Tem chegado cá a casa uma quantidade razoável de feijão verde. Mais do que conseguimos consumir, mesmo com as sopas carregadas de legumes do Zé Maria.
A solução é a mesma de sempre: congelar para não estragar, mas principalmente para poder depois consumir fora de época. Até porque este feijão além de “caseiro” é biológico, e portanto sabe mesmo a feijão verde, muito diferente dos legumes comprados nos supermercados vindos de paragens “estrangeiras” e que na maioria das vezes não sabem a nada.
E como congelar o feijão verde?
Pois bem. Nada mais simples. Arranjar normalmente. Tiras as pontas e o “fio”, se necessário. Deixar inteiro ou partir ao meio, consoante o tamanho das vagens. (Eventualmente cortas em pedacinhos se for apenas para usar em sopas.)
Levar uma panela ao lume com água e deixar ferver. Juntar o feijão verde e deixar ferver durante 3 minutos (aquilo que também chamam braquear). Retirar, escorrer bem o feijão verde e colocar numa taça de água com gelo. Deixar arrefecer e escorrer bem.
Colocar num saco de congelação, retirar o máximo de ar e congelar.
Para cozinhar basta colocar diretamente do congelador para a panela de água a ferver.(Ou para a sopa)
E assim, muito facilmente, se congela o feijão verde.
Alguma outra sugestão?
terça-feira, 19 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Bolos de Aniversários Infantis: O bolo dos piratas
Recentemente o mais afilhado mais novo, o Tiago, fez 5 anos. E como é habito – e como tenho feito todos os anos desde que ele nasceu – o bolo de aniversário foi feito pela madrinha. Este ano o pedido começou com um bolo do Homem Aranha, mas acabou com um pedido de um Bolo dos Piratas. Do mal o menos.
O difícil da questão é que esta madrinha, apesar de até de desenrascar a fazer bolos, não sabe fazer bolos de cake design com pastas de açúcar e afins, portanto tem de puxar pela imaginação e ver o que consegue fazer para satisfazer as vontades do lindo afilhado.
O que vos deixo é uma ideia de como fazer um bolo de aniversário “caseiro”, mas que agrade aos miúdos. Apesar de simples, o Bolo dos Piratas fez sucesso – principalmente por causa do tesouro – e estávamos a ver que o bolo não chegava aos “Parabéns” inteiro.
A ideia aqui foi para os Piratas, mas facilmente o fazer ser do tema favorito de qualquer criança.
Neste caso fiz um simples bolo de iogurte, mas podia ser um bolo de laranja ou chocolate, e cortei ao meio.
Fiz um creme de pasteleiro – mas podiam ser natas batidas ou mousse de chocolate - e recheie o bolo com metade do creme, e juntei ainda umas rodelas de ananás aos pedaços. Cobri depois com a outra metade do bolo e cobri tudo com o restante creme de pasteleiro, laterias incluídas. À voltado bolo coloquei bolachas – que colaram ao bolo por causa do creme, mas em vez de bolachas podem usar chocolates, kit-kat….
Para a decoração, imprimi umas imagens alusivas aos piratas que retirei da internet e que colei em palitos de espetadas (facilmente imprimem as imagens que quiserem e satisfazem o motivo escolhido pelos miúdos). E para dar o toque final ao bolo, preparei o tesouro dos piratas: uma arca de madeira comprada num bazar chinês, e umas moedas de chocolate à venda em qualquer supermercado. A imitar a areia, bolacha maria ralada. ( Aqui também é fácil de improvisar: animais de plástico, miniaturas de bonecos, ….etc.)
E assim se fez um simples bolo que o Tiago adorou porque tinha o tesouro dos piratas.
Às vezes não é preciso muito para deixar os miúdos felizes….
O difícil da questão é que esta madrinha, apesar de até de desenrascar a fazer bolos, não sabe fazer bolos de cake design com pastas de açúcar e afins, portanto tem de puxar pela imaginação e ver o que consegue fazer para satisfazer as vontades do lindo afilhado.
O que vos deixo é uma ideia de como fazer um bolo de aniversário “caseiro”, mas que agrade aos miúdos. Apesar de simples, o Bolo dos Piratas fez sucesso – principalmente por causa do tesouro – e estávamos a ver que o bolo não chegava aos “Parabéns” inteiro.
A ideia aqui foi para os Piratas, mas facilmente o fazer ser do tema favorito de qualquer criança.
Neste caso fiz um simples bolo de iogurte, mas podia ser um bolo de laranja ou chocolate, e cortei ao meio.
Fiz um creme de pasteleiro – mas podiam ser natas batidas ou mousse de chocolate - e recheie o bolo com metade do creme, e juntei ainda umas rodelas de ananás aos pedaços. Cobri depois com a outra metade do bolo e cobri tudo com o restante creme de pasteleiro, laterias incluídas. À voltado bolo coloquei bolachas – que colaram ao bolo por causa do creme, mas em vez de bolachas podem usar chocolates, kit-kat….
Para a decoração, imprimi umas imagens alusivas aos piratas que retirei da internet e que colei em palitos de espetadas (facilmente imprimem as imagens que quiserem e satisfazem o motivo escolhido pelos miúdos). E para dar o toque final ao bolo, preparei o tesouro dos piratas: uma arca de madeira comprada num bazar chinês, e umas moedas de chocolate à venda em qualquer supermercado. A imitar a areia, bolacha maria ralada. ( Aqui também é fácil de improvisar: animais de plástico, miniaturas de bonecos, ….etc.)
E assim se fez um simples bolo que o Tiago adorou porque tinha o tesouro dos piratas.
Às vezes não é preciso muito para deixar os miúdos felizes….
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Personalizar Básicos de Bebé
O mais provável é isto não ser novidade para ninguém, mas mesmo assim não queria deixar de partilhar aqui esta ideia/projeto tão fácil de concretizar e que dá um toque pessoal aos bodies simples e brancos dos bebés.
Neste caso, bodies de cava, de manga curta ou de manga comprida, brancos, simples e de algodão, usados como interiores ou até como pijama.
Como os transformar e algo único e pessoal? Bordar o monograma do bebé, uma frase ou até um bonequinho a gosto.
Neste caso, e como eu gosto de coisas muito, muito simples, o monograma ou o nome do Zé Maria, bordados a ponto pé de flor – o que se faz num instantinho – pelas mão habilidosas da minha mãe.
Assim, os simples e básicos interiores, sem grande graça, e comprados em saldo, ganham logo outra vida.
E o primeiro interior que o Zé Maria usou, também tinha assim bordado o nome dele e fez furor com a equipa de enfermagem que nos acompanhou.
Simples e fofo, não acham?
Neste caso, bodies de cava, de manga curta ou de manga comprida, brancos, simples e de algodão, usados como interiores ou até como pijama.
Como os transformar e algo único e pessoal? Bordar o monograma do bebé, uma frase ou até um bonequinho a gosto.
Neste caso, e como eu gosto de coisas muito, muito simples, o monograma ou o nome do Zé Maria, bordados a ponto pé de flor – o que se faz num instantinho – pelas mão habilidosas da minha mãe.
Assim, os simples e básicos interiores, sem grande graça, e comprados em saldo, ganham logo outra vida.
E o primeiro interior que o Zé Maria usou, também tinha assim bordado o nome dele e fez furor com a equipa de enfermagem que nos acompanhou.
Simples e fofo, não acham?
terça-feira, 29 de julho de 2014
Uma lista de compras equilibrada. E mais saudável.
No post anterior, alguém me deixou um comentário, em jeito de desafio, para criar um cabaz de produtos essenciais e alimentos saudáveis para uma semana de compras de uma família de 3 ou 4 pessoas.
Claro que é tudo muito subjetivo, principalmente a nível de quantidades, mas vou tentar deixar uma lista de produtos e algumas sugestões de “trocas” que podem fazer para tentarem tornar a vossa lista de compras mais “saudável e equilibrada”.
E como é hábito, usem a caixa de comentários para a outras sugestões/adições/trocas a esta lista. E para troca de ideias.
Fruta e legumes:
Escolham fruta da época. Normalmente mais barata, mas também mais saborosa, uma vez que cresce e é apanhada no tempo certo. (O ideal mesmo é comprarem em mercados a pequenos produtores, apesar de isso não estar ao alcance de todos)
O mesmo com os legumes. Escolham pequenas quantidades de diversas variedades. Legumes como a curgete, beringela, pimento, pepino, alface e tomate – agora na época.
Usem para as saladas, para a sopa, para grelhar, para rechear. Não se esqueçam de fazer uma refeição vegetariana por semana. Porque não?
E já agora algumas aromáticas como coentros ou salsa.
Carne e peixe:
Em vez de peixe de aquicultura (como o robalo, dourada ou salmão), escolham sardinhas e carapau para grelhar. A raia é também uma escolha não demasiado cara e fica ótima em cataplanas ou assada no forno. Mas o importante é irem variando. (Há imensas variedades de peixes para experimentar!)
Atum em conserva para uma massa ou uma salada (e podem sempre optar pela versão de conserva em água ou azeite!)
Limitem o consumo de carne de porco. E prefiram carnes brancas como o frango e peru. Optem por comprar o frango inteiro, sempre mais barato, e cortes mais baratos de peru (perna e coxa) ao invés de comprarem apenas o peito.
Podem também comprar um pouco de carne de vaca para picar (optem também aqui por um corte mais barato, como a carne de estufar) e peçam para picar no talho. Nunca comprem a carne já picada. Com a carne picada podem fazer hambúrgueres, almondegas, bolonhesas que rende mais.
Laticínios:
O leite não pode faltar em nenhuma lista de compras. Optem por iogurtes naturais, mais baratos e muito mais saudáveis pois mão tem açúcar. Se não gostam do sabor natural, optem por juntar fruta ao iogurte ou até uma colher de compota caseira, muesli ou granola feita em casa, frutos secos e uma colher de mel.
Um pouco de queijo fatiado, se gostarem para colocar nas sandes e manteiga. (Cá em casa só consumimos manteiga, que podem comprar magra, em vez de margarinas ou outros cremes de barrar mas pessoalmente gosto das minhas torradas com azeite!)
Pão e Cereais:
Prefiram sempre o pão mais escuro em vez do pão branco. E em vez de comprarem cereais de pequeno almoço com ingredientes que não conseguem dizer o nome, optem por flocos de aveia, que podem comer simples ou transformar em granola caseira.
As barras de cereais, não são propriamente um bem essencial, e se gostam, optem também por preparar a vossa versão em casa, em vez de optarem por barras de compra.
Mercearias:
Feijão e grão para saladas com leguminosas ou mesmo feijoada. Ajudam a reduzir a consumo de carne e de peixe e são muito nutritivas e saciantes. Incluam-nas todas as semanas. (Por exemplo, saladinha de feijão frade com atum e ovo, salada de grão com frango grelhado, feijoada mais saudável só com febra de porco e um pouco de couve, feijoada de feijão branco com tiras de pota….)
Massa e arroz. Ajudam a fazer refeições mais económicas pois não precisam de cozinhar tanta quantidade de carne o peixe, mas convém não abusar do excesso de hidratos de carbono.
Outras coisas:
Frutos secos, como amêndoas e nozes, se gostam de preparar a vossa própria granola ou de adicionar aos iogurtes. Fiambre ou outra charcutaria como paio, por exemplo, para as sandes do pequeno almoço ou para as crianças levarem para a escola. Ovos. Azeite. Farinha. Açúcar. Especiarias. Alhos. Cebolas. Batatas. Limões.
Não incluí nenhum tipo de refrigerantes, bolachas, biscoitos, doces, batatas fritas ou aperitivos, congelados pré-feitos ou chocolates. Não são bens essenciais. Não são necessários. E podem perfeitamente viver sem eles. Mais vale optarem por fazer um bolo ao fim de semana em casa . E fazerem sumos naturais com a fruta.
Será que me esqueci de algo importante? E vocês, o que acham?
Claro que é tudo muito subjetivo, principalmente a nível de quantidades, mas vou tentar deixar uma lista de produtos e algumas sugestões de “trocas” que podem fazer para tentarem tornar a vossa lista de compras mais “saudável e equilibrada”.
E como é hábito, usem a caixa de comentários para a outras sugestões/adições/trocas a esta lista. E para troca de ideias.
Fruta e legumes:
Escolham fruta da época. Normalmente mais barata, mas também mais saborosa, uma vez que cresce e é apanhada no tempo certo. (O ideal mesmo é comprarem em mercados a pequenos produtores, apesar de isso não estar ao alcance de todos)
O mesmo com os legumes. Escolham pequenas quantidades de diversas variedades. Legumes como a curgete, beringela, pimento, pepino, alface e tomate – agora na época.
Usem para as saladas, para a sopa, para grelhar, para rechear. Não se esqueçam de fazer uma refeição vegetariana por semana. Porque não?
E já agora algumas aromáticas como coentros ou salsa.
Carne e peixe:
Em vez de peixe de aquicultura (como o robalo, dourada ou salmão), escolham sardinhas e carapau para grelhar. A raia é também uma escolha não demasiado cara e fica ótima em cataplanas ou assada no forno. Mas o importante é irem variando. (Há imensas variedades de peixes para experimentar!)
Atum em conserva para uma massa ou uma salada (e podem sempre optar pela versão de conserva em água ou azeite!)
Limitem o consumo de carne de porco. E prefiram carnes brancas como o frango e peru. Optem por comprar o frango inteiro, sempre mais barato, e cortes mais baratos de peru (perna e coxa) ao invés de comprarem apenas o peito.
Podem também comprar um pouco de carne de vaca para picar (optem também aqui por um corte mais barato, como a carne de estufar) e peçam para picar no talho. Nunca comprem a carne já picada. Com a carne picada podem fazer hambúrgueres, almondegas, bolonhesas que rende mais.
Laticínios:
O leite não pode faltar em nenhuma lista de compras. Optem por iogurtes naturais, mais baratos e muito mais saudáveis pois mão tem açúcar. Se não gostam do sabor natural, optem por juntar fruta ao iogurte ou até uma colher de compota caseira, muesli ou granola feita em casa, frutos secos e uma colher de mel.
Um pouco de queijo fatiado, se gostarem para colocar nas sandes e manteiga. (Cá em casa só consumimos manteiga, que podem comprar magra, em vez de margarinas ou outros cremes de barrar mas pessoalmente gosto das minhas torradas com azeite!)
Pão e Cereais:
Prefiram sempre o pão mais escuro em vez do pão branco. E em vez de comprarem cereais de pequeno almoço com ingredientes que não conseguem dizer o nome, optem por flocos de aveia, que podem comer simples ou transformar em granola caseira.
As barras de cereais, não são propriamente um bem essencial, e se gostam, optem também por preparar a vossa versão em casa, em vez de optarem por barras de compra.
Mercearias:
Feijão e grão para saladas com leguminosas ou mesmo feijoada. Ajudam a reduzir a consumo de carne e de peixe e são muito nutritivas e saciantes. Incluam-nas todas as semanas. (Por exemplo, saladinha de feijão frade com atum e ovo, salada de grão com frango grelhado, feijoada mais saudável só com febra de porco e um pouco de couve, feijoada de feijão branco com tiras de pota….)
Massa e arroz. Ajudam a fazer refeições mais económicas pois não precisam de cozinhar tanta quantidade de carne o peixe, mas convém não abusar do excesso de hidratos de carbono.
Outras coisas:
Frutos secos, como amêndoas e nozes, se gostam de preparar a vossa própria granola ou de adicionar aos iogurtes. Fiambre ou outra charcutaria como paio, por exemplo, para as sandes do pequeno almoço ou para as crianças levarem para a escola. Ovos. Azeite. Farinha. Açúcar. Especiarias. Alhos. Cebolas. Batatas. Limões.
Não incluí nenhum tipo de refrigerantes, bolachas, biscoitos, doces, batatas fritas ou aperitivos, congelados pré-feitos ou chocolates. Não são bens essenciais. Não são necessários. E podem perfeitamente viver sem eles. Mais vale optarem por fazer um bolo ao fim de semana em casa . E fazerem sumos naturais com a fruta.
Será que me esqueci de algo importante? E vocês, o que acham?
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Receitas para o ar livre
Nesta altura do ano, nada melhor do que juntar os amigos, a família, pegar num cesto, na mala térmica, na manta e na toalha aos quadrados e ir fazer um piquenique. Na serra ou na praia. À beira rio, no parque da cidade ou no jardim botânico. Num parque de merendas ou num miradouro. Onde quiserem… mas aproveitem para refeições simples fora de casa e assim dar outra dinâmica às férias ou aos fins de semana durante o verão.
Além disso é uma sugestão económica para um dia divertido.
E como os pedidos têm sido mais que muitos, algumas sugestões de receitas para o ar livre (as minhas receitas favoritas para piqueniques!), as preferidas cá de casa e dos amigos que partilham connosco estes momentos.
Nuggets de Peru
http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/07/nuggets-de-peru-com-maionese-de-abacate.html
Ovos Verdes
http://paracozinhar.blogspot.pt/2008/12/ovos-verdes.html
Salada de Arroz Amarelo
http://paracozinhar.blogspot.pt/2007/08/salada-de-arroz-amarelo.html
Bola Rápida de Presunto e Bacon
http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/03/bola-rapida-de-presunto-e-bacon.html
Tarte de Atum com Legumes
Salada de Massa com Rucula, Tomate e Cogumelos
Asinhas de Frango com Especiarias
http://paracozinhar.blogspot.pt/2011/07/asinhas-de-frango-com-especiarias.html
Bolo da D. Lurdes
Além disso é uma sugestão económica para um dia divertido.
E como os pedidos têm sido mais que muitos, algumas sugestões de receitas para o ar livre (as minhas receitas favoritas para piqueniques!), as preferidas cá de casa e dos amigos que partilham connosco estes momentos.
Nuggets de Peru
http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/07/nuggets-de-peru-com-maionese-de-abacate.html
Ovos Verdes
http://paracozinhar.blogspot.pt/2008/12/ovos-verdes.html
Salada de Arroz Amarelo
http://paracozinhar.blogspot.pt/2007/08/salada-de-arroz-amarelo.html
Bola Rápida de Presunto e Bacon
http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/03/bola-rapida-de-presunto-e-bacon.html
Croquetes
http://paracozinhar.blogspot.pt/2011/07/asinhas-de-frango-com-especiarias.html
Barras Doces de Citrinos
http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/05/barras-doces-de-citrinos.htmlBolo da D. Lurdes
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Receitas para todos os dias
Ainda aqui não tinha falado do novo livro. Parece-me que faz sentido agora, depois de toda a conversa do ultimo post.
Porque comer melhor, ou alimentos melhores, é mais fácil se tivermos à mão algumas receitas que usem os ingredientes de sempre e que sejam simples e rápidas.
E é isto que este livro pretende ser. Uma ajuda a quem já não sabe o que cozinhar com o frango de todos os dias, ou com legumes, ou até sobremesas para dias mais especiais.
Receitas com ingredientes que facilmente encontramos em todo o lado, que são acessíveis quase todo o ano e que nos permitem variar o que comemos e o que cozinhamos.
Na realidade é um prolongamento do que publico diariamente no blogue – mas são receitas novas e nunca publicadas na sua grande maioria – e a mesmo vontade de partilhar ideias e sugestões.
Se ainda não conhecem esta poderá ser uma boa altura. Até porque Setembro não tarda aí e é sempre um bom mês para recomeços, novas organizações e novos planos e ideias.
Espero que gostem de mais este livro! (À venda em qualquer livraria ou supermercado)
Porque comer melhor, ou alimentos melhores, é mais fácil se tivermos à mão algumas receitas que usem os ingredientes de sempre e que sejam simples e rápidas.
E é isto que este livro pretende ser. Uma ajuda a quem já não sabe o que cozinhar com o frango de todos os dias, ou com legumes, ou até sobremesas para dias mais especiais.
Receitas com ingredientes que facilmente encontramos em todo o lado, que são acessíveis quase todo o ano e que nos permitem variar o que comemos e o que cozinhamos.
Na realidade é um prolongamento do que publico diariamente no blogue – mas são receitas novas e nunca publicadas na sua grande maioria – e a mesmo vontade de partilhar ideias e sugestões.
Se ainda não conhecem esta poderá ser uma boa altura. Até porque Setembro não tarda aí e é sempre um bom mês para recomeços, novas organizações e novos planos e ideias.
Espero que gostem de mais este livro! (À venda em qualquer livraria ou supermercado)
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Porque é que eu acho que comer melhor não é uma questão de orçamento
Há muito que ando para escrever este post. Já o escrevi e apaguei algumas vezes, porque não quero ser mal interpretada.
Mas vamos por partes. Este não é um blogue vocacionado para poupar, mas sim um blogue que tenta ajudar a tirar partido do que cada um de nós tem, de modo a desperdiçar o mínimo possível e assim, com consequentemente poupar. É essencialmente um blogue de economia doméstica, algo que caiu em esquecimento (e que entretanto voltou!) , mas que durante muitas anos fazia parte do universo de todas as donas de casa. Porque o dinheiro não abundava, porque as pessoas eram ensinadas a poupar e usavam essa filosofia de vida nas suas casas. E sempre foi esse o propósito deste blogue. E não dizer onde acontece a promoção x ou y, que talões podem usar a cada semana, onde a carne é mais barata. É portanto um blogue de ideias e sugestões para rentabilizar e tirar o melhor partido de um orçamento doméstico, seja ele maior ou menor, pois cada um poderá e deverá adaptar estas sugestões à sua realidade e às suas necessidades. Dito isto, vamos ao que interessa.
Eu acho que, de uma maneira geral as pessoas comem mal. E para comer melhor, não é necessário gastar mais dinheiro. Acho portanto completamente errada aquela ideia de que é a crise que leva os portugueses a terem piores hábitos alimentares. E esta é a minha sincera opinião.
O que leva os portugueses a comerem mal é, na sua grande maioria fazerem más escolhas. Comer melhor é essencialmente uma questão de escolhas e não de orçamento.
Presumo que a esta altura haja quem esteja de acordo comigo, e quem não concorde minimamente. Claro que todos somos livres de ter a nossa opinião, mas vou tentar explicar porque é que eu tenho esta opinião.
Se há algo que eu gosto de fazer quando vou às compras, é de “cuscar” o que as outras pessoas levam nos carrinhos.
E, de um modo geral, vejo que muitas famílias compram artigos (porque aquilo nem são bem alimentos) que não têm grande valor nutricional e não alimentam corretamente. Ora mesmo em promoção esses artigos custam dinheiro. Mesmo da mais rasca marca branca esses artigos, todos somados, tem um valor. E, muitas vezes, esse valor gasto em refrigerantes, ice teas, bolachas, cereais de pequeno almoço, iogurtes que não são iogurtes acabados em “inhos”, batatas fritas de pacote ou para fritar, snacks salgados, supostos sumos que substituem a fruta, bolos recheados com coisas brancas, (e podia continuar aqui a tarde toda…) dava para comprar muitos alimentos frescos, que podem fazer uma fantástica refeição para toda a família.
O que leva então as pessoas a fazerem essas escolhas? A desculpa de ser para as crianças, na grande maioria das vezes. Mas as crianças não precisam de beber refrigerantes às refeições. Um copo de coca-cola ou ice tea ou qualquer outra coia do género tem o equivalente a 5 ou 6 pacotes de açúcar. Em cada copo. Não é melhor beber água às refeições? Eventualmente, em dias de festa um sumo de laranja natural? Uma limonada caseira? Não. As crianças bebem sumos e refrigerantes porque gostam, e os pais deixam.
E o mesmo é valido para as bolachas, os iogurtes “inhos” carregados de açúcar – já alguém perdeu 5 minutos a ver a composição de um iogurte dito para crianças em relação a um iogurte normal? Olhem, façam as comparações e depois digam se há necessidade de dar isso às crianças. Não vou ao extremo de dizer para apenas lhes darem iogurtes naturais, mas um iogurte de pedaços ou de aromas em detrimentos de outros muito mais açucarados.
E depois temos os cereais de pequeno almoço, as batatas fritas, as bolachas de chocolate, os bolos recheados…. Que não são para dias ocasionais, mas para quase todos os dias. E tudo somado? Uma boa quantidade de dinheiro gasta em não alimentos. Em más escolhas alimentares que não trazem benefício nenhum.
E depois os estudos que dizem que as crianças portuguesas comem mal, comem doces todos os dias, e que preferem pizzas e hamburguers? Eu não estranho nada disto.
Quase todas as pessoas que conheço com miúdos pequenos, usam uma ida ao Mac, como um incentivo. “Se te portares bem, logo vamos jantar ao Mac!”
Pois vão os carrinhos de compras com os iogurtes “inhos”, as batatas de pacote, as bolachas, os pacotinhos de sumo que substituem a fruta verdadeira, os snacks, os cereais açucarados. E depois as empadas, os rissóis, os hamburguers congelados, os douradinhos (para muitos o único peixe que comem e desconfio que nem sabem bem que aquilo é peixe), as pizzas congeladas para dias de pressa. Às vezes há alguns legumes e fruta, e massa e arroz. Leite e margarina para o pão. Eventualmente queijo e fiambre, mas não esquecer a nutela porque os miúdos gostam. E há ainda a carne, e o peixe e às vezes o bacalhau e os enlatados.
Ah, já me estava a esquecer dos molhos – maioneses, ketchups e os enlatados.
Pois bem. Se eliminarmos uma grande parte de produtos que não trazem nenhuma mais valia para comer melhor, e se aplicarmos esse mesmo valor em comida a sério – peixe, carne, legumes frescos, fruta, leguminosas…. Não estamos a comer melhor? E a gastar o mesmo?
Um kg de dourada ou robalo de aquicultura normalmente da Grécia – um dos favoritos em todos os supermercados – não custa menos de 7€. Em alternativa um kg de cavala ou carapau, peixe de mar, da nossa costa, não chega a custar 3€. Com o mesmo valor compro o dobro de peixe.
1 pacote de 400g de flocos de aveia, custa cerca de 1€. 1 pacote de cereais de chocolate de pequeno almoço custa cerca de 3€.
6 iogurtes naturais custam 1,5€, 2 iogurtes gregos, carregados de gordura e de açúcar custam 2 €.
As bolachas, os refrigerantes, os bolos, as batatas fritas de pacote e todas as coisas que não têm nenhum benefício alimentar, todas somadas, podem ainda permitir que se comprem mais fruta, mais legumes e carne de melhor qualidade.
Comer menos carne, mas escolher carne de melhor qualidade.
A manga e o abacaxi não são fruta da época.
Consumir algumas refeições vegetarianas por semana. E leguminosas como o grão e o feijão também fazerem parte das nossas ementas semanais. São baratas, saborosas e fazem parte de uma boa alimentação.
Sopa sempre todos os dias, porque é barata e nutritiva.
Fazer os nossos hambúrgueres em casa em vez de comprarmos dos congelados, cheios de coisas que nem sabemos pronunciar. O mesma para as pizzas.
Fazer um bolo caseiro em vez de comprarmos bolos de pacote cheios de gordura trans, açúcar e afins.
Esta é a minha opinião. Comer melhor é termos vontade de fazer escolhas melhores. De educarmos os nossos filhos a fazerem escolhas melhores. De os ensinar que os doces, os sumos e os hambúrguer do Mac são exceções.
De gerirmos o nosso tempo para cozinharmos refeições de raiz, com legumes frescos, leguminosas, carne e peixe da melhor qualidade que conseguirmos comprar.
De não comprar alimentos pré-cozinhados com ingredientes que não conhecemos nem sabemos pronunciar.
De sabermos que se temos este x dinheiro para gastar em comida, o devemos fazer em alimentos a sério, e que ice tea não é chá, e batatas fritas não são um vegetal.
Está aberta a discussão.
Mas vamos por partes. Este não é um blogue vocacionado para poupar, mas sim um blogue que tenta ajudar a tirar partido do que cada um de nós tem, de modo a desperdiçar o mínimo possível e assim, com consequentemente poupar. É essencialmente um blogue de economia doméstica, algo que caiu em esquecimento (e que entretanto voltou!) , mas que durante muitas anos fazia parte do universo de todas as donas de casa. Porque o dinheiro não abundava, porque as pessoas eram ensinadas a poupar e usavam essa filosofia de vida nas suas casas. E sempre foi esse o propósito deste blogue. E não dizer onde acontece a promoção x ou y, que talões podem usar a cada semana, onde a carne é mais barata. É portanto um blogue de ideias e sugestões para rentabilizar e tirar o melhor partido de um orçamento doméstico, seja ele maior ou menor, pois cada um poderá e deverá adaptar estas sugestões à sua realidade e às suas necessidades. Dito isto, vamos ao que interessa.
Eu acho que, de uma maneira geral as pessoas comem mal. E para comer melhor, não é necessário gastar mais dinheiro. Acho portanto completamente errada aquela ideia de que é a crise que leva os portugueses a terem piores hábitos alimentares. E esta é a minha sincera opinião.
O que leva os portugueses a comerem mal é, na sua grande maioria fazerem más escolhas. Comer melhor é essencialmente uma questão de escolhas e não de orçamento.
Presumo que a esta altura haja quem esteja de acordo comigo, e quem não concorde minimamente. Claro que todos somos livres de ter a nossa opinião, mas vou tentar explicar porque é que eu tenho esta opinião.
Se há algo que eu gosto de fazer quando vou às compras, é de “cuscar” o que as outras pessoas levam nos carrinhos.
E, de um modo geral, vejo que muitas famílias compram artigos (porque aquilo nem são bem alimentos) que não têm grande valor nutricional e não alimentam corretamente. Ora mesmo em promoção esses artigos custam dinheiro. Mesmo da mais rasca marca branca esses artigos, todos somados, tem um valor. E, muitas vezes, esse valor gasto em refrigerantes, ice teas, bolachas, cereais de pequeno almoço, iogurtes que não são iogurtes acabados em “inhos”, batatas fritas de pacote ou para fritar, snacks salgados, supostos sumos que substituem a fruta, bolos recheados com coisas brancas, (e podia continuar aqui a tarde toda…) dava para comprar muitos alimentos frescos, que podem fazer uma fantástica refeição para toda a família.
O que leva então as pessoas a fazerem essas escolhas? A desculpa de ser para as crianças, na grande maioria das vezes. Mas as crianças não precisam de beber refrigerantes às refeições. Um copo de coca-cola ou ice tea ou qualquer outra coia do género tem o equivalente a 5 ou 6 pacotes de açúcar. Em cada copo. Não é melhor beber água às refeições? Eventualmente, em dias de festa um sumo de laranja natural? Uma limonada caseira? Não. As crianças bebem sumos e refrigerantes porque gostam, e os pais deixam.
E o mesmo é valido para as bolachas, os iogurtes “inhos” carregados de açúcar – já alguém perdeu 5 minutos a ver a composição de um iogurte dito para crianças em relação a um iogurte normal? Olhem, façam as comparações e depois digam se há necessidade de dar isso às crianças. Não vou ao extremo de dizer para apenas lhes darem iogurtes naturais, mas um iogurte de pedaços ou de aromas em detrimentos de outros muito mais açucarados.
E depois temos os cereais de pequeno almoço, as batatas fritas, as bolachas de chocolate, os bolos recheados…. Que não são para dias ocasionais, mas para quase todos os dias. E tudo somado? Uma boa quantidade de dinheiro gasta em não alimentos. Em más escolhas alimentares que não trazem benefício nenhum.
E depois os estudos que dizem que as crianças portuguesas comem mal, comem doces todos os dias, e que preferem pizzas e hamburguers? Eu não estranho nada disto.
Quase todas as pessoas que conheço com miúdos pequenos, usam uma ida ao Mac, como um incentivo. “Se te portares bem, logo vamos jantar ao Mac!”
Pois vão os carrinhos de compras com os iogurtes “inhos”, as batatas de pacote, as bolachas, os pacotinhos de sumo que substituem a fruta verdadeira, os snacks, os cereais açucarados. E depois as empadas, os rissóis, os hamburguers congelados, os douradinhos (para muitos o único peixe que comem e desconfio que nem sabem bem que aquilo é peixe), as pizzas congeladas para dias de pressa. Às vezes há alguns legumes e fruta, e massa e arroz. Leite e margarina para o pão. Eventualmente queijo e fiambre, mas não esquecer a nutela porque os miúdos gostam. E há ainda a carne, e o peixe e às vezes o bacalhau e os enlatados.
Ah, já me estava a esquecer dos molhos – maioneses, ketchups e os enlatados.
Pois bem. Se eliminarmos uma grande parte de produtos que não trazem nenhuma mais valia para comer melhor, e se aplicarmos esse mesmo valor em comida a sério – peixe, carne, legumes frescos, fruta, leguminosas…. Não estamos a comer melhor? E a gastar o mesmo?
Um kg de dourada ou robalo de aquicultura normalmente da Grécia – um dos favoritos em todos os supermercados – não custa menos de 7€. Em alternativa um kg de cavala ou carapau, peixe de mar, da nossa costa, não chega a custar 3€. Com o mesmo valor compro o dobro de peixe.
1 pacote de 400g de flocos de aveia, custa cerca de 1€. 1 pacote de cereais de chocolate de pequeno almoço custa cerca de 3€.
6 iogurtes naturais custam 1,5€, 2 iogurtes gregos, carregados de gordura e de açúcar custam 2 €.
As bolachas, os refrigerantes, os bolos, as batatas fritas de pacote e todas as coisas que não têm nenhum benefício alimentar, todas somadas, podem ainda permitir que se comprem mais fruta, mais legumes e carne de melhor qualidade.
Comer menos carne, mas escolher carne de melhor qualidade.
A manga e o abacaxi não são fruta da época.
Consumir algumas refeições vegetarianas por semana. E leguminosas como o grão e o feijão também fazerem parte das nossas ementas semanais. São baratas, saborosas e fazem parte de uma boa alimentação.
Sopa sempre todos os dias, porque é barata e nutritiva.
Fazer os nossos hambúrgueres em casa em vez de comprarmos dos congelados, cheios de coisas que nem sabemos pronunciar. O mesma para as pizzas.
Fazer um bolo caseiro em vez de comprarmos bolos de pacote cheios de gordura trans, açúcar e afins.
Esta é a minha opinião. Comer melhor é termos vontade de fazer escolhas melhores. De educarmos os nossos filhos a fazerem escolhas melhores. De os ensinar que os doces, os sumos e os hambúrguer do Mac são exceções.
De gerirmos o nosso tempo para cozinharmos refeições de raiz, com legumes frescos, leguminosas, carne e peixe da melhor qualidade que conseguirmos comprar.
De não comprar alimentos pré-cozinhados com ingredientes que não conhecemos nem sabemos pronunciar.
De sabermos que se temos este x dinheiro para gastar em comida, o devemos fazer em alimentos a sério, e que ice tea não é chá, e batatas fritas não são um vegetal.
Está aberta a discussão.
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