vite eléctrico há anos. É chato de lavar, e de retirar toda a batata que fica agarrada a todas aquelas partes. Despacho-me muito mais depressa com um esmagador manual, que custou 2€ e que resolve o assunto sempre na perfeição.

Não quero fazer deste post, um post sobre os novos robots de cozinha tipo Bimby. Mas nos dias que correm é inevitável falar deles, ou de dar a minha opinião pessoal sobre a vantagem ou não desses robots.
Durante muito tempo disse que não se justificava dar tanto dinheiro (na altura apenas havia a Bimby) por essa máquina, uma vez que quase tudo podia ser resolvido e preparado com outras máquina que normalmente temos em casa. Actualmente há robots qe custam um terço do valor de uma Bimby, sem estarmos aqui a avaliar se são ou não tão bons. (A final cada um compra de acordo com a sua bolsa!)
Há três anos que tenho uma Bimby. Se acho que vale a pena? Sim. Se tiro partido dela? Todos os dias. Mas continuo a achá-la muito cara e acho que é divicil que se “rentabilize” uma Bimby. Só mesmo se for alguém que comprava tudo feito e só com  a compra da dita máquina passou a fazer em casa o que comprava.
Onde eu acho que este tipo de robots são úteis, é na gestão do tempo. Mesmo para mim - e outras pessoas que conheço - que adoram cozinhar e cozinham imenso, estes robots são uma ajuda preciosa. Contam-se pelas mãos as vezes que fiz uma receita dos livros da Bimby. Uso-a sempre como complemento à minha cozinha e forma de cozinhar. Amasso por lá quase todas as massas levedas, porque me poupa tempo e trabalho, e há alturas que não me apetece fazer essa tarefa à mão, principalmente quando se está a fazer o pão semanal habitual enquanto se faz o jantar. Uso-a para fazer sopas, pois adoro a cremosidade que lhes dá. Trituro grão de bico e arroz e aveia e amêndoas para fazer farinhas em casa. Uso-a para cozinhar a vapor - talvez uma das maiores funções que lhe dou, normalmente os legumes do jantar enquanto por baixo se faz a sopa. Uso-a também para fazer o molho bechamel, em vez de estar de barriga no fogão sempre a mexer, e passei também a fazer lá a minha receita habitual do leite creme, apenas porque me poupa tempo e fica igualmente bom.
É útil para quem cozinha de tacho e tabuleiro, mas também para quem se aventurou a cozinhar apenas e só porque tem uma máquina destas.
Fazem as vezes de outros equipamentos, mas mesmo assim acho útil continuar a ter varinha magica, balança digital, ou até batedeira electrizo, até porque continuo a fazer todos os meus bolos de forma tradicional e acho que ficam melhores que feitos na Bimby.
É uma questão de orçamento, mais do que outra coisa. Podemos todos viver sem elas, não são imprescindíveis, mas são práticas em muitas coisas. 
Cada um deverá pesar os seus prós e contras e ver, até que ponto necessita ou não de uma máquina destas. Não é imprescindível, mas todos sabemos que é um bem muito apetecível!

Que eletrodomésticos acham essenciais? Quais os que acham completamente supérfluos? Qual a vossa opinião acerca de robots tipo Bimby?

Fica aberta a discussão e as opiniões diversas na caixa de comentários!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Haverá um método certo para fazer a ementa semanal?


Apesar de este ser um tema recorrente aqui no blogue, são sempre muitas as dúvidas e questões que me colocam sobre o tema de organização e planeamento da ementa semanal. Porque não conseguem fazer a ementa, porque  é difícil seguir um plano pré existente quando há dias que apetece outra coisa, porque não sabem como reduzir a compra de produtos desnecessários e apenas comprar o que necessitam para a semana, sem excessos ou desperdícios.
Nem sempre é fácil. Ou melhor: à medida que o fazem com mais frequência torna-se cada vez mais simples e intuitivo. Como todas as coisas que não estamos habituados a fazer, o início pode ser um desafio, mas rapidamente, assim que entrarem na rotina, torna-se tudo mais simples.
Eu própria já “alterei” os meus próprios métodos algumas vezes. Porque descobri outras soluções que resultam melhor comigo, porque me adaptei melhor a outra ideias. E isto vai acontecer com todos. Não há um método infalível para fazer e organizar a ementa semanal, e muito menos um método que funcione com todas as pessoas. O melhor é mesmo começarem e depois irem fazer pequenos ajustes até conseguirem o que resulte melhor com vocês.
Há no entanto pequenas sugestões universais que acho que podem resultar com todos.

  • Planear semanalmente: Antes de começar a fazer as ementas semanais, usei durante algum tempo um planeamento mensal. É mais difícil de organizar e ainda mais difícil de cumprir. Temos uma pior gestão dos nossos recursos alimentares e uma maior tendência de deixar estragar. E invariavelmente obriga-nos a fazer compras intercalares quase semanais, no caso do pão, frutas e legumes, iogurtes e queijo ou fiambre. E é também mais difícil conseguirmos tirar um maior proveito das sobras de outras refeições.

  • Pré escolher as receitas que queremos fazer: Ter uma lista de receitas que queremos fazer durante a semana e comprar especificamente para aquelas receitas costuma ser um método que resulta. Se é daquelas pessoas que não gosta de planear à segunda vai comer frango e à terça feira pescada, deixe em aberto o que é o jantar em cada dia, mas escolha as receitas que pretende preparar durante toda a semana, fazendo uma lista de receitas em vez de uma ementa semanal. Pessoalmente acho que resulta melhor uma ementa semanal, mas nós não somos todos iguais, nem todos temos de usar o mesmo método.

  • Escolher ingredientes em vez de receitas: Se gosta de deixar em aberto a criatividade no momento de preparar o jantar, em vez de decidir o que comer a cada dia com receitas e refeições definidas, escolha apenas o ingredientes principal e deixe-se inspirar par criatividade do momento. Pessoalmente uso este método muitas vezes. Quando não tenho uma ideia definida e exata de uma receita, na ementa semanal, em vez de escrever a receita a fazer escrevo apenas o ingrediente principal e cozinho de acordo com a inspiração do momento. Perfeito para quem é criativo, mas péssimo para quem não tem ideias novas e nunca sabe o que cozinhar. Vai acabar na mesma rotina de todos os dias.

  • Dia em aberto: Deixe sempre alguma margem para evitar os desperdícios. Cá em casa costumam ser os jantares de domingo, onde escrevo na ementa “qq coisa rápida”. Aqui tenho a margem para acabar com as sobras da semana, ou de inventar qualquer coisa na hora. Mesmo naqueles dias em que dizemos que não há nada para jantar, facilmente sai uma pizza caseira, uma quiche, uns ovos com qualquer coisa ou uma simples massa com aqueles indispensáveis em qualquer despensa. Esta é uma das melhores maneiras que conheço de combater as sobras do frigorífico e onde muitas vezes saem combinações curiosas e jantares de tapas.

  • Ter noção do que realmente consumimos: Este é talvez o tópico mais difícil de explicar, e aquele em que apenas a expediência e a pratica nos vai ajudar. Saber aproximadamente a quantidade de queijo e fiambre que consumimos semanalmente para não comprar a mais e não deixar estragar. Saber quantos iogurtes comemos, aproximadamente quantas peças de fruta, ou a quantidade de legumes aproximada para as sopas e acompanhamentos de uma semana. Tudo bem que a fruta aguenta mais e uma semana, e que podem sobrar legumes e saladas que também aguentam mais dois ou três dias. Mas é muito mais saboroso comer espinafres apanhados à dois dias, do que andar a escolher as folhas já pouco viçosas dos espinafres comprados na semana anterior e que não chegamos a consumir. Ou comprar uma pêra no ponto certo de maturação, do que andar a comer as pêras que já se estão a estragar porque compramos 2 kg e agora temos de as comer todas e depressa antes que vão parar ao lixo. Só com a prática conseguimos um menor desperdício nesta área, e eu sei que nem todas as pessoas gostam de chegar à véspera de ir às compras com pouca coisa em casa. Cá e casa resulta, o desperdício passou a ser mínimo e se vou às compras no dia seguinte, não me importo de ter aberto o último pacote de leite.

  • Tirar partido das promoções: Atualmente todos os supermercados fazem promoções semanalmente, quase sempre das mesmas coisas, ou ciclicamente das mesmas coisas. Pessoalmente acho que quase que não faz sentido comprar quantidades enormes de carne só porque está em promoção. Na maior parte das vezes, passado um ou duas semanas um ou outro supermercado voltam a fazer a mesma promoção. No entanto aproveito algumas promoções para elaborar as ementas semanais. Posso aproveitar para comprar, por exemplo, polvo numa determinada semana porque sei que está em promoção. Ou então, apesar de saber que tenho tudo o que necessito para essa semana aproveitar para comprar e já ficar com uma refeição definida para a semana seguinte. Mas comprar 5kg de febras ou 3 kg de dourada - até porque somos só dois cá me casa - apenas porque está em promoção é um investimento que eu prefiro não fazer. MAS, cada um deverá utilizar as promoções e descontos da maneira que acha que trás um maior benefício ao seu método e planeamento das compras e da economia doméstica.

  • Anotar tudo: Fazer inventário da arca congeladora e saber tudo aquilo que temos congelado. Anotar que é necessário comprar farinha e açúcar assim que abrimos o último pacote. Definir refeições com todos os ingredientes disponíveis em casa, nem que seja apenas para saber o que temos em casa. Escrever numa lista a falta dos ingredientes assim que dermos por isso.

  • Fazer Stock: Mais uma vez, as promoções semanais de todos os supermercados vieram tornar desnecessário a maior partes dos stocks alimentares. De vez em quando lá aparece uma promoção ou acumulação extraordinária, mas actualmente as promoções repetem-se e tornam os stocks quase desnecessários. Coisas como azeite, café, açúcar, farinha, massas, atum, iogurtes, salsichas, detergentes, papel higiénico…. estão quase todas as semanas em promoção. Quase que basta fazermos uma gestão simples do que temos em casa, comprar no máximo duas unidades que quase de certeza que da próxima vez que necessitarmos comprar está novamente em promoção.

  • Dividir compras: Muito se fala também acerca de dividir as compras por vários supermercados. Mais uma vez só a pratica, o saber realmente quanto custam os produtos que consumimos, e a distância que temos de percorrer para ir a certos supermercados podem determinar corretamente se vale ou não a pena. Eu tenho um supermercado de eleição, mas faço compras em quase todos os outros. E compro coisas específicas em certos supermercados. Porque gosto da relação qualidade/preço, ou porque gosto apenas muito de certos produtos, ou porque há promoções que valem a pena. Toda essa gestão acaba por compensar. Principalmente se a conseguirem encaixar na vossa rotina semanal, sem que para isso percam demasiado tempo em ir às compras. E sim, para ir a vários supermercados é também necessário ter uma “disciplina” que não nos faça comprar tudo o que queremos, mas apenas o que realmente necessitamos.

  • Necessito mesmo disto?: Há coisas que não compro habitualmente. Porque não necessito, porque não trás nenhuma mais valia para a nossa alimentação, porque prefiro gastar esse valor e comprar um bem essencial que poderá ter maior qualidade do que comprar algo supérfluo. Mais uma vez, cada um saberá melhor do que ninguém os seus hábitos de consumo e o que é realmente importante para si. Por mero exemplo aqui fica uma pequena lista de coisas que não compro, porque acho que não são necessárias, ou porque as faço em casa, ou apenas porque não: Bolachas, snacks salgados, compotas, refeições prontas ou congeladas, sumos e refrigerantes (excessão feita para a ocasional coca-cola porque eu gosto e de vez em quando sabe-me bem!), bolinhos e sobremesas, batatas fritas, cereais de pequeno almoço, guloseimas)


  • Lista de Compras Sempre: Podemos planear tudo muito bem. Ter a ementa semanal organizada e inventário do congelador mas, se não usarmos uma lista de compras e aprendermos a comprar apenas aqueles itens - que são os que realmente necessitamos - toda esta gestão de reduzir e evitar desperdício vai por água a baixo. Além de nos esquecermos de metade do que temos para comprar. Assim de repente quem é que se vai lembrar de tudo o que necessita para uma semana de refeições e ainda das coisas que estão a acabar lá por casa? Torne a lista de compras sua amiga e não saia de casa sem ela.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Desperdício Zero


Eu sei que já passou algum tempo desde a ultima vez que aqui escrevi, mas este início de ano está a ser mais atribulado e ocupado do que eu pensava. Mas pronto, aqui estou de volta.

Como sabem,  a questão do desperdício alimentar é algo com que me preocupo. Muitas vezes, e quase sem querermos, acabamos a desperdiçar alimentos. Seja porque compramos mais quantidade do que a que necessitamos, porque não sabemos gerir o conteúdo do nosso frigorífico e stock de produtos frescos, ou simplesmente porque não sabemos o que fazer com algumas “sobras” que entendemos como desperdiço.
Em relação a comprar mais quantidade de alimentos do que aquela que necessitamos, nada melhor do que a solução mais do que falada das ementas semanais. Eu sei que o assunto já cansa um bocado, mas quem nunca implementou esta solução, não sei se perceberá bem como isto faz a diferença. E não é apenas uma aprendizagem de uma ou duas semanas. Leva algum tempo a termos uma percepção real do que gastamos semanalmente e da quantidade necessária para termos o mínimo de desperdício. Seja o pão, a fruta, os legumes e a fruta ou até a carne e o peixe. E se muitas vezes a solução passa por congelar, noutros caso isso nem sempre é possível.
E aqui, entra a questão de saber gerir o conteúdo do frigorífico e o stock dos produtos frescos ou com validares limitadas. E que acaba por estar ligado à questão das ementas semanais.
Se por uma lado fazemos a ementa, planeamos as refeições, por outro há sempre as sobras habituais, os “restinhos”, as duas cenouras que ficam na gaveta, o resto do pacote do queijo, ou os cogumelos que não usamos todos. 
Aqui em casa, na quinta ou na sexta feira é tempo de dar uma volta ao frigorífico e ver o que está a mais e “gastar” esses alimentos numa refeição improvisada antes de fazer uma refeição de raiz. Sim, há uma alteração da ementa semanal. Ou não. Porque a nossa ementa pode sempre já ter previsto o dia de limpeza. E mesmo naqueles dias em que achamos que não há “restinhos”, nem sobras, há sempre uma massa rápida que de pode fazer, uma lata de atum e grão de bico na despensa, um pouco de pão para umas bruchetas, ou até umas empadas caseiras congeladas que servem o propósito.
Assim, ao preparar a nova ementa semanal e a nova lista de compras - mas principalmente antes de irmos às compras - não há nada que se esteja a desperdiçar ou a estragar.
Eu sei que há algumas pessoas que não gostam de ter o frigorífico quase vazio. Mas se vão às compras ao sábado de manhã, qual é o mal de gastarem a ultima peça de fruta na sexta à noite, ou de usarem a ultima couve no jantar de sexta-feira. O frigorifico poderá estar quase vazio, mas se não houve desperdício de nada, se conseguiram planear todas as refeições de forma equilibrada e sem faltar nada, que mal pode ter, a não ser uma boa gestão do que compramos?
Mas se estamos a falar de desperdício alimentar, há outra questão que não pode nem deve ser esquecida, e que, em troca de comentários com uma leitora do blogue As minhas receitas, acho que faz todo o sentido. E o desperdício dos alimentos que já damos como desperdício?
A rama das cenouras, beterrabas ou nabos? Os talos dos brocolos e das couve flor? A fruta tocada? A rama do alho françês e até a casca das cenouras?
Aparentemente vemos tudo isso como um desperdício, mas facilmente podemos aproveitar algumas destas coisas de formas que nem sabíamos ser possível.
A rama da cenoura (principalmente válido para quem compra cenouras no mercado onde ainda se vendem com rama, ou que as trazem da horta), dá um excelente esparregado, sabiam? Mas também é possível utilizar em pesto, ou na sopa como se fosse um caldo verde. A rama das beterrabas pode ser cozida e salteada, assim como as dos nabos, ou usada para fazer uma espécie de arroz de espigos, mas em vez de espigos usar as ditas ramas. E há também a possibilidade de usar em risotto. Podem não acreditar mas com a rama da betarraba fazem um risota que fica cor-de-rosa e até bastante saboroso, segundo o que consta. (Só estou à espera que as minhas beterrabas cresçam para poder experimentar!)
A fruta tocada pode acabar num sumo natural, num bolo ou numa sobremesa. E podem sempre congelar para utilizar mais tarde em sumos, smothies ou batidos.
A abóbora que compraram e ainda não utilizaram e está a começar a ficar tocada, pode ser desde logo assada e triturada. E assim, quando quiser preparar um risotto ou um puré, já tem meio caminho andado. 
A carne que é só um bocadinho, ou o peixe que também não é muito com mais qualquer coisa como um pouco de chouriço ou de atum, e um pouco de massa acabam numas empadas ou nuns pasteis. E algo que nem dava para um, dá agora para dois ou três.
Há depois aquelas receitas perfeitas para aproveitar restos: fartes salgadas, pastelões de ovos (fritatas), lasanhas, massas ou um arroz de “misturada”.
As claras que sobram do leite creme podem acabar em suspiros que rapidamente se tornam uma sobremesa com umas natas batidas e um pouco de frutos vermelhos.
O pão que vai ficando duro deve ser ligeiramente seco no forno e depois ralado. E podem congelar e ter assim pão ralado sempre pronto a utilizar seja para colocar por cima de um gratinado, seja para usar para fazer um rolo de carne ou umas almôndegas.
A rama do alho francês, juntamente com as cascas das cenouras e outros supostos desperdícios, dão um caldo caseiro de legumes, juntamente com outros aromáticos e depois de devidamente coado por uma gaze. Para risotas, sopas ou até para um simples arroz ou carne estufada.
E se deita fora os talos dos brócolos e da couve flor, nem sabe o que está a perder. Cá em casa usam-se para as sopas e ficam deliciosas e cremosas e é uma opima maneira de usar menos batata - isto para quem coloca batata na sopa.

Isto são apenas pequenas sugestões para evitar desperdiçar, e aproveitar tudo ao máximo. E que soluções é que vocês usam?  Vamos evitar o desperdício? Deixem as vossas ideias de aproveitamento na caixa de comentários.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Feliz 2015


O novo ano já vai com uns dias de avanço e eu finalmente consegui organizar os meus planos, tarefas e objetivos para o novo ano que agora começa.
Além deste plano, igual todos os anos, com a minha lista de 12 desejos (que podem ou não depender de mim), lista de objetivos - esses sim, que só dependem de mim, aproveito ainda para começar o novo orçamento do ano, rever o inventário do congelador e retomar as ementas semanais que ficam mais ou menos esquecidas nas ultimas semanas de Dezembro.
As listas de tarefas mantêm-se com uma ou outra alteração, e revi as listas de aniversário e a lista das coisas realmente necessárias a comprar nos saldos - prendas de aniversário incluídas.
Além disso gosto de começar o ano com uma organização geral em casa. Depois de cozinhar muito no mês de Dezembro, dos cabazes, do meu aniversário e do natal que este ano foi cá em casa, agora é tempo de dar uma limpeza geral à cozinha. Quero também dar uma volta no armário da roupa, porque acho que andam por lá algumas coisas que já não uso, e quero ver se elimino o que não é necessário.
Para mim, o início de ano é quase como uma renovação. Uma altura em que quase que se pode recomeçar do zero. Seja sermos mais organizados, tentarmos poupar mais ou pelo menos controlar melhor os gastos, começar a fazer ementas ou refeições vegetarianas 1 ou 2 vezes por semana, começar a fazer exercício físico, deixar de fumar ou de cometer excessos alimentares frequentes… No início de ano parece que tudo nos é permitido recomeçar, e que a nossa força de vontade é superior. Pelo menos, enquanto andarmos entusiasmados com as novas resoluções…
Por aqui não há propriamente novas resoluções, há sim continuar com as alterações que já fizemos anteriormente e tentar alcançar coisas novas.
Espero que tenham muitos projetos para 2015, e que consigam alcançar os objetivos a que se propõem neste início de ano. Porque os objetivos a que nos propomos só devem mesmo depender de nós e do nosso esforço para chegarem a bom porto.

Feliz 2015!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Decoração da Mesa de Natal



Os dias que antecedem o natal passam a correr. Entretanto já estamos a 6 dias e é mais do que altura de começarmos a pensar nos pormenores.
Este ano a noite de consoada será passada cá em casa, com os meus pais, irmã e avô. E eu já tive oportunidade de ensaiar a decoração da mesa de natal. Sim, é uma das vantagem de se fazer anos uma semana antes do natal!


Este ano decidi uma decoração muito simples, com o branco, o cinza e o prateado e apontamentos de vermelho e verde dados pelas folhagens verdadeiras  que escolhi para decorar a mesa, em vez de optar por outro estilo de arranjos.
Neste caso optei por uma toalha de linho branco com renda, uma daquelas toalhas de dias especiais que fazem parte do enxoval. Apesar de ter umas 6 toalhas com motivos de natal, desta vez a opção é mais simples, e a “prova” de que artigos simples e de cores básicas, se adaptam a qualquer festividade, sem ser necessário comprar nada específico.



O serviço de sempre, branco, apesar de poder ser usado um serviço de natal. Copos simples e elegantes - que também poderia ter usado copos em tons de vermelho - que por caso até tenho!
Como toda a mesa estava em tons brancos optei por guardanapos de papel decorados, sem bonecada, mas em tons sóbrios de cinzento e prateado, que comprei na Zara Home.
Mas a minha parte favorita são mesmo as folhagens. Vivás, que adoro e dura imenso tempo, ramagens com estas bolinhas vermelhas, muito apropriado ao natal e azevinho que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, apesar de ser uma espécie ameaçada e em vias de extinção, pode ser vendida, desde que por pessoas autorizadas e que tenham conhecimentos para apanhar ramagens da planta sem a danificar. E eu consegui comprar alguns pés para decorar a minha mesa de natal.
No “ensaio” que fiz no dia do meu aniversário, utilizei as folhagens das bolinhas vermelhas e o vivás, e umas simples velas perfumadas.


Espalhei na mesa as folhagens e terminei de decorar com as velas. 
Uma decoração muito simples, pouco cheia e minimalista, mas que para mim foi exatamente o que tinha em mente. A sobressair os pratos, copos e talheres e com as velas e folhagens a darem o verdadeiro toque de natal.


Sem muito vermelho, toalhas, pratos e guardanapos muito garridos e coloridos. Esta é a mina sugestão para a decoração da mesa de natal.
Espero que se inspirem para uma mesa de natal bonita e cheia de espírito natalício.

Como é que estão a pensar decorar a vossa mesa?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sugestão de Presentes Dentro de um Orçamento


Eu gosto de orçamentos. E, pessoalmente, acho que não há nada mais importante do que estabelecermos valores que “cabem” dentro das nossas despesas.
No natal, e para os presentes ou lembranças que se ofereçam isso ainda faz mais sentido. Por dois motivos: primeiro porque o nosso dinheiro não é ilimitado e temos de criar uma fronteira que nos diga até onde podemos ir, e procurar algo dentro desse limite. Por outro lado é fundamental estabelecermos um orçamento com a família, de um valor a gastar por presente. Não faz sentido darmos um presente de 10€ e em troca recebermos um de 50€. Ou vice versa.
Sou portanto apologista de, em famílias que trocam presentes entre si - mesmo que sejam só irmãos, cunhados e sobrinhos - de se estabelecer o valor que cada presente deve ter. 
Quase mais importante do que estabelecer o valor a gastar, é também perguntar o que se necessita. E sim, essa é outra regra que há por aqui. O que querem? O que estão a precisar?  São sempre as perguntas essenciais antes de se começarem a comprar os presentes.
Assim o nosso dinheiro é gasto em algo útil, necessário e com valor acrescido.
Não há nada pior do que os presentes que ninguém quer e que acabam no fundo da gaveta ou dentro do armário sem nunca terem tido utilidade.
Para alguns isto poderá parecer um exercício muito complicado, para outros mais simples.
No entanto, e sem um orçamento pré-definido  ou uma lista de presentes a pedido, deixo-vos algumas sugestões que, de uma maneira ou de outra costumam fazer parte das minhas listas de presentes - e que conseguem encontrar numa variada gama de preços.


1 - Livros
Os livros são dos meus presentes favoritos de oferecer e receber. Normalmente é o meu presente de eleição para os miúdos. Também recorro a eles quando sei que aquela pessoa quer exatamente aquele livro - e o valor dele está dentro do orçamento!

2 - Cabaz “Gourmet”
Nem todos os cabazes têm de ser feitos por nós. Basta ir ao um supermercado e fazer um pequeno cabaz para oferecer. Tem um amigo que gosta muito de queijo? Ofereça-lhe uma tábua de queijos, seleccionados por si, para que ele os possa saborear no natal. Ou então faça um cabaz apenas de algumas variedades de chocolates. Ou um cabaz de chá, bolachinhas e compotas. É fácil, útil - se comprar algo que sabe agradar a quem recebe - e consegue fazer que “caiba” o seu orçamento.

3 - Artigos para a Casa
Pode parecer uma prenda disparatada, mas se prefere oferecer um presente para um casal amigo - ou até de família, nada melhor se necessitam de algo para a casa ou para os dois. Posso dar-vos como exemplo que já pedi e recebi coisas como frigideiras (porque as minhas anteriores estavam mesmo a necessitar de reforma), uma mala de viagem, um grelhador/chapa de fogão.
Se é algo que estamos a necessitar e temos mesmo que comprar a mim parece-me uma excelente prenda de natal. 

4 - Roupa/perfumes/bijuteria
Uma coisa é comprar uma peça de roupa para dar (e quem diz roupa, diz uma carteira, um colar,…) apenas porque sim outra coisa é porque sabemos que aquela pessoa queria mesmo um casaco vermelho assim, ou aquele colar específico que adorou, ou está mesmo a precisar de um perfume. Desde que esteja ao alcance do nosso orçamento, oferecer algo que sabemos que alguém está desejoso de ter é sempre uma excelente forma de agradar. Fora isso  - e isto é uma questão meramente pessoal - não gosto de oferecer este género de coisas!

5 - Vales
Sejam vales de lojas de roupa, de livrarias, multimédia, lojas de cosmética, para fotografias… os vales são uma opção segura. É fácil de estabelecer o orçamento, e sabemos que quando o forem gastar, gastam em algo que realmente querem. Se é uma prenda pouco pessoal? Até pode ser. Mas há maneira de poder tornar os vales personificáveis, e depois há maneira bonitas de os oferecer. Por exemplo: um vale de maquilhagem dentro de uma bolinha de maquilhagem vazia com a frase: “Agora escolhe a teu gosto”. Uma revista ou livro usado com um vale lá dentro a dizer “O que vais ler a seguir?”. Uma T-shirt velha e um vale de uma loja de roupa a dizer “Vai lá comprar um trapinho novo para vestir”

6 - “Ficam sempre bem” (e ajustam-se a todos os orçamentos, membros da família e amigos)
Molduras com fotos da família
Chinelos ou Pantufas
Meias (de preferência meias de dormir para quem usa)
Mantas polares
Velas perfumadas para a casa
Conjuntos gel de duche/hidratante
Garrafas de vinho

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