quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Haverá um método certo para fazer a ementa semanal?


Apesar de este ser um tema recorrente aqui no blogue, são sempre muitas as dúvidas e questões que me colocam sobre o tema de organização e planeamento da ementa semanal. Porque não conseguem fazer a ementa, porque  é difícil seguir um plano pré existente quando há dias que apetece outra coisa, porque não sabem como reduzir a compra de produtos desnecessários e apenas comprar o que necessitam para a semana, sem excessos ou desperdícios.
Nem sempre é fácil. Ou melhor: à medida que o fazem com mais frequência torna-se cada vez mais simples e intuitivo. Como todas as coisas que não estamos habituados a fazer, o início pode ser um desafio, mas rapidamente, assim que entrarem na rotina, torna-se tudo mais simples.
Eu própria já “alterei” os meus próprios métodos algumas vezes. Porque descobri outras soluções que resultam melhor comigo, porque me adaptei melhor a outra ideias. E isto vai acontecer com todos. Não há um método infalível para fazer e organizar a ementa semanal, e muito menos um método que funcione com todas as pessoas. O melhor é mesmo começarem e depois irem fazer pequenos ajustes até conseguirem o que resulte melhor com vocês.
Há no entanto pequenas sugestões universais que acho que podem resultar com todos.

  • Planear semanalmente: Antes de começar a fazer as ementas semanais, usei durante algum tempo um planeamento mensal. É mais difícil de organizar e ainda mais difícil de cumprir. Temos uma pior gestão dos nossos recursos alimentares e uma maior tendência de deixar estragar. E invariavelmente obriga-nos a fazer compras intercalares quase semanais, no caso do pão, frutas e legumes, iogurtes e queijo ou fiambre. E é também mais difícil conseguirmos tirar um maior proveito das sobras de outras refeições.

  • Pré escolher as receitas que queremos fazer: Ter uma lista de receitas que queremos fazer durante a semana e comprar especificamente para aquelas receitas costuma ser um método que resulta. Se é daquelas pessoas que não gosta de planear à segunda vai comer frango e à terça feira pescada, deixe em aberto o que é o jantar em cada dia, mas escolha as receitas que pretende preparar durante toda a semana, fazendo uma lista de receitas em vez de uma ementa semanal. Pessoalmente acho que resulta melhor uma ementa semanal, mas nós não somos todos iguais, nem todos temos de usar o mesmo método.

  • Escolher ingredientes em vez de receitas: Se gosta de deixar em aberto a criatividade no momento de preparar o jantar, em vez de decidir o que comer a cada dia com receitas e refeições definidas, escolha apenas o ingredientes principal e deixe-se inspirar par criatividade do momento. Pessoalmente uso este método muitas vezes. Quando não tenho uma ideia definida e exata de uma receita, na ementa semanal, em vez de escrever a receita a fazer escrevo apenas o ingrediente principal e cozinho de acordo com a inspiração do momento. Perfeito para quem é criativo, mas péssimo para quem não tem ideias novas e nunca sabe o que cozinhar. Vai acabar na mesma rotina de todos os dias.

  • Dia em aberto: Deixe sempre alguma margem para evitar os desperdícios. Cá em casa costumam ser os jantares de domingo, onde escrevo na ementa “qq coisa rápida”. Aqui tenho a margem para acabar com as sobras da semana, ou de inventar qualquer coisa na hora. Mesmo naqueles dias em que dizemos que não há nada para jantar, facilmente sai uma pizza caseira, uma quiche, uns ovos com qualquer coisa ou uma simples massa com aqueles indispensáveis em qualquer despensa. Esta é uma das melhores maneiras que conheço de combater as sobras do frigorífico e onde muitas vezes saem combinações curiosas e jantares de tapas.

  • Ter noção do que realmente consumimos: Este é talvez o tópico mais difícil de explicar, e aquele em que apenas a expediência e a pratica nos vai ajudar. Saber aproximadamente a quantidade de queijo e fiambre que consumimos semanalmente para não comprar a mais e não deixar estragar. Saber quantos iogurtes comemos, aproximadamente quantas peças de fruta, ou a quantidade de legumes aproximada para as sopas e acompanhamentos de uma semana. Tudo bem que a fruta aguenta mais e uma semana, e que podem sobrar legumes e saladas que também aguentam mais dois ou três dias. Mas é muito mais saboroso comer espinafres apanhados à dois dias, do que andar a escolher as folhas já pouco viçosas dos espinafres comprados na semana anterior e que não chegamos a consumir. Ou comprar uma pêra no ponto certo de maturação, do que andar a comer as pêras que já se estão a estragar porque compramos 2 kg e agora temos de as comer todas e depressa antes que vão parar ao lixo. Só com a prática conseguimos um menor desperdício nesta área, e eu sei que nem todas as pessoas gostam de chegar à véspera de ir às compras com pouca coisa em casa. Cá e casa resulta, o desperdício passou a ser mínimo e se vou às compras no dia seguinte, não me importo de ter aberto o último pacote de leite.

  • Tirar partido das promoções: Atualmente todos os supermercados fazem promoções semanalmente, quase sempre das mesmas coisas, ou ciclicamente das mesmas coisas. Pessoalmente acho que quase que não faz sentido comprar quantidades enormes de carne só porque está em promoção. Na maior parte das vezes, passado um ou duas semanas um ou outro supermercado voltam a fazer a mesma promoção. No entanto aproveito algumas promoções para elaborar as ementas semanais. Posso aproveitar para comprar, por exemplo, polvo numa determinada semana porque sei que está em promoção. Ou então, apesar de saber que tenho tudo o que necessito para essa semana aproveitar para comprar e já ficar com uma refeição definida para a semana seguinte. Mas comprar 5kg de febras ou 3 kg de dourada - até porque somos só dois cá me casa - apenas porque está em promoção é um investimento que eu prefiro não fazer. MAS, cada um deverá utilizar as promoções e descontos da maneira que acha que trás um maior benefício ao seu método e planeamento das compras e da economia doméstica.

  • Anotar tudo: Fazer inventário da arca congeladora e saber tudo aquilo que temos congelado. Anotar que é necessário comprar farinha e açúcar assim que abrimos o último pacote. Definir refeições com todos os ingredientes disponíveis em casa, nem que seja apenas para saber o que temos em casa. Escrever numa lista a falta dos ingredientes assim que dermos por isso.

  • Fazer Stock: Mais uma vez, as promoções semanais de todos os supermercados vieram tornar desnecessário a maior partes dos stocks alimentares. De vez em quando lá aparece uma promoção ou acumulação extraordinária, mas actualmente as promoções repetem-se e tornam os stocks quase desnecessários. Coisas como azeite, café, açúcar, farinha, massas, atum, iogurtes, salsichas, detergentes, papel higiénico…. estão quase todas as semanas em promoção. Quase que basta fazermos uma gestão simples do que temos em casa, comprar no máximo duas unidades que quase de certeza que da próxima vez que necessitarmos comprar está novamente em promoção.

  • Dividir compras: Muito se fala também acerca de dividir as compras por vários supermercados. Mais uma vez só a pratica, o saber realmente quanto custam os produtos que consumimos, e a distância que temos de percorrer para ir a certos supermercados podem determinar corretamente se vale ou não a pena. Eu tenho um supermercado de eleição, mas faço compras em quase todos os outros. E compro coisas específicas em certos supermercados. Porque gosto da relação qualidade/preço, ou porque gosto apenas muito de certos produtos, ou porque há promoções que valem a pena. Toda essa gestão acaba por compensar. Principalmente se a conseguirem encaixar na vossa rotina semanal, sem que para isso percam demasiado tempo em ir às compras. E sim, para ir a vários supermercados é também necessário ter uma “disciplina” que não nos faça comprar tudo o que queremos, mas apenas o que realmente necessitamos.

  • Necessito mesmo disto?: Há coisas que não compro habitualmente. Porque não necessito, porque não trás nenhuma mais valia para a nossa alimentação, porque prefiro gastar esse valor e comprar um bem essencial que poderá ter maior qualidade do que comprar algo supérfluo. Mais uma vez, cada um saberá melhor do que ninguém os seus hábitos de consumo e o que é realmente importante para si. Por mero exemplo aqui fica uma pequena lista de coisas que não compro, porque acho que não são necessárias, ou porque as faço em casa, ou apenas porque não: Bolachas, snacks salgados, compotas, refeições prontas ou congeladas, sumos e refrigerantes (excessão feita para a ocasional coca-cola porque eu gosto e de vez em quando sabe-me bem!), bolinhos e sobremesas, batatas fritas, cereais de pequeno almoço, guloseimas)


  • Lista de Compras Sempre: Podemos planear tudo muito bem. Ter a ementa semanal organizada e inventário do congelador mas, se não usarmos uma lista de compras e aprendermos a comprar apenas aqueles itens - que são os que realmente necessitamos - toda esta gestão de reduzir e evitar desperdício vai por água a baixo. Além de nos esquecermos de metade do que temos para comprar. Assim de repente quem é que se vai lembrar de tudo o que necessita para uma semana de refeições e ainda das coisas que estão a acabar lá por casa? Torne a lista de compras sua amiga e não saia de casa sem ela.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Desperdício Zero


Eu sei que já passou algum tempo desde a ultima vez que aqui escrevi, mas este início de ano está a ser mais atribulado e ocupado do que eu pensava. Mas pronto, aqui estou de volta.

Como sabem,  a questão do desperdício alimentar é algo com que me preocupo. Muitas vezes, e quase sem querermos, acabamos a desperdiçar alimentos. Seja porque compramos mais quantidade do que a que necessitamos, porque não sabemos gerir o conteúdo do nosso frigorífico e stock de produtos frescos, ou simplesmente porque não sabemos o que fazer com algumas “sobras” que entendemos como desperdiço.
Em relação a comprar mais quantidade de alimentos do que aquela que necessitamos, nada melhor do que a solução mais do que falada das ementas semanais. Eu sei que o assunto já cansa um bocado, mas quem nunca implementou esta solução, não sei se perceberá bem como isto faz a diferença. E não é apenas uma aprendizagem de uma ou duas semanas. Leva algum tempo a termos uma percepção real do que gastamos semanalmente e da quantidade necessária para termos o mínimo de desperdício. Seja o pão, a fruta, os legumes e a fruta ou até a carne e o peixe. E se muitas vezes a solução passa por congelar, noutros caso isso nem sempre é possível.
E aqui, entra a questão de saber gerir o conteúdo do frigorífico e o stock dos produtos frescos ou com validares limitadas. E que acaba por estar ligado à questão das ementas semanais.
Se por uma lado fazemos a ementa, planeamos as refeições, por outro há sempre as sobras habituais, os “restinhos”, as duas cenouras que ficam na gaveta, o resto do pacote do queijo, ou os cogumelos que não usamos todos. 
Aqui em casa, na quinta ou na sexta feira é tempo de dar uma volta ao frigorífico e ver o que está a mais e “gastar” esses alimentos numa refeição improvisada antes de fazer uma refeição de raiz. Sim, há uma alteração da ementa semanal. Ou não. Porque a nossa ementa pode sempre já ter previsto o dia de limpeza. E mesmo naqueles dias em que achamos que não há “restinhos”, nem sobras, há sempre uma massa rápida que de pode fazer, uma lata de atum e grão de bico na despensa, um pouco de pão para umas bruchetas, ou até umas empadas caseiras congeladas que servem o propósito.
Assim, ao preparar a nova ementa semanal e a nova lista de compras - mas principalmente antes de irmos às compras - não há nada que se esteja a desperdiçar ou a estragar.
Eu sei que há algumas pessoas que não gostam de ter o frigorífico quase vazio. Mas se vão às compras ao sábado de manhã, qual é o mal de gastarem a ultima peça de fruta na sexta à noite, ou de usarem a ultima couve no jantar de sexta-feira. O frigorifico poderá estar quase vazio, mas se não houve desperdício de nada, se conseguiram planear todas as refeições de forma equilibrada e sem faltar nada, que mal pode ter, a não ser uma boa gestão do que compramos?
Mas se estamos a falar de desperdício alimentar, há outra questão que não pode nem deve ser esquecida, e que, em troca de comentários com uma leitora do blogue As minhas receitas, acho que faz todo o sentido. E o desperdício dos alimentos que já damos como desperdício?
A rama das cenouras, beterrabas ou nabos? Os talos dos brocolos e das couve flor? A fruta tocada? A rama do alho françês e até a casca das cenouras?
Aparentemente vemos tudo isso como um desperdício, mas facilmente podemos aproveitar algumas destas coisas de formas que nem sabíamos ser possível.
A rama da cenoura (principalmente válido para quem compra cenouras no mercado onde ainda se vendem com rama, ou que as trazem da horta), dá um excelente esparregado, sabiam? Mas também é possível utilizar em pesto, ou na sopa como se fosse um caldo verde. A rama das beterrabas pode ser cozida e salteada, assim como as dos nabos, ou usada para fazer uma espécie de arroz de espigos, mas em vez de espigos usar as ditas ramas. E há também a possibilidade de usar em risotto. Podem não acreditar mas com a rama da betarraba fazem um risota que fica cor-de-rosa e até bastante saboroso, segundo o que consta. (Só estou à espera que as minhas beterrabas cresçam para poder experimentar!)
A fruta tocada pode acabar num sumo natural, num bolo ou numa sobremesa. E podem sempre congelar para utilizar mais tarde em sumos, smothies ou batidos.
A abóbora que compraram e ainda não utilizaram e está a começar a ficar tocada, pode ser desde logo assada e triturada. E assim, quando quiser preparar um risotto ou um puré, já tem meio caminho andado. 
A carne que é só um bocadinho, ou o peixe que também não é muito com mais qualquer coisa como um pouco de chouriço ou de atum, e um pouco de massa acabam numas empadas ou nuns pasteis. E algo que nem dava para um, dá agora para dois ou três.
Há depois aquelas receitas perfeitas para aproveitar restos: fartes salgadas, pastelões de ovos (fritatas), lasanhas, massas ou um arroz de “misturada”.
As claras que sobram do leite creme podem acabar em suspiros que rapidamente se tornam uma sobremesa com umas natas batidas e um pouco de frutos vermelhos.
O pão que vai ficando duro deve ser ligeiramente seco no forno e depois ralado. E podem congelar e ter assim pão ralado sempre pronto a utilizar seja para colocar por cima de um gratinado, seja para usar para fazer um rolo de carne ou umas almôndegas.
A rama do alho francês, juntamente com as cascas das cenouras e outros supostos desperdícios, dão um caldo caseiro de legumes, juntamente com outros aromáticos e depois de devidamente coado por uma gaze. Para risotas, sopas ou até para um simples arroz ou carne estufada.
E se deita fora os talos dos brócolos e da couve flor, nem sabe o que está a perder. Cá em casa usam-se para as sopas e ficam deliciosas e cremosas e é uma opima maneira de usar menos batata - isto para quem coloca batata na sopa.

Isto são apenas pequenas sugestões para evitar desperdiçar, e aproveitar tudo ao máximo. E que soluções é que vocês usam?  Vamos evitar o desperdício? Deixem as vossas ideias de aproveitamento na caixa de comentários.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Feliz 2015


O novo ano já vai com uns dias de avanço e eu finalmente consegui organizar os meus planos, tarefas e objetivos para o novo ano que agora começa.
Além deste plano, igual todos os anos, com a minha lista de 12 desejos (que podem ou não depender de mim), lista de objetivos - esses sim, que só dependem de mim, aproveito ainda para começar o novo orçamento do ano, rever o inventário do congelador e retomar as ementas semanais que ficam mais ou menos esquecidas nas ultimas semanas de Dezembro.
As listas de tarefas mantêm-se com uma ou outra alteração, e revi as listas de aniversário e a lista das coisas realmente necessárias a comprar nos saldos - prendas de aniversário incluídas.
Além disso gosto de começar o ano com uma organização geral em casa. Depois de cozinhar muito no mês de Dezembro, dos cabazes, do meu aniversário e do natal que este ano foi cá em casa, agora é tempo de dar uma limpeza geral à cozinha. Quero também dar uma volta no armário da roupa, porque acho que andam por lá algumas coisas que já não uso, e quero ver se elimino o que não é necessário.
Para mim, o início de ano é quase como uma renovação. Uma altura em que quase que se pode recomeçar do zero. Seja sermos mais organizados, tentarmos poupar mais ou pelo menos controlar melhor os gastos, começar a fazer ementas ou refeições vegetarianas 1 ou 2 vezes por semana, começar a fazer exercício físico, deixar de fumar ou de cometer excessos alimentares frequentes… No início de ano parece que tudo nos é permitido recomeçar, e que a nossa força de vontade é superior. Pelo menos, enquanto andarmos entusiasmados com as novas resoluções…
Por aqui não há propriamente novas resoluções, há sim continuar com as alterações que já fizemos anteriormente e tentar alcançar coisas novas.
Espero que tenham muitos projetos para 2015, e que consigam alcançar os objetivos a que se propõem neste início de ano. Porque os objetivos a que nos propomos só devem mesmo depender de nós e do nosso esforço para chegarem a bom porto.

Feliz 2015!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Decoração da Mesa de Natal



Os dias que antecedem o natal passam a correr. Entretanto já estamos a 6 dias e é mais do que altura de começarmos a pensar nos pormenores.
Este ano a noite de consoada será passada cá em casa, com os meus pais, irmã e avô. E eu já tive oportunidade de ensaiar a decoração da mesa de natal. Sim, é uma das vantagem de se fazer anos uma semana antes do natal!


Este ano decidi uma decoração muito simples, com o branco, o cinza e o prateado e apontamentos de vermelho e verde dados pelas folhagens verdadeiras  que escolhi para decorar a mesa, em vez de optar por outro estilo de arranjos.
Neste caso optei por uma toalha de linho branco com renda, uma daquelas toalhas de dias especiais que fazem parte do enxoval. Apesar de ter umas 6 toalhas com motivos de natal, desta vez a opção é mais simples, e a “prova” de que artigos simples e de cores básicas, se adaptam a qualquer festividade, sem ser necessário comprar nada específico.



O serviço de sempre, branco, apesar de poder ser usado um serviço de natal. Copos simples e elegantes - que também poderia ter usado copos em tons de vermelho - que por caso até tenho!
Como toda a mesa estava em tons brancos optei por guardanapos de papel decorados, sem bonecada, mas em tons sóbrios de cinzento e prateado, que comprei na Zara Home.
Mas a minha parte favorita são mesmo as folhagens. Vivás, que adoro e dura imenso tempo, ramagens com estas bolinhas vermelhas, muito apropriado ao natal e azevinho que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, apesar de ser uma espécie ameaçada e em vias de extinção, pode ser vendida, desde que por pessoas autorizadas e que tenham conhecimentos para apanhar ramagens da planta sem a danificar. E eu consegui comprar alguns pés para decorar a minha mesa de natal.
No “ensaio” que fiz no dia do meu aniversário, utilizei as folhagens das bolinhas vermelhas e o vivás, e umas simples velas perfumadas.


Espalhei na mesa as folhagens e terminei de decorar com as velas. 
Uma decoração muito simples, pouco cheia e minimalista, mas que para mim foi exatamente o que tinha em mente. A sobressair os pratos, copos e talheres e com as velas e folhagens a darem o verdadeiro toque de natal.


Sem muito vermelho, toalhas, pratos e guardanapos muito garridos e coloridos. Esta é a mina sugestão para a decoração da mesa de natal.
Espero que se inspirem para uma mesa de natal bonita e cheia de espírito natalício.

Como é que estão a pensar decorar a vossa mesa?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sugestão de Presentes Dentro de um Orçamento


Eu gosto de orçamentos. E, pessoalmente, acho que não há nada mais importante do que estabelecermos valores que “cabem” dentro das nossas despesas.
No natal, e para os presentes ou lembranças que se ofereçam isso ainda faz mais sentido. Por dois motivos: primeiro porque o nosso dinheiro não é ilimitado e temos de criar uma fronteira que nos diga até onde podemos ir, e procurar algo dentro desse limite. Por outro lado é fundamental estabelecermos um orçamento com a família, de um valor a gastar por presente. Não faz sentido darmos um presente de 10€ e em troca recebermos um de 50€. Ou vice versa.
Sou portanto apologista de, em famílias que trocam presentes entre si - mesmo que sejam só irmãos, cunhados e sobrinhos - de se estabelecer o valor que cada presente deve ter. 
Quase mais importante do que estabelecer o valor a gastar, é também perguntar o que se necessita. E sim, essa é outra regra que há por aqui. O que querem? O que estão a precisar?  São sempre as perguntas essenciais antes de se começarem a comprar os presentes.
Assim o nosso dinheiro é gasto em algo útil, necessário e com valor acrescido.
Não há nada pior do que os presentes que ninguém quer e que acabam no fundo da gaveta ou dentro do armário sem nunca terem tido utilidade.
Para alguns isto poderá parecer um exercício muito complicado, para outros mais simples.
No entanto, e sem um orçamento pré-definido  ou uma lista de presentes a pedido, deixo-vos algumas sugestões que, de uma maneira ou de outra costumam fazer parte das minhas listas de presentes - e que conseguem encontrar numa variada gama de preços.


1 - Livros
Os livros são dos meus presentes favoritos de oferecer e receber. Normalmente é o meu presente de eleição para os miúdos. Também recorro a eles quando sei que aquela pessoa quer exatamente aquele livro - e o valor dele está dentro do orçamento!

2 - Cabaz “Gourmet”
Nem todos os cabazes têm de ser feitos por nós. Basta ir ao um supermercado e fazer um pequeno cabaz para oferecer. Tem um amigo que gosta muito de queijo? Ofereça-lhe uma tábua de queijos, seleccionados por si, para que ele os possa saborear no natal. Ou então faça um cabaz apenas de algumas variedades de chocolates. Ou um cabaz de chá, bolachinhas e compotas. É fácil, útil - se comprar algo que sabe agradar a quem recebe - e consegue fazer que “caiba” o seu orçamento.

3 - Artigos para a Casa
Pode parecer uma prenda disparatada, mas se prefere oferecer um presente para um casal amigo - ou até de família, nada melhor se necessitam de algo para a casa ou para os dois. Posso dar-vos como exemplo que já pedi e recebi coisas como frigideiras (porque as minhas anteriores estavam mesmo a necessitar de reforma), uma mala de viagem, um grelhador/chapa de fogão.
Se é algo que estamos a necessitar e temos mesmo que comprar a mim parece-me uma excelente prenda de natal. 

4 - Roupa/perfumes/bijuteria
Uma coisa é comprar uma peça de roupa para dar (e quem diz roupa, diz uma carteira, um colar,…) apenas porque sim outra coisa é porque sabemos que aquela pessoa queria mesmo um casaco vermelho assim, ou aquele colar específico que adorou, ou está mesmo a precisar de um perfume. Desde que esteja ao alcance do nosso orçamento, oferecer algo que sabemos que alguém está desejoso de ter é sempre uma excelente forma de agradar. Fora isso  - e isto é uma questão meramente pessoal - não gosto de oferecer este género de coisas!

5 - Vales
Sejam vales de lojas de roupa, de livrarias, multimédia, lojas de cosmética, para fotografias… os vales são uma opção segura. É fácil de estabelecer o orçamento, e sabemos que quando o forem gastar, gastam em algo que realmente querem. Se é uma prenda pouco pessoal? Até pode ser. Mas há maneira de poder tornar os vales personificáveis, e depois há maneira bonitas de os oferecer. Por exemplo: um vale de maquilhagem dentro de uma bolinha de maquilhagem vazia com a frase: “Agora escolhe a teu gosto”. Uma revista ou livro usado com um vale lá dentro a dizer “O que vais ler a seguir?”. Uma T-shirt velha e um vale de uma loja de roupa a dizer “Vai lá comprar um trapinho novo para vestir”

6 - “Ficam sempre bem” (e ajustam-se a todos os orçamentos, membros da família e amigos)
Molduras com fotos da família
Chinelos ou Pantufas
Meias (de preferência meias de dormir para quem usa)
Mantas polares
Velas perfumadas para a casa
Conjuntos gel de duche/hidratante
Garrafas de vinho

Presépios

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

16 dias do Natal: Molho de Caramelo Salgado para oferecer


Oh meu Deus! Estamos quase a chegar ao Natal!
Eu gostava de ter os meus cabazes meios prontos mas, no meio de tantos afazeres, ainda nem imprimi ou recortei as minhas etiquetas, não comecei a decorar os frascos que já estão prontos, nem sequer a colocar as coisas nos cabazes.
No entanto da cozinha vão saindo receitas para os encher e por aqui vão aparecendo algumas sugestões para vos ajudar a variar um pouco das receitas mais habituais de bolachas e compotas, sal e azeite aromatizados e misturas de tudo e mais alguma coisa.
Também eu tenho imensa vontade de inovar nos meus cabazes deste ano, e de continuar a surpreender quem os vai recebendo.
Além dos cabazes, por aqui já há decorações, árvore, luzes e presépio. Estão todos os presentes embrulhados e já colocados debaixo da árvore, as louças para usar no natal escolhidas, as receitas seleccionadas e a lista de ingredientes feita. 
Parece-me mesmo que só me falta dedicar-me de corpo e alma aos meus adorados cabazes. 
Esta semana deixo-vos então uma das minhas sugestões favoritas deste ano, um molho de caramelo salgado, do qual em sou completamente viciada, e que é perfeito para comer com gelado de nata ou baunilha, em crepes ou panquecas ou para rechear bolos e tartes. Oferecam-no juntamente com um cartãozinho com sugestões de utilização!
Para a semana trago uma sugestão de bolachinhas que, apesar de ser sempre uma sugestão convencional, nunca é demais! 



Ingredientes para 2 frascos pequenos:

200g de açúcar
200ml de natas
2 colheres de sopa de manteiga
flor de sal q.b.

Preparação:

Num tacho pequeno, ou numa frigideira leve o açúcar ao lume. Sem mexer, apenas agitando a frigideira ou tacho, deixei açúcar formar o caramelo de tom escuro, mas sem deixar queimar para não ficar amargo. Cuidadosamente acrescente as natas - cuidado para não se queimar - e deixe o açúcar caramelizado voltar a derreter e incorporar nas natas. Quando o molho estiver formado, retire do lume e acrescente a manteiga. Acrescente depois a flor de sal a gosto. (É difícil quantificar a quantidade. Só mesmo o vosso palato poderá dar um equilibrio correto, mas cerca de 1 colher de chá rasa?) Mexa bem para dissolver o sal e coloque nos frasquinhos fechando-os de seguida. (O molho engrossa à medida que arrefece).


Decore os frasquinhos a gosto e oferça com um pequeno cartão com sugestões de utilização, como por exemplo servir com gelado de nata ou baunilha, com panquecas e crepes, para rechear bolos e bolachas….

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arca Congeladora: Uma aliada!


Acho que não sabia viver sem a minha arca congeladora. Congelo quase tudo e assim, tenho quase tudo sempre à mão. No entanto algumas pessoas ainda acham que a arca congeladora altera o sabor dos alimentos e não gostam de congelar refeições prontas a comer, sopa, pão. legumes ou queijos.
A ver se vos consigo fazer mudar de opinião, ou pelo menos perceberem que uma rada congeladora, utilizada de forma racional e organizada, pode ser uma excelente aliada nas vidas mais atarefadas.

A sopa: Há quem diga que a sopa congelada não fica igual. Por aqui nunca notei diferença e sempre congelei sopa. Ou para o Zé Maria ou para nós, principalmente em altura de féria ou de sair de casa durante uns dias sem saber quando chego. Nada melhor do que saber que há, pelo menos, sopa pronta no congelador.
Não fica boa depois de descongelada? Nunca tive nenhum tipo de problema. O truque voltar sempre a ferver a sopa que é congelada, para que se “reconstitua” novamente e não fique “polpa” para um lado e água para o outro.

Os legumes: O tomate maduro de verão congelo inteiro e cru. Coloco depois debaixo da torneira da água quente e a pele sai de imediato e uso-o assim mesmo, ainda meio congelado para estufados e guisados. O pimento congelo-o cortado em tiras, em cru e depois é só juntar à panela.
Os legumes verdes - feijão verde, brócolos, espinafres, couve para caldo verde… - branqueio-os uns segundos antes de passar por água fria e congelar. E cozinho-os depois ao vapor ou em água a ferver sem necessitar de os congelar. E por vezes ainda congelo saquinhos de legumes prontos a usar para sopas. Basta colocar na panela e juntar água. Congelar abóbora aos pedaços, ou courgete. Para quem tem horta ou abundância e não os consegue gastar todos em tempo útil, é uma excelente forma de aproveitar a época de maior abundância e assim ter legumes à mão todo o ano - ou pelo menos enquanto durar o stock.

As frutas: saquinhos com pedaços de pêssego, morangos e até bananas. Framboesas ou Mirtilos. Pedaços de ananás ou manga. Descascados e cortados em pedaços - as bananas até inteiras e com casca. Perfeitas para gelados rápidos, sumos naturais, coulis de fruta e até compotas. Nada se estraga.

Os queijos: Por aqui também se congelam queijos. Depois basta descongelar e usar como habitualmente. Também valido pra requeijões que, mesmo depois noa ficando bons para comer em cru, ficam perfeita para usar em bolos ou outras preparações gastronómicas. E o queijo da serra que não conseguimos comer todos de uma vez? Congelo em quartos e vou tirando de acordo com as necessidades. (Aproveito muitas vezes para comprar queijos em aproximação de prazo de validade que depois descongelar e vou usando quando necessito!)

As massas: Sabiam que também podem congelar massas frescas? A vossa própria massa de pizza, quebrada, areada. E mesmo as frescas de compra. E depois? Depois é deixar descongelar e usar normalmente.

O pão: Cá em casa há sempre pão. De compra ou caseiro, do grande cortado em fatias. Ao pequeno almoço ou em qualquer outra ocasião, basta colocar uma fatia na torradeira e aí estão o pão pronto a comer. 
Também faço uma fornada de pão caseiro de hamburguer e congelo, usando-o depois à medida das necessidades. Também costumo congelar broa em pedaços para fazer, se assim me apetecer, migas ou até bacalhau com broa.

Os bolos: Fazer bolos simples e congelar inteiros. Ou em fatias que se vão comendo ao sabor dos dias. Ou congelar muffins e queques individualmente que se vão colocando depois nas lancheiras. 
Adiantar trabalho em festas e outras ocasiões e fazer alguns bolos e deixa-los depois congelados.

As refeições caseiras: Congelar quiches, lasanhas, empadão, rolo de carne, feijoadas, bolas, massa de bolachas. Congelar arroz de pato e pratos de bacalhau de gratinar. Congelar pãozão recheado, folhados e empadas. Bem acondicionados e fechados em película aderente e depois papel de alumínio.

As sobras: congelar as sobras de arroz, que fica perfeito depois de descongelado. Ou congelar o resto da carne assada ou do frango. Fazer uma refeição - como por exemplo uma feijoada de camarão - e congelar as sobras para um dia em que até almoço sozinha. Congelar bocadinhos de peixe que depois se juntam todos e acabam em sonhos ou pataniscas. Congelar o resto do conteúdo da lata do leite de coco. Ou do milho, ou até dos cogumelos que sobram. De preferência acondicionar tudo em caixas plásticas herméticas próprias para congelação.

Fazer para congelar:  Hamburguers, almôndegas, pizzas caseiras, rissois ou croquetes. Tudo caseiro, tudo feito por nós num dia de disponibilidade e vontade. Congelar feijão cozido, ou grão.E depois ter uma refeição pronta num instante , ou tudo preparada para uma festa ou celebração em menos de nada. Congele em caixas plásticas ou saquinhos próprios.

Enchidos: Morcelas, alheiras, chouriços, farinheiras. Então se forem caseiras ainda melhor. Congelar bem embrulhadas em papel de alumínio e depois colocar em saquinhos próprios.

As outras coisas: Congelar malaguetas. Coentros ou salsa picados guardados em azeite. Congelar o gengibre que não se usa todo. Congelar claras que se usam depois como habitualmente, depois de descongeladas à temperatura ambiente.  Congelar doce de ovos pronto a usar ou até coulis de framboesas. Em saquinhos ou caixinhas  próprias para congelação.

Uma única nota: acondicionar bem e não guardar infinitamente no congelador.

Já vos convenci de que a arca congeladora é uma aliada?