quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Desperdício Zero


Eu sei que já passou algum tempo desde a ultima vez que aqui escrevi, mas este início de ano está a ser mais atribulado e ocupado do que eu pensava. Mas pronto, aqui estou de volta.

Como sabem,  a questão do desperdício alimentar é algo com que me preocupo. Muitas vezes, e quase sem querermos, acabamos a desperdiçar alimentos. Seja porque compramos mais quantidade do que a que necessitamos, porque não sabemos gerir o conteúdo do nosso frigorífico e stock de produtos frescos, ou simplesmente porque não sabemos o que fazer com algumas “sobras” que entendemos como desperdiço.
Em relação a comprar mais quantidade de alimentos do que aquela que necessitamos, nada melhor do que a solução mais do que falada das ementas semanais. Eu sei que o assunto já cansa um bocado, mas quem nunca implementou esta solução, não sei se perceberá bem como isto faz a diferença. E não é apenas uma aprendizagem de uma ou duas semanas. Leva algum tempo a termos uma percepção real do que gastamos semanalmente e da quantidade necessária para termos o mínimo de desperdício. Seja o pão, a fruta, os legumes e a fruta ou até a carne e o peixe. E se muitas vezes a solução passa por congelar, noutros caso isso nem sempre é possível.
E aqui, entra a questão de saber gerir o conteúdo do frigorífico e o stock dos produtos frescos ou com validares limitadas. E que acaba por estar ligado à questão das ementas semanais.
Se por uma lado fazemos a ementa, planeamos as refeições, por outro há sempre as sobras habituais, os “restinhos”, as duas cenouras que ficam na gaveta, o resto do pacote do queijo, ou os cogumelos que não usamos todos. 
Aqui em casa, na quinta ou na sexta feira é tempo de dar uma volta ao frigorífico e ver o que está a mais e “gastar” esses alimentos numa refeição improvisada antes de fazer uma refeição de raiz. Sim, há uma alteração da ementa semanal. Ou não. Porque a nossa ementa pode sempre já ter previsto o dia de limpeza. E mesmo naqueles dias em que achamos que não há “restinhos”, nem sobras, há sempre uma massa rápida que de pode fazer, uma lata de atum e grão de bico na despensa, um pouco de pão para umas bruchetas, ou até umas empadas caseiras congeladas que servem o propósito.
Assim, ao preparar a nova ementa semanal e a nova lista de compras - mas principalmente antes de irmos às compras - não há nada que se esteja a desperdiçar ou a estragar.
Eu sei que há algumas pessoas que não gostam de ter o frigorífico quase vazio. Mas se vão às compras ao sábado de manhã, qual é o mal de gastarem a ultima peça de fruta na sexta à noite, ou de usarem a ultima couve no jantar de sexta-feira. O frigorifico poderá estar quase vazio, mas se não houve desperdício de nada, se conseguiram planear todas as refeições de forma equilibrada e sem faltar nada, que mal pode ter, a não ser uma boa gestão do que compramos?
Mas se estamos a falar de desperdício alimentar, há outra questão que não pode nem deve ser esquecida, e que, em troca de comentários com uma leitora do blogue As minhas receitas, acho que faz todo o sentido. E o desperdício dos alimentos que já damos como desperdício?
A rama das cenouras, beterrabas ou nabos? Os talos dos brocolos e das couve flor? A fruta tocada? A rama do alho françês e até a casca das cenouras?
Aparentemente vemos tudo isso como um desperdício, mas facilmente podemos aproveitar algumas destas coisas de formas que nem sabíamos ser possível.
A rama da cenoura (principalmente válido para quem compra cenouras no mercado onde ainda se vendem com rama, ou que as trazem da horta), dá um excelente esparregado, sabiam? Mas também é possível utilizar em pesto, ou na sopa como se fosse um caldo verde. A rama das beterrabas pode ser cozida e salteada, assim como as dos nabos, ou usada para fazer uma espécie de arroz de espigos, mas em vez de espigos usar as ditas ramas. E há também a possibilidade de usar em risotto. Podem não acreditar mas com a rama da betarraba fazem um risota que fica cor-de-rosa e até bastante saboroso, segundo o que consta. (Só estou à espera que as minhas beterrabas cresçam para poder experimentar!)
A fruta tocada pode acabar num sumo natural, num bolo ou numa sobremesa. E podem sempre congelar para utilizar mais tarde em sumos, smothies ou batidos.
A abóbora que compraram e ainda não utilizaram e está a começar a ficar tocada, pode ser desde logo assada e triturada. E assim, quando quiser preparar um risotto ou um puré, já tem meio caminho andado. 
A carne que é só um bocadinho, ou o peixe que também não é muito com mais qualquer coisa como um pouco de chouriço ou de atum, e um pouco de massa acabam numas empadas ou nuns pasteis. E algo que nem dava para um, dá agora para dois ou três.
Há depois aquelas receitas perfeitas para aproveitar restos: fartes salgadas, pastelões de ovos (fritatas), lasanhas, massas ou um arroz de “misturada”.
As claras que sobram do leite creme podem acabar em suspiros que rapidamente se tornam uma sobremesa com umas natas batidas e um pouco de frutos vermelhos.
O pão que vai ficando duro deve ser ligeiramente seco no forno e depois ralado. E podem congelar e ter assim pão ralado sempre pronto a utilizar seja para colocar por cima de um gratinado, seja para usar para fazer um rolo de carne ou umas almôndegas.
A rama do alho francês, juntamente com as cascas das cenouras e outros supostos desperdícios, dão um caldo caseiro de legumes, juntamente com outros aromáticos e depois de devidamente coado por uma gaze. Para risotas, sopas ou até para um simples arroz ou carne estufada.
E se deita fora os talos dos brócolos e da couve flor, nem sabe o que está a perder. Cá em casa usam-se para as sopas e ficam deliciosas e cremosas e é uma opima maneira de usar menos batata - isto para quem coloca batata na sopa.

Isto são apenas pequenas sugestões para evitar desperdiçar, e aproveitar tudo ao máximo. E que soluções é que vocês usam?  Vamos evitar o desperdício? Deixem as vossas ideias de aproveitamento na caixa de comentários.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Feliz 2015


O novo ano já vai com uns dias de avanço e eu finalmente consegui organizar os meus planos, tarefas e objetivos para o novo ano que agora começa.
Além deste plano, igual todos os anos, com a minha lista de 12 desejos (que podem ou não depender de mim), lista de objetivos - esses sim, que só dependem de mim, aproveito ainda para começar o novo orçamento do ano, rever o inventário do congelador e retomar as ementas semanais que ficam mais ou menos esquecidas nas ultimas semanas de Dezembro.
As listas de tarefas mantêm-se com uma ou outra alteração, e revi as listas de aniversário e a lista das coisas realmente necessárias a comprar nos saldos - prendas de aniversário incluídas.
Além disso gosto de começar o ano com uma organização geral em casa. Depois de cozinhar muito no mês de Dezembro, dos cabazes, do meu aniversário e do natal que este ano foi cá em casa, agora é tempo de dar uma limpeza geral à cozinha. Quero também dar uma volta no armário da roupa, porque acho que andam por lá algumas coisas que já não uso, e quero ver se elimino o que não é necessário.
Para mim, o início de ano é quase como uma renovação. Uma altura em que quase que se pode recomeçar do zero. Seja sermos mais organizados, tentarmos poupar mais ou pelo menos controlar melhor os gastos, começar a fazer ementas ou refeições vegetarianas 1 ou 2 vezes por semana, começar a fazer exercício físico, deixar de fumar ou de cometer excessos alimentares frequentes… No início de ano parece que tudo nos é permitido recomeçar, e que a nossa força de vontade é superior. Pelo menos, enquanto andarmos entusiasmados com as novas resoluções…
Por aqui não há propriamente novas resoluções, há sim continuar com as alterações que já fizemos anteriormente e tentar alcançar coisas novas.
Espero que tenham muitos projetos para 2015, e que consigam alcançar os objetivos a que se propõem neste início de ano. Porque os objetivos a que nos propomos só devem mesmo depender de nós e do nosso esforço para chegarem a bom porto.

Feliz 2015!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Decoração da Mesa de Natal



Os dias que antecedem o natal passam a correr. Entretanto já estamos a 6 dias e é mais do que altura de começarmos a pensar nos pormenores.
Este ano a noite de consoada será passada cá em casa, com os meus pais, irmã e avô. E eu já tive oportunidade de ensaiar a decoração da mesa de natal. Sim, é uma das vantagem de se fazer anos uma semana antes do natal!


Este ano decidi uma decoração muito simples, com o branco, o cinza e o prateado e apontamentos de vermelho e verde dados pelas folhagens verdadeiras  que escolhi para decorar a mesa, em vez de optar por outro estilo de arranjos.
Neste caso optei por uma toalha de linho branco com renda, uma daquelas toalhas de dias especiais que fazem parte do enxoval. Apesar de ter umas 6 toalhas com motivos de natal, desta vez a opção é mais simples, e a “prova” de que artigos simples e de cores básicas, se adaptam a qualquer festividade, sem ser necessário comprar nada específico.



O serviço de sempre, branco, apesar de poder ser usado um serviço de natal. Copos simples e elegantes - que também poderia ter usado copos em tons de vermelho - que por caso até tenho!
Como toda a mesa estava em tons brancos optei por guardanapos de papel decorados, sem bonecada, mas em tons sóbrios de cinzento e prateado, que comprei na Zara Home.
Mas a minha parte favorita são mesmo as folhagens. Vivás, que adoro e dura imenso tempo, ramagens com estas bolinhas vermelhas, muito apropriado ao natal e azevinho que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, apesar de ser uma espécie ameaçada e em vias de extinção, pode ser vendida, desde que por pessoas autorizadas e que tenham conhecimentos para apanhar ramagens da planta sem a danificar. E eu consegui comprar alguns pés para decorar a minha mesa de natal.
No “ensaio” que fiz no dia do meu aniversário, utilizei as folhagens das bolinhas vermelhas e o vivás, e umas simples velas perfumadas.


Espalhei na mesa as folhagens e terminei de decorar com as velas. 
Uma decoração muito simples, pouco cheia e minimalista, mas que para mim foi exatamente o que tinha em mente. A sobressair os pratos, copos e talheres e com as velas e folhagens a darem o verdadeiro toque de natal.


Sem muito vermelho, toalhas, pratos e guardanapos muito garridos e coloridos. Esta é a mina sugestão para a decoração da mesa de natal.
Espero que se inspirem para uma mesa de natal bonita e cheia de espírito natalício.

Como é que estão a pensar decorar a vossa mesa?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sugestão de Presentes Dentro de um Orçamento


Eu gosto de orçamentos. E, pessoalmente, acho que não há nada mais importante do que estabelecermos valores que “cabem” dentro das nossas despesas.
No natal, e para os presentes ou lembranças que se ofereçam isso ainda faz mais sentido. Por dois motivos: primeiro porque o nosso dinheiro não é ilimitado e temos de criar uma fronteira que nos diga até onde podemos ir, e procurar algo dentro desse limite. Por outro lado é fundamental estabelecermos um orçamento com a família, de um valor a gastar por presente. Não faz sentido darmos um presente de 10€ e em troca recebermos um de 50€. Ou vice versa.
Sou portanto apologista de, em famílias que trocam presentes entre si - mesmo que sejam só irmãos, cunhados e sobrinhos - de se estabelecer o valor que cada presente deve ter. 
Quase mais importante do que estabelecer o valor a gastar, é também perguntar o que se necessita. E sim, essa é outra regra que há por aqui. O que querem? O que estão a precisar?  São sempre as perguntas essenciais antes de se começarem a comprar os presentes.
Assim o nosso dinheiro é gasto em algo útil, necessário e com valor acrescido.
Não há nada pior do que os presentes que ninguém quer e que acabam no fundo da gaveta ou dentro do armário sem nunca terem tido utilidade.
Para alguns isto poderá parecer um exercício muito complicado, para outros mais simples.
No entanto, e sem um orçamento pré-definido  ou uma lista de presentes a pedido, deixo-vos algumas sugestões que, de uma maneira ou de outra costumam fazer parte das minhas listas de presentes - e que conseguem encontrar numa variada gama de preços.


1 - Livros
Os livros são dos meus presentes favoritos de oferecer e receber. Normalmente é o meu presente de eleição para os miúdos. Também recorro a eles quando sei que aquela pessoa quer exatamente aquele livro - e o valor dele está dentro do orçamento!

2 - Cabaz “Gourmet”
Nem todos os cabazes têm de ser feitos por nós. Basta ir ao um supermercado e fazer um pequeno cabaz para oferecer. Tem um amigo que gosta muito de queijo? Ofereça-lhe uma tábua de queijos, seleccionados por si, para que ele os possa saborear no natal. Ou então faça um cabaz apenas de algumas variedades de chocolates. Ou um cabaz de chá, bolachinhas e compotas. É fácil, útil - se comprar algo que sabe agradar a quem recebe - e consegue fazer que “caiba” o seu orçamento.

3 - Artigos para a Casa
Pode parecer uma prenda disparatada, mas se prefere oferecer um presente para um casal amigo - ou até de família, nada melhor se necessitam de algo para a casa ou para os dois. Posso dar-vos como exemplo que já pedi e recebi coisas como frigideiras (porque as minhas anteriores estavam mesmo a necessitar de reforma), uma mala de viagem, um grelhador/chapa de fogão.
Se é algo que estamos a necessitar e temos mesmo que comprar a mim parece-me uma excelente prenda de natal. 

4 - Roupa/perfumes/bijuteria
Uma coisa é comprar uma peça de roupa para dar (e quem diz roupa, diz uma carteira, um colar,…) apenas porque sim outra coisa é porque sabemos que aquela pessoa queria mesmo um casaco vermelho assim, ou aquele colar específico que adorou, ou está mesmo a precisar de um perfume. Desde que esteja ao alcance do nosso orçamento, oferecer algo que sabemos que alguém está desejoso de ter é sempre uma excelente forma de agradar. Fora isso  - e isto é uma questão meramente pessoal - não gosto de oferecer este género de coisas!

5 - Vales
Sejam vales de lojas de roupa, de livrarias, multimédia, lojas de cosmética, para fotografias… os vales são uma opção segura. É fácil de estabelecer o orçamento, e sabemos que quando o forem gastar, gastam em algo que realmente querem. Se é uma prenda pouco pessoal? Até pode ser. Mas há maneira de poder tornar os vales personificáveis, e depois há maneira bonitas de os oferecer. Por exemplo: um vale de maquilhagem dentro de uma bolinha de maquilhagem vazia com a frase: “Agora escolhe a teu gosto”. Uma revista ou livro usado com um vale lá dentro a dizer “O que vais ler a seguir?”. Uma T-shirt velha e um vale de uma loja de roupa a dizer “Vai lá comprar um trapinho novo para vestir”

6 - “Ficam sempre bem” (e ajustam-se a todos os orçamentos, membros da família e amigos)
Molduras com fotos da família
Chinelos ou Pantufas
Meias (de preferência meias de dormir para quem usa)
Mantas polares
Velas perfumadas para a casa
Conjuntos gel de duche/hidratante
Garrafas de vinho

Presépios

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

16 dias do Natal: Molho de Caramelo Salgado para oferecer


Oh meu Deus! Estamos quase a chegar ao Natal!
Eu gostava de ter os meus cabazes meios prontos mas, no meio de tantos afazeres, ainda nem imprimi ou recortei as minhas etiquetas, não comecei a decorar os frascos que já estão prontos, nem sequer a colocar as coisas nos cabazes.
No entanto da cozinha vão saindo receitas para os encher e por aqui vão aparecendo algumas sugestões para vos ajudar a variar um pouco das receitas mais habituais de bolachas e compotas, sal e azeite aromatizados e misturas de tudo e mais alguma coisa.
Também eu tenho imensa vontade de inovar nos meus cabazes deste ano, e de continuar a surpreender quem os vai recebendo.
Além dos cabazes, por aqui já há decorações, árvore, luzes e presépio. Estão todos os presentes embrulhados e já colocados debaixo da árvore, as louças para usar no natal escolhidas, as receitas seleccionadas e a lista de ingredientes feita. 
Parece-me mesmo que só me falta dedicar-me de corpo e alma aos meus adorados cabazes. 
Esta semana deixo-vos então uma das minhas sugestões favoritas deste ano, um molho de caramelo salgado, do qual em sou completamente viciada, e que é perfeito para comer com gelado de nata ou baunilha, em crepes ou panquecas ou para rechear bolos e tartes. Oferecam-no juntamente com um cartãozinho com sugestões de utilização!
Para a semana trago uma sugestão de bolachinhas que, apesar de ser sempre uma sugestão convencional, nunca é demais! 



Ingredientes para 2 frascos pequenos:

200g de açúcar
200ml de natas
2 colheres de sopa de manteiga
flor de sal q.b.

Preparação:

Num tacho pequeno, ou numa frigideira leve o açúcar ao lume. Sem mexer, apenas agitando a frigideira ou tacho, deixei açúcar formar o caramelo de tom escuro, mas sem deixar queimar para não ficar amargo. Cuidadosamente acrescente as natas - cuidado para não se queimar - e deixe o açúcar caramelizado voltar a derreter e incorporar nas natas. Quando o molho estiver formado, retire do lume e acrescente a manteiga. Acrescente depois a flor de sal a gosto. (É difícil quantificar a quantidade. Só mesmo o vosso palato poderá dar um equilibrio correto, mas cerca de 1 colher de chá rasa?) Mexa bem para dissolver o sal e coloque nos frasquinhos fechando-os de seguida. (O molho engrossa à medida que arrefece).


Decore os frasquinhos a gosto e oferça com um pequeno cartão com sugestões de utilização, como por exemplo servir com gelado de nata ou baunilha, com panquecas e crepes, para rechear bolos e bolachas….

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arca Congeladora: Uma aliada!


Acho que não sabia viver sem a minha arca congeladora. Congelo quase tudo e assim, tenho quase tudo sempre à mão. No entanto algumas pessoas ainda acham que a arca congeladora altera o sabor dos alimentos e não gostam de congelar refeições prontas a comer, sopa, pão. legumes ou queijos.
A ver se vos consigo fazer mudar de opinião, ou pelo menos perceberem que uma rada congeladora, utilizada de forma racional e organizada, pode ser uma excelente aliada nas vidas mais atarefadas.

A sopa: Há quem diga que a sopa congelada não fica igual. Por aqui nunca notei diferença e sempre congelei sopa. Ou para o Zé Maria ou para nós, principalmente em altura de féria ou de sair de casa durante uns dias sem saber quando chego. Nada melhor do que saber que há, pelo menos, sopa pronta no congelador.
Não fica boa depois de descongelada? Nunca tive nenhum tipo de problema. O truque voltar sempre a ferver a sopa que é congelada, para que se “reconstitua” novamente e não fique “polpa” para um lado e água para o outro.

Os legumes: O tomate maduro de verão congelo inteiro e cru. Coloco depois debaixo da torneira da água quente e a pele sai de imediato e uso-o assim mesmo, ainda meio congelado para estufados e guisados. O pimento congelo-o cortado em tiras, em cru e depois é só juntar à panela.
Os legumes verdes - feijão verde, brócolos, espinafres, couve para caldo verde… - branqueio-os uns segundos antes de passar por água fria e congelar. E cozinho-os depois ao vapor ou em água a ferver sem necessitar de os congelar. E por vezes ainda congelo saquinhos de legumes prontos a usar para sopas. Basta colocar na panela e juntar água. Congelar abóbora aos pedaços, ou courgete. Para quem tem horta ou abundância e não os consegue gastar todos em tempo útil, é uma excelente forma de aproveitar a época de maior abundância e assim ter legumes à mão todo o ano - ou pelo menos enquanto durar o stock.

As frutas: saquinhos com pedaços de pêssego, morangos e até bananas. Framboesas ou Mirtilos. Pedaços de ananás ou manga. Descascados e cortados em pedaços - as bananas até inteiras e com casca. Perfeitas para gelados rápidos, sumos naturais, coulis de fruta e até compotas. Nada se estraga.

Os queijos: Por aqui também se congelam queijos. Depois basta descongelar e usar como habitualmente. Também valido pra requeijões que, mesmo depois noa ficando bons para comer em cru, ficam perfeita para usar em bolos ou outras preparações gastronómicas. E o queijo da serra que não conseguimos comer todos de uma vez? Congelo em quartos e vou tirando de acordo com as necessidades. (Aproveito muitas vezes para comprar queijos em aproximação de prazo de validade que depois descongelar e vou usando quando necessito!)

As massas: Sabiam que também podem congelar massas frescas? A vossa própria massa de pizza, quebrada, areada. E mesmo as frescas de compra. E depois? Depois é deixar descongelar e usar normalmente.

O pão: Cá em casa há sempre pão. De compra ou caseiro, do grande cortado em fatias. Ao pequeno almoço ou em qualquer outra ocasião, basta colocar uma fatia na torradeira e aí estão o pão pronto a comer. 
Também faço uma fornada de pão caseiro de hamburguer e congelo, usando-o depois à medida das necessidades. Também costumo congelar broa em pedaços para fazer, se assim me apetecer, migas ou até bacalhau com broa.

Os bolos: Fazer bolos simples e congelar inteiros. Ou em fatias que se vão comendo ao sabor dos dias. Ou congelar muffins e queques individualmente que se vão colocando depois nas lancheiras. 
Adiantar trabalho em festas e outras ocasiões e fazer alguns bolos e deixa-los depois congelados.

As refeições caseiras: Congelar quiches, lasanhas, empadão, rolo de carne, feijoadas, bolas, massa de bolachas. Congelar arroz de pato e pratos de bacalhau de gratinar. Congelar pãozão recheado, folhados e empadas. Bem acondicionados e fechados em película aderente e depois papel de alumínio.

As sobras: congelar as sobras de arroz, que fica perfeito depois de descongelado. Ou congelar o resto da carne assada ou do frango. Fazer uma refeição - como por exemplo uma feijoada de camarão - e congelar as sobras para um dia em que até almoço sozinha. Congelar bocadinhos de peixe que depois se juntam todos e acabam em sonhos ou pataniscas. Congelar o resto do conteúdo da lata do leite de coco. Ou do milho, ou até dos cogumelos que sobram. De preferência acondicionar tudo em caixas plásticas herméticas próprias para congelação.

Fazer para congelar:  Hamburguers, almôndegas, pizzas caseiras, rissois ou croquetes. Tudo caseiro, tudo feito por nós num dia de disponibilidade e vontade. Congelar feijão cozido, ou grão.E depois ter uma refeição pronta num instante , ou tudo preparada para uma festa ou celebração em menos de nada. Congele em caixas plásticas ou saquinhos próprios.

Enchidos: Morcelas, alheiras, chouriços, farinheiras. Então se forem caseiras ainda melhor. Congelar bem embrulhadas em papel de alumínio e depois colocar em saquinhos próprios.

As outras coisas: Congelar malaguetas. Coentros ou salsa picados guardados em azeite. Congelar o gengibre que não se usa todo. Congelar claras que se usam depois como habitualmente, depois de descongeladas à temperatura ambiente.  Congelar doce de ovos pronto a usar ou até coulis de framboesas. Em saquinhos ou caixinhas  próprias para congelação.

Uma única nota: acondicionar bem e não guardar infinitamente no congelador.

Já vos convenci de que a arca congeladora é uma aliada? 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

23 dias do Natal: Trufas de Bolacha com Chocolate e Laranja


Chegamos finalmente ao mês do Natal. E assim de repente já só faltam 23 dias. A partir de agora o tempo passa a voar e é mesmo preciso acelerar as coisas.
Por aqui as prendas que havia para comprar já estão compradas. A árvore e as decorações estão à espera do dia de hoje para serem colocadas, assim como o presépio.
Ainda não embrulhei nenhum dos meus presentes, e os cabazes estão mesmo muito atrasados. 
Mas vamos respirar fundo. Colocar uma musiquinha de natal (Bublé para mim s.f.f.!) e começar a viver em pleno o melhor mÊs no ano.
E hoje deixo-vos mais uma sugestão para os vossos cabazes de Natal. Uma trufas deliciosas, que já pode ir fazendo e que podem “inventar” os sabores que quiserem. As minhas são de laranja e chocolate. E tentem não as comer todas antes de oferecer.



Ingredientes para cerca de 25 trufas:

300g de bolachas com sabor a laranja e cobertas de chocolate
300g de chocolate de culinária
100ml de natas
1 laranja

Preparação:

Triture a bolacha até ficarem bem finas. Reserve.
Leve ao lume um tacho com as natas e deixe aquecer bem. Acrescente 100g de chocolate e deixe derreter juntamente com as natas. Misture a bolacha triturada nesta mistura , envolvendo bem, e leve ao frigorífico até arrefecer.
Assim que a mistura estiver fria e presa, molde bolinhas do tamanho de nozes e volte a colocar no frigorífico alguns minutos para que fiquem bem rijas e firmes.
Entretanto derreta o restante chocolate no micrrondas, durante cerca de 1,30 minutos, mexendo o chocolate a cada 30 segundos. Assim que o chocolate estiver derretido coloque-o sobre uma outra taça que deve conter água bem quente, isto para que o chocolate permaneça quente e mais fácil de trabalhar.
Coloque, uma a uma, cada uma das trufas no chocolate derretido, envolvendo e com a ajuda de um garfo retire e coloque sobre papel vegetal. Repita até cobrir todas as trufas. 
Ainda antes do chocolate solidificar polvilhe as trufas com a raspa de laranja.
Deixe solidificar bem fora do frigorífico.

Embale em saquinhos de celofane ou caixinhas, decore a gosto e ofereça.