sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Do velho se faz novo: Um cesto para a roupa suja


Sempre gostei de “manualidades”. Gosto de cozinhar e trabalho manuais no geral. Sei bordar, cozer à mão e à máquina, e antes que digam que sou “muito prendada”, há que agradecer à minha querida avó Cila, porque numa altura em que havia 2 canais na televisão e nada de internet, smartphones e tablets, as férias entre muita brincadeira, tinham também estes ensinamentos - que eu muitas vezes até nem achava muito graça - que a minha avó fazia parecerem também brincadeiras.

E também gosto de bricolages. De alterar constantemente coisas em casa, de melhorar pequenas coisas, de DiY, de pintar mesas, cadeiras e bancos, de transformar coisas. E gosto principalmente de projetos simples como este que vos mostro hoje, e que tem duas coisas que eu adoro: pegar em algo velho e fazer parecer “novo” e dar-lhe uma utilidade diferente.

Cada um dos miúdos tinha, até aqui, um cesto/saco de roupa suja no seu quarto. Enquanto são muito pequenos, e que os vestimos quase sempre no quarto, a solução fazia sentido. Mas entretanto eles despem-se quando vão tomar banho (cá em casa tomam banho depois do jantar!), e tinhamos de nadar a transportar a roupa para os sacos que estão no quarto. Além disso tomam banho juntos, e despem-se juntos, o que havendo dois sacos de roupa suja distintos nos obrigada a separar a roupa - o que era um disparate pegado, uma vez que depois lavo a roupa junta... E além disso, mesmo estando arrumado a um canto, os sacos de roupa suja nos quartos não são a coisa mais bonita do mundo, apesar de serem uns sacos amorosos feitos e oferecidos pela minha amiga Ana.

A solução apareceu-me de repente, e só tenho pela de não me ter lembrado dela antes.
Um cesto velhote, mas em bom estado que veio de casa dos avós - não sei se servia para lenha, se era uma antiga “canastra” das vindimas.... O que sei é que era um cesto antigo que a minha mãe me trouxe. Mais um cesto que estava no sotão, com brinquedos deles.



Claro que a solução ideal era um cesto só para os dois, e colocado na casa de banho deles. E eu tinha vários cestos em casa... Mas o cesto precisava de um aspeto mais cuidado. Precisava de ser pintado de branco para condizer com a casa de banho deles, e ficar com um ar “novo”.
E assim foi. Se mais depressa pensei, mais rápido concretizei. Foi só comprar tinta em spray para madeiras e dar uma nova vida ao cesto, depois de o ter limpo previamente para a tinta aderir bem.
Pouco mais de 5 minutos a pintar e 30 minutos depois a tinta está seca.
O “novo” cesto da roupa suja dos miúdos. (Ainda estou a ponderar se o forro ou não!)


Ficou muito, mas muito mais prático! E eu acho que ficou giro!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Do Aniversário do Zé Maria


O Zé Maria fez 4 anos na segunda feira. O António vai fazer 2 anos no domingo. 
Já o ano passado resolvi juntar toda a família e os amigos numa festa só, no dia em que o António fez 1 ano. E este ano resolvi fazer a mesma coisa no domingo.

Mas o Zé Maria obviamente que também merece comemorar o dia dele, com uma festa só dele. Mesmo sendo a um dia de semana.
Este ano houve pela primeira vez um bolo para levar para a escola. E depois um novo bolo e uma jantar para os avós e tios e primos cá em casa, onde voltamos a cantar os parabéns. E depois, no domingo, juntamente com o mano, será a altura de receber os restantes amigos e familiares, numa festa com mais tempo e disponibilidade para todos.
Pode dar mais um bocadinho de trabalho, mas não quero de todo que ele pense que não damos importância ao aniversário dele.

Para a escola, fiz o bolo que ele me pediu. Um bolo de banana com framboesas e mirtilos, e com uma cobertura de iogurte. Um bolo relativamente mais “saudável” que um bolo de compra, com acúcar mascavado, bananas, azeite e ovos, e parece que os miúdos gostaram!

Foi o delírio quando nos viu (a mim, ao pai e ao mano) a entrar pelo refeitório da escola com o bolo para juntamente com os colegas, professoras e auxiliares lhe cantarmos os parabéns! Tinha um sorriso de orelha a orelha. (O ano passado não comemoramos na escola, porque fez anos a um domingo, e como estávamos nos primeiros dias, e era a primeira vez dele na escola, optamos por não fazer. Mas entretanto passou um ano inteiro e muitos aniversários dos amigos, e já fazia todo o sentido!)



Levamos também como é agora habitual, umas lembranças para oferecer aos amigos da sala. Optamos por oferecer aqueles frasquinhos de bolas de sabão. Foi uma alegria ver o Zé Maria muito compenetrado a oferecer os mimos aos colegas, e a vê-los depois todos no jardim a fazere, bolinhas de sabão, muito divertido. (Comprei os frasquinhos, 2 por 1€ na Flying Tiger, bem como os saquinhos onde os embalei - 10 sacos com etiqueta por 1€)



Em casa optamos por uma ementa simples - porque no dia seguinte era dia de escola e de trabalho, e sem grande floreados. Não havia entradas, apenas patê de atum que tinha sobrado do nosso jantar comunitário de domingo à noite, um queijinho cortado, umas fatias de paio e pão na mesa, apenas para petiscar enquanto não estávamos todos para jantar.



Depois uma cataplana de carne de porco com chouriço e camarão e batatinhas fritas em cubos - que fiz no forno. Para sobremesa leite creme, fruta laminada e o bolo de aniversário.
Só convidamos mesmo os avós, os tios e os primos, mas mesmo assim somos logo 14 pessoas (entre crianças e adultos), e  ainda “faltaram” os tios de moram em Lisboa.
Foi uma “festa” simples apenas para assinalar o dia especial do Zé Maria.




No domingo haverá nova festa. E um almoço buffet e volante para todos. (Depois, logo vos contarei desta organização e planeamento de um almoço para 40 pessoas!)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Wraps, Tortilhas ou Crepes Sempre à mão


A semana passada, fiz uns tacos de peixe para o jantar, e resolvi fazer uns wraps de mandioca, pois gostamos imenso cá em casa. Tinha comprado 1kg de mandioca e, para ter todo o trabalho de uma só vez, decidi fazer wraps a mais e congelar, para assim os ter à mão, num outro dia e numa outra refeição, até porque é uma tarefa que, apesar de não ser trabalhosa é um bocadinho demorada. No total fiz 25 wraps, e nós nem 10 comemos ao jantar...
Faço isto imensas vezes, seja com wraps, tortilhas caseiras, e até com panquecas e crepes, muitas vezes para estarem prontas para o pequeno almoço. Basta tirar do congelador, aquecer um bocadinho no microondas, e parecem acabadas de fazer!
Já as aguardei em sacos de congelação e em tupperwares, e acho que a melhor maneira de as guardar, e como aguentam melhor, é mesmo nas caixas plásticas.
Coloco-as separadas individualmente por um pouco de papel vegetal, para que sejam mais simples de retirar. Tiro a quantidade que necessito de cada vez, sem que venham todas agarradas, e aqueço-as depois mo microondas, usando depois para o que for necessário.
É uma ajuda preciosa quer para um pequeno almoço de panquecas ou waffles, para uma sobremesa rápida com crepes, gelado e molho de chocolate, quer para um jantar em poucos minutos com wraps, sobras de carne desfiada e uma salada...


A dica não é grande novidade, mas é bastante útil! Aqui fica.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

DiY: Como transformar uns bancos antigos nuns novos bancos


Tudo começou por uma mesa de café/apoio que já esteve várias vezes para ir para o lixo, mas da qual me fui convencendo, ao longo destes dois anos que estamos nesta casa, que a ia reabilitar. Ganhei vontade extra, depois de ter andado de volta de páginas de DiY, e coloquei mãos à obra num fim de semana em que o Miguel também andava de volta do nosso forno a lenha e os miúdos estavam entretidos - um a dormir e o outro a brincar no jardim).
Vi-me de lata de tinta e pincel na mão - enquanto aguardava a tinta secar para dar outra demão na mesa - e eis que, como se fosse a primeira vez, olho para os bancos velhos que também já estiveram para ir para o lixo dezenas de vezes, mas que tenho mantido na lavandaria porque me dão jeito para pousar os cestos da roupa passada, e pensei que com uma camada de tinta nova poderiam continuar a cumprir a sua missão e ao mesmo tempo a ficarem agradáveis à vista.
Se tão depressa o pensei mais depressa o coloquei em prática...

Estes bancos foram mais uma daquelas coisas que vieram de casa dos meus avós, sem saber se iam ou não ter alguma função cá em casa, mas que acabamos por trazer, primeiro porque tínhamos de esvaziar a casa, e depois porque mais um banco, menos um banco, é sempre algo que dá jeito. Acabaram na lavandaria à espera de um destino.



Estes bancos tinham ainda a camada de tinta antiga, mas dado a utilidade que têm, optei por não os lixar antes de pintar. Apenas os limpei bem com uma escova e depois com um pano húmido e deixei secar. A parte de cima do banco tinha sido revestida pela minha avó com plástico (daquela que se compra ao metro para toalhas e afins) e preso com pioneses. Isso tinha logo arrancado quando os trouxemos, sendo que o topo dos bancos não estava sequer pintado!

Apliquei em todo o banco - menos no topo -  uma tinta acetinada branca, que tínhamos comprado no Leroy Merlin - marca própria  - que tinha a vantagem de não necessitar de mais de uma demão, por ter uma boa cobertura... 
Decidi arriscar, não lixar nem dar primário, e pintar direto sobre a tinta antiga - dada a função dos bancos não era preciso um acabamento perfeito!

Dei apenas uma demão de tinta e o acabamento ficou óptimo depois de seco!
Como optei por não pintar o topo dos bancos, e pegando na ideia original da minha avó, coloquei papel autocolante no topo dos bancos, que depois rematei cortando à margem com um x-acto. Escolhi um padrão de mármore para o papel autocolante que já cá tinha em casa.

No fim, os bancos ficaram muito mais apelativos, e integram-se muito melhor no nosso espaço da lavandaria. Com uma camada de tinta e já nem parecem os mesmos!
Sempre gostei de fazer este género de coisas, mas há imenso tempo que não fazia nada... parece que lhe voltei a ganhar o gosto.


Espero que vos consiga inspirar a dar uma nova vida a coisas mais antigas aí de casa. Quem mais gosta de dar vida a objetos antigos? 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

#6 Planeamento das Refeições da Semana


Há coisas que já são tão naturais em nós, que fazem parte das nossas rotinas, que quase nem nos apercebemos da forma automática como o fazemos. É o que acontece com o meu planeamento das refeições semanais. Estão tão habituada a este sistema, e estou tão confortável com ele, que acho sem dúvida que me facilita imenso a vida. E principalmente agora, com mais um bebé a chegar no início do próximo ano, e a ter 3 crianças abaixo dos 5 anos. Será fundamental ter ainda mais organização, planeamento e orientação.
Sendo assim, cá continuam as sugestões. 

Ementa Semanal:

2ª feira: Empadão de Pescada com Espinafres
3ª feira: Coxas de Frango no Forno com legumes + batata assada + feijão verde cozido
4ª Feira: Peixe assado + feijão verde (almoço)
Tacos de peixe + Picadinho de Legumes(jantar)
5ª feira: Arroz de forno com peru e ervilhas + salada de tomate
6ª feira: Secretos de Porco Grelhados + Legumes salteados

Comecei por colocar umas postas de pescada a cozer em água temperada de sal para o empadão. Enquanto o peixe cozinhava descasquei legumes para a sopa, preparei feijão verde para cozer a vapor e descasquei as batatas para o empadão e para guardar em água para assar.
Na bimby coloquei a sopa a fazer, e aproveitei a varoma para cozinhar a vapor o feijão verde. Retirei a pescada que entretanto estava cozida e deixei a arrefecer um pouco. Coloquei as batatas cozer para o empadão. Guardei as outras batatas já descascadas e cortadas às rodelas (para o acompanhamento do jantar de terça feira) num recipiente com água e tapado e coloquei no frigorífico.
Limpei depois a pescada de peles e espinhas. Piquei cebola para um pequeno refogado ao qual juntei a pescada, e à parte salteie espinafres. Fiz o puré de batata, e montei o empadão que cobri depois com papel de alumínio (deixei acabar a película aderente) e guardei no frigorífico.
Entretanto a sopa acabou de fazer e triturei-a para depois a guardar numa caixa de vidro hermética no frigorífico. O feijão verde cozido ao vapor também guardei no frigorífico, numa caixa hermética.
Temperei depois as coxas de frango e juntei os legumes e tapei com papel de alumínio e coloquei no frigorífico. Aproveitei e temperei também uns filetes de pescada para os tacos de peixe de quarta feira, que guardei numa caixa de vidro hermética no frigorífico.
Fiz um novo refogado com cebola picada (que já tinha picado a mais quando fiz o refogado para o empadão de pescada) e juntei o peru desfiado (sobras das pernas de peru assadas da semana passada) e algumas ervilhas (que também estavam congeladas e eram sobras das ervilhas com ovos escalfados também da semana passada). Deixei estufar um pouco, retifiquei temperos e guardei depois numa caixa de vidro hermética no frigorífico. Será para fazer um arroz de forno que depois prepararei na quinta feira.
De terça para quarta, deixo o peixe para assar a descongelar no frigorífico para o almoço de quarta feira, que depois rapidamente tempero e coloco no forno. Os tacos de peixe e o picadinho de legumes faço na hora, na quarta feira, e os secretos de porco também ficam depois a descongelar de quinta para sexta feira.
Ainda arranjei e lavei uvas e acabei de arrumar a cozinha.


Semana orientada! 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Pesto Caseiro para Congelar (E aproveitar o manjericão do Jardim)


Com os dias que estiveram de chuva e de tempo mais fresco,há umas duas semanas atrás, o meu manjericão, que estava lindíssimo e enorme, começou a ficar mais fraco e a perder a vitalidade e a “frescura”. Antes que isso acontecesse de vez, e porque sei que este ano vou ter de lhe construir uma pequena estufa, se quero que ele sobreviva na rua durante o inverno, decidi desbastar a planta e, aproveitar da melhor forma a quantidade enorme de folhas aromáticas que ele me deu.



Decidi então fazer uma quantidade de molho pesto caseiro - uma versão sem queijo e com amêndoas cuja receita podem encontrar aqui:https://economiacadecasa.blogspot.pt/2016/11/presentes-de-comer-pesto-e-chilli-oil.html - e congelar em couvete de gelo (ideia que vi num dos livros do Jamie Oliver) para depois usar no que necessitar.
Além de ficar delicioso com massas e pizzas, eu gosto muito misturado em legumes assados e até em sopas e saladas, como tempero.

Depois de preparar o pesto, coloquei então em couvetes de gelo e levei ao congelador até solidificar. Depois retirei das couvetes e coloquei tudo num saquinho de congelação do IKEA, para ir usando conforme as necessidades.




No aproveitar é que está o ganho! Fica a sugestão.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Uma nova prateleira no Armário


Neste fim de semana que passou coloquei finalmente em prática - ou melhor, convenci o Miguel a colocar em prática - um dos projectos há muito adiados cá em casa. Colocar uma prateleira extra no armário do quarto do António.

A casa onde moramos sofreu algumas (vá, bastantes!) obras de reabilitação, pois era uma casa com mais de 20 anos que quisemos deixar ao nosso gosto. E como tudo há “limites” para o nosso orçamento e havia prioridades. De algumas das coisas que “deixámos” por fazer foi mudar as portas do piso dos quartos, e os armários (e as portas) dos quartos dos miúdos. Por minha vontade um dia serão brancos, como as do nosso piso social. Quantos ao armários, (por dentro) a intervenção é mais simples, e permite que nós a possamos fazer - é o que dá ter um marido com jeito para a bricolage. Os armários têm uma configuração muito simples. A parte de baixo dividida com gavetas, e a parte de cima ampla, apenas com um varão para pendurar a roupa. Mas sobra imenso espaço entre a parte das gavetas e a roupa pendurada - principalmente nesta fase em que as roupas são pequeninas - e que, com uma prateleira extra, me daria imenso jeito para arrumar mais algumas coisas.


Sendo assim lá convenci o Miguel a colocar a prateleira, e depois de uma ida ao Leroy para comprar o material necessário (e é uma prateleira a baixo custo, pois tudo custou à volta de 15€) lá colocamos (pronto, o Miguel colocou e eu ajudei!) as mãos à obra.
Começamos por colocar umas ripas a toda a volta do armário para assentar a prateleira - aparafusando à parede - e depois acentamos a prateleira sobre essa ripa (tendo em vista que o armário não está em esquadria, ainda foi necessário uns cortes na prateleira para que esta assentasse em condições.


É uma maneira simples e relativamente fácil de rentabilizar o espaço do armário, pelo menos enquanto as roupas são mais pequenas. Mais tarde, caso seja necessário a prateleira é facilmente retirada, ou adaptada para se caibam coisas mais compridas. Mas entretanto ganhei o espaço que necessitava para arrumar tudo de forma mais organizada.


No quarto do Zé Maria surgirá uma coisa do género, mas como o armário é maior - tem 3 portas - a organização será diferente. Quando passarmos da teoria à prática logo vos conto.