sexta-feira, 5 de junho de 2015

Porque gosto tanto de cozinhar “de raiz” e “feito em casa”?

O pão que se faz habitualmente cá em casa, uma a duas vezes por semana

Dei comigo, há uns dias atrás, enquanto fazia pão, a perguntar-me a mim mesma porque gosto tanto de fazer certas coisas que são mais comuns de comprar no supermercado. Porque gosto de fazer o meu próprio pão, de fazer os sumos, de preparar as compotas, de fazer gelados, bolos e bolachas em casa. E, em contrapartida, porque gosto tão pouco de coisas pré-feitas e pré-congeladas e processadas.
Não sei bem se há uma justificação plausível para tal. Gosto.
Gosto de saber que aquele pão foi preparado por mim, com a mistura que me apeteceu. Gosto de poder inventar um pão diferente todas as vezes e de saber exatamente o que lhe coloquei lá dentro. Gosto de sentir o cheiro do fermento e de ver o pão a crescer antes de o levar ao forno. Algumas vezes até gosto do trabalho de o amassar à mão. Gosto da sensação do “fui eu que fiz isto”.
Tal como gosto de fazer compotas caseiras para aproveitar - na maioria das vezes - fruta madura que tenho em excesso. Gosto de usar os tachos antigos da minha avó e de sentir que naquelas panelas há apenas ingredientes naturais, sem adição de corantes, conservantes, espessantes e coisas com nomes impronunciáveis (apesar de se poderem comprar já em qualquer lado compotas de fabrico artesanal. Mas porque hei-de comprar algo que faço quase igual em casa?)
Gosto de fazer as minhas próprias bolachas e bolos. Com ovos de verdade de galinhas que eu sei que crescem ao ar livre. Com manteiga em vez de gorduras hidrogenadas e sabe-se lá mais o quê.
Quando me perguntam porque me dou ao trabalho de fazer pão 1 ou 2 vezes por semana, em vez de apenas passar na padaria, a minha resposta é porque gosto! Não se trata de ser ou não mais barato do que comprar pão na rua (apesar de ser). Não se trata de uma questão de ter muito tempo disponível, porque a maior parte das vezes faço o pão enquanto preparo o jantar ou arrumo a cozinha, preparo as compotas como hobby (há quem vá passear ao shopping, quem vá à praia e eu descontraio a fazer compotas!) ou faço um bolo porque até estou a usar o forno e assim até se aproveita.
Essencialmente porque tiro um prazer enorme de cozinhar “de raiz”. Porque gosto de olhar para os ingredientes que eram apenas e só ingredientes arrumados no frigorífico e na despensa e de repente passam a ser bolos e bolachas e pão caseiro quentinho barrado com manteiga. De saber fazer aquilo que se pode comprar. De assim descobrir novos ingredientes e novas receitas. Porque gosto de saber o que como e aquilo com que alimento a minha família e os meus amigos. 
Provavelmente não há uma justificação lógica para isto. Gosta-se e é mesmo assim.

Não sei se vocês são daqueles que gostam ou não de fazer este género de coisas em casa. Mas nunca é tarde para tentar convencer-vos que não há nada que chegue ao pão caseiro, a uma compota com fruta da horta preparada por nós, umas bolachinhas “homemade” para partilhar com os colegas de trabalho, ou um bolo para receber a família num lanche de domingo.
Deixo aqui algumas sugestões simples e rápidas para que se aventurem.
E já agora. Quem partilha comigo este gosto pelo “feito em casa”?

Pão Delicioso, Simples e Rápido para fazerem mesmo durante a semana
http://paracozinhar.blogspot.pt/2015/04/pao-da-tita.html

Bolachas saborosas para ir petiscando no trabalho e partilhar com os colegas
http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/12/bolachinhas-de-aveia-e-passas-presentes.html

Compota caseira para barrar a torrada do pequeno almoço
http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/04/doce-de-morango-com-tomilho.html

Bolo para fazer com os filhos e receber a família

http://paracozinhar.blogspot.pt/2014/06/bolo-de-limao-e-gengibre.html

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Organizar as Especiarias


Já vos tinha dito que andava numa de organizar, arrumar e destralhar. Divisão a divisão, pouco a pouco, as coisas vão-se compondo. Claro que a divisão que tem sempre mais que organizar é a cozinha. Depois de arrumar e organizar a estante dos livros e revistas de culinária, foi a vez de tratar do continuo das especiarias que estava uma confusão pegada.
Uma regra que considero essencial é ter as especiarias mesmo ao lado do fogão e do local onde cozinhamos, e isso sempre tive. O que acontece, é que aquele amontoado de frascos e frasquinhos (e tenho realmente muitas especiarias) estava caótico.
Já usei vários métodos para manter as coisas organizadas e simples de usar, mas nunca nenhum foi totalmente satisfatório, por um ou outro motivo. 
Aquelas prateleiras suspensas para especiarias são para mim pouco práticas, porque não são suficientemente grandes para todos os meus frascos. Ainda menos aquelas bases giratórias com frasquinhos que, além de ocuparem espaço essencial de banca, também nunca têm frascos suficientes para a minha “coleção”.
Outro problema que costumo ter, e acredito que a maioria de vós, é quando comprar as especiarias em saquinhos, e as colocam nos frasquinhos de vidro - ou até reutilizam frasquinhos de outras especiarias, as tampas acabam por nem sempre vedar bem, muitas até ficam abertas e as especiarias estragam-se e perdem o aroma muito rapidamente.
Depois, há ainda a questão de um frasco de cada raça, uma tampa de cada cor, e a dificuldade em por vezes saber o que temos lá dentro, ou porque as etiquetas com o nome da especiaria no sítio onde agarramos muitas vezes com as mãos sujas, acabam por desaparecer, ou porque não escrevemos nada e passado uns dias nem sabemos o que temos lá dentro.
Outro enorme problema é a pequena abertura da maioria dos frascos, que não permite que uma colher de chá ou até de café entre dentro do frasco, e que dificulta o uso da especiaria, quando necessitamos de 1 colher ou meia colher disto ou daquilo. Nem sempre queremos apenas polvilhar uma pitada…
Claro que estes “problemas” não são de todos, mas eram, por vezes, um problema para mim.


Andei portanto a tentar encontrar uma solução que me permitisse ultrapassar a maioria destes problemas - senão todos - e acho que descobri, personalizando a minha “prateleira das especiarias”.
Um projecto de duas horas que apenas necessitou de 36 frasquinhos, folhas de papel autocolante, etiquetas personalizadas e uma tesoura.
Depois de alguma procura, em buscas de frascos a preços decentes, acabei por recorrer (mais uma vez) à loja chinesa aqui perto de casa onde comprei estes frascos pequenos a 0,6€ cada. Não são frascos convencionais de especiarias - são frascos pequenos de compotas, redondos - mas servem dois dos meus propósitos. Têm a boca suficientemente larga para entrar uma colher, e têm uma tampa de metal que veda bem, não deixando as especiarias perder o seu aroma e sabor, para além de se poderem encher as vezes que se quiserem…
Depois das especiarias transferidas para os novos frascos, foi a vez de fazer etiquetas com o nome de cada uma delas.


Mais uma vez o site  http://blog.worldlabel.com onde se podem imprimir etiquetas gratuitamente, que ainda por cima são editáveis facilitou esta tarefa. Depois das etiquetas feitas e impressas bastou recortar e colar. (As etiquetas que eu escolhi são estas : http://blog.worldlabel.com/2015/pantry-spice-jar-labels-for-your-spring-redo.html)
O facto de colar as etiquetas nas tampas dos frascos torna mais difícil estragar as etiquetas, uma vez que as mãos sujas não mexem na parte superior tão facilmente. Além disso as etiquetas são personalizáveis e adaptam-se a todas as vossas especiarias, e basta trocar as etiquetas para poderem encher os frascos com outra coisa qualquer.
Como decidi guardar os frascos numa gaveta - a 1º gaveta mesmo ao lado do fogão e do local onde cozinho - lembram-se de vos dizer como achava isso essencial? - o facto de as etiquetas estarem coladas nas tampas dos frascos, torna a tarefa de os identificar e procurar muito mais simples, uma vez que, assim que abro a gaveta, consigo visualizar todas as especiarias e ervas secas à minha disposição - e isso também era para mim essencial.
A tampa do frasco, onde colei as etiquetas, não é propriamente o mais conveniente se decidirem empilhar frascos, ou guardá-los numa prateleira, mas aí aconselho-vos a procurarem outro tipo de frascos. Claro que o número de especiarias que usam, dita o tipo de organização que devem ter, e que melhor se adapte para vocês.
Pessoalmente adoro o resultado final e tenho achado muito, muito prático.

E vocês como organizam as vossas especiarias? Também estão a precisar de procurar uma solução que mais vos convenha?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ementa para a Semana #34

Sorvete de Morango
Depois de muitos pedidos, regressam as sugestões das ementas semanais e post mais regulares por aqui.
Porque não há nada como começar a semana mais organizados, com planeamento e a saber o que havemos de cozinhar. Para as donas de casa atarefadas, nada melhor do que a ementa preparada e menos uma preocupação de entre tantos os afazeres que existem numa casa.
Espero que gostem das sugestões para esta semana!

2ª feira dia 1 de Junho

Arroz com Camarão e Abacate

3º feira dia 2 de Junho

Chow Mein de Frango

4ª feira dia 3 de Junho

Tortilha de Batata Doce e Queijo da Ilha

5ª feira dia 4 de Junho

Carne de Vaca Salteada com Pimentos e Molho de Ostras

6ª feira dia 5 de Junho

Caldeirada de Robalo

Bolo de Maçã, Chocolate e Frutos Secos

Sábado dia 6 de Junho

Hamburguer no Forno com Cobertura de Legumes e Queijo

Lasanha de Peru, Farinheira e Espinafres

Domingo dia 7 de Junho

Bacalhau à Preciosa

Sorvete de Morango


Piadini de Atum

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Arrumações de Primavera


A primavera e a chegada do calor lembram-me que chega o momento de começar a separar, arrumar e organizar. Uma espécie de limpezas da primavera, que servem mais para reorganizar a casa e não deixar acumular “lixo” e coisas de que não precisamos.
Chego sempre à conclusão que, de uma maneira geral, acumulamos coisas demais nas nossas casas, e nem sempre as organizamos e separamos da melhor maneira. 
Este ano, apesar da barriga a crescer, a motivação para as arrumações mantém-se e já muito se fez aqui por casa. Devagar, divisão a divisão, vou-me desfazendo do que realmente não necessito.
Uma coisas seguem para dar a instituições, muitas para o lixo e este ano muitas seguem, a pedido da cunhada, para a quermesse da aldeia dos sogros.
Separar, e organizar tem sido o mote dos últimos dias.

Sendo assim, e não sendo uma especialista no assunto, deixo-vos algumas dicas que vos podem ajudar.

  • Roupa:  Aqui por casa a regra é simples. Se está velho ou coçado ou roto e não há salvação é para o lixo. Se não usamos nos ultimo anos é para dar devidamente lavado e dobrado em sacos ou caixas.
  • Calçado: segue a mesma regra da roupa. O que não está em condições e não tem reparação vai para o lixo, o restante segue para dar a instituições.
  • Roupa de criança: Como vamos aproveitar tudo o que foi do Zé Maria, as roupas de bebé estão separadas por tamanhos em caixas de arrumação devidamente identificadas, lavadas e passadas.
  • Bijuterias: Separei tudo o que já não usava e coloquei em saquinhos. Podem ser doadas a instituições, principalmente com raparigas, mas neste caso seguiram para a quermesse.
  • Louças: Confesso que tenho muita louça. Mas as coisas que nunca uso levaram este ano uma emenda volta. Dei imensas coisas, umas para os Vicentinos da minha paróquia, que os saberão distribuir da melhor forma, e outras seguiram para a quermesse.
  • Revistas: Separar as que ainda vão ser usadas, daquelas que lemos uma vez e nunca mais lhe pegamos. Só se salvaram as de culinária e algumas mais técnicas que pertencem ao Miguel e que também tinham de ser guardadas. As que não quisemos fora diretas para reciclar, as restantes colocadas em separadores, devidamente separadas e organizadas pelos números. (Usei uns arquivadores brancos de papelão do Ikea, baratos e perfeitos para colocar as revistas nas estantes.
  • Papelada: Separar com muito cuidado os papeis que necessitamos dos que não têm interesse nenhum. O papel que não interessa segue para reciclar, o restante é separado por categorias e colocado em pastas ou dossiers de arquivo devidamente identificado para o acesso ser fácil e sempre que necessário.
  • Artigos diversos: Tenho imensas coisas guardadas, normalmente para os cabazes de natal, fitas, caixas vazias, sacos de celofane, sacos para prendas… Em vez de tudo arrumado a monte dentro de uma ou mais caixas, separei tudo em caixas mais pequenas (mais uma vez comprei no ikea, umas caixas de arrumação plásticas transparentes com tampa) e identifiquei com etiquetas cada uma das caixas. Uma para os sacos de prendas. Outras para as fitas. Outra ainda para os sacos de celofane e outra para o material de escritório como a fita cola, as tesouras e os furadores. Tudo muito mais simples e eficaz.

O difícil é mesmo começar. Mas um dia uma caixa, no seguinte uma gaveta e depois as estantes dos livros. Aos pouco e poucos as coisas vão ficando mais organizadas e vamos retirando de casa tudo o que não é necessário, nem nos faz falta.

Também fazem este género de arrumações? Que dicas têm para partilhar?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Eletrodomésticos: O essencial, o supérfluo e o desejável



Já não escrevo por aqui há muito tempo. Espero que me desculpem esta falta de tempo, mais do que falta de vontade. Há alturas em que algumas coisas têm mesmo de ficar para trás. Não que quem aqui vem não me mereça todo o respeito, carinho e amizade, que vos tenho, acreditem, mas porque há tantas “alterações” aqui por casa neste momento que foi preciso colocar aqui um “pause”.
Não me faltam ideias e temas acerca dos quais escrever, apesar de por vezes pensar que estes temas vos podem maçar. Não escrevo apenas por escrever. Gosto de “falar” acerca de coisas que eu acho que valem o vosso tempo, mas principalmente que vos podem ajudar, de alguma forma a modificar e a melhorar algumas das vossas rotinas, e dar-vos algumas ideias novas ou apenas relembrar aquilo que todos sabemos. Vamos lá a isto então!

Há algum tempo atrás recebi um mail de uma leitora que me perguntava quais os eletrodomésticos essenciais para se ter em casa.
A pergunta parece obvia, e tentei elaborar uma pequena lista do que é realmente essencial.
Depois de fazer essa lista - e porque a achei tão pequena - resolvi fazer um levantamento de todos os eletrodomésticos, máquina e afins que tenho em casa e percebi que, tenho realmente coisas a mais. Algumas porque comprei mas raramente usei, outras que me foram herdadas da minha mãe ou da minha avó, e outras que apesar de terem tido a sua utilidade, neste momento quase que não fazem sentido. Outras ainda que foram substituídas por outras máquinas que fazem quase tudo e eliminam uma data de outras em casa…
Sendo assim, a par de uma lista de eletrodomésticos realmente essenciais para quem cozinha de tudo um pouco mas não quer encher a casa de eletrodomésticos, uma lista de eletrodomésticos que existem na minha cozinha - e presumivelmente na cozinha de outros tantos amantes de cozinhar - e que raramente usamos - e que foram na realidade um desperdício de dinheiro e de espaço. Serve esta lista para vos ajudar a tomar decisões na hora de comprar mais alguma máquina/eletrodoméstico que tem a função de fazer apenas uma coisa, e que não usamos nem uma vez por ano!

 Eletrodomésticos essenciais

Placa
Forno eletrico
microondas (essencialmente para aquecer, descongelar algo rapidamente e derreter chocolate e folhas de gelatina!)
cafeteira eléctrica
frigorífico combinado
robot de cozinha 
batedeira - varinha mágica
máquina de café
balança digital

Eletrodomésticos que podem ter utilidade mas não são essenciais

Máquina de gelados - uso-a imenso de verão e portanto tem espaço cá em casa
Máquina de fazer pão - para quem faz pão em casa e gosta de comer pão acabado de fazer de manhã. Principalmente se não tiverem nenhum outro tipo de equipamento para amassar (tipo bimby ou grandes batedeiras), são uma ajuda simpática para amassar massas levedas.
Iogurteira - Tenha a minha iogurteira há mais de 15 anos. Continuo a gostar dos iogurtes feitos em casa e uso-a com frequência. Mais uma vez dependerá se estão dispostos a fazer regularmente iogurtes em casa e não têm outra alternativa. No entanto não é necessário ter uma iogurteira para fazer iogurtes em casa.
Máquina de tostas - Eu gosto de tostas e até tenho uma máquina. No entanto já não a uso há uns bons meses. Se forem grandes amantes e não tiverem preguiça de a tirar, usar e limpar.
Máquina de Waffles - Uso-a 3 a 4 vezes ao ano. Não é essencial e pode ter pouca utilidade, mas o dia em que o lanche são waffles, principalmente se temos os amigos em casa, é uma festa!
Grelhador eletrico - Se não tiverem outra possibilidade de fazer grelhados na varanda e não tiverem vizinhos chatos, é sempre uma alternativa para comer um peixinho grelhado de nos meses de verão.
Batedeiras grandes, com braço - Têm bastante utilidade para quem cozinha muito, principalmente bolos, massas levedas ou sobremesas. Para a maioria das pessoas, que faz um bolo ao fim de semana e não se aventura em grandes coisas, acabam por ser pouco usadas, ou não usadas no seu máximo potencial. (Tinha uma, herdada da minha avó, mas que foi para casa da minha mãe. Usava-a para 2 receitas que fazia uma ou duas vezes por ano!)

Eletrodoméstico com pouca ou nenhuma utilidade

Máquina de fazer bolachas para gelados (cones ou taças) - usei uma única vez
Panela de Arroz ou Panela de cozedura lenta - foi herdada da minha mãe que a recebeu de prenda de casamento e nunca a usou. Eu usei-a duas vezes. É só algo que está por ali a encher o armário
Liquidificadora - Até que podem ter alguma utilidade, mas tendo uma varinha mágica ou um robot de cozinha (normal ou tipo bimby) acabam por ser mais um mono na cozinha.
Abre latas elétrico - faziam sentido há uns anos atrás, quando as latas não tinham abertura fácil. Neste momento raras são as embalagens que não as têm, pelo que se tornaram desnecessárias.
Máquina de donuts, de cupcakes, cakepops… - não tenho nenhuma destas máquinas, portanto a minha opinião é baseada na minha experiência. Acho que máquinas que só servem para fazer uma coisa acabam quase sempre esquecidas depois do entusiasmo inicial. Para uma ou duas vezes ao ano, podemos ter mais trabalho e fazer tudo “à mão”.
Passe Vite elétrico -  Apesar de cá em casa adorarmos puré, e de o fazer com alguma frequência, principalmente nos meses mais frios, não uso o meu passe-vite eléctrico há anos. É chato de lavar, e de retirar toda a batata que fica agarrada a todas aquelas partes. Despacho-me muito mais depressa com um esmagador manual, que custou 2€ e que resolve o assunto sempre na perfeição.

Não quero fazer deste post, um post sobre os novos robots de cozinha tipo Bimby. Mas nos dias que correm é inevitável falar deles, ou de dar a minha opinião pessoal sobre a vantagem ou não desses robots.
Durante muito tempo disse que não se justificava dar tanto dinheiro (na altura apenas havia a Bimby) por essa máquina, uma vez que quase tudo podia ser resolvido e preparado com outras máquina que normalmente temos em casa. Actualmente há robots qe custam um terço do valor de uma Bimby, sem estarmos aqui a avaliar se são ou não tão bons. (A final cada um compra de acordo com a sua bolsa!)
Há três anos que tenho uma Bimby. Se acho que vale a pena? Sim. Se tiro partido dela? Todos os dias. Mas continuo a achá-la muito cara e acho que é divicil que se “rentabilize” uma Bimby. Só mesmo se for alguém que comprava tudo feito e só com  a compra da dita máquina passou a fazer em casa o que comprava.
Onde eu acho que este tipo de robots são úteis, é na gestão do tempo. Mesmo para mim - e outras pessoas que conheço - que adoram cozinhar e cozinham imenso, estes robots são uma ajuda preciosa. Contam-se pelas mãos as vezes que fiz uma receita dos livros da Bimby. Uso-a sempre como complemento à minha cozinha e forma de cozinhar. Amasso por lá quase todas as massas levedas, porque me poupa tempo e trabalho, e há alturas que não me apetece fazer essa tarefa à mão, principalmente quando se está a fazer o pão semanal habitual enquanto se faz o jantar. Uso-a para fazer sopas, pois adoro a cremosidade que lhes dá. Trituro grão de bico e arroz e aveia e amêndoas para fazer farinhas em casa. Uso-a para cozinhar a vapor - talvez uma das maiores funções que lhe dou, normalmente os legumes do jantar enquanto por baixo se faz a sopa. Uso-a também para fazer o molho bechamel, em vez de estar de barriga no fogão sempre a mexer, e passei também a fazer lá a minha receita habitual do leite creme, apenas porque me poupa tempo e fica igualmente bom.
É útil para quem cozinha de tacho e tabuleiro, mas também para quem se aventurou a cozinhar apenas e só porque tem uma máquina destas.
Fazem as vezes de outros equipamentos, mas mesmo assim acho útil continuar a ter varinha magica, balança digital, ou até batedeira electrizo, até porque continuo a fazer todos os meus bolos de forma tradicional e acho que ficam melhores que feitos na Bimby.
É uma questão de orçamento, mais do que outra coisa. Podemos todos viver sem elas, não são imprescindíveis, mas são práticas em muitas coisas. 
Cada um deverá pesar os seus prós e contras e ver, até que ponto necessita ou não de uma máquina destas. Não é imprescindível, mas todos sabemos que é um bem muito apetecível!

Que eletrodomésticos acham essenciais? Quais os que acham completamente supérfluos? Qual a vossa opinião acerca de robots tipo Bimby?

Fica aberta a discussão e as opiniões diversas na caixa de comentários!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Haverá um método certo para fazer a ementa semanal?


Apesar de este ser um tema recorrente aqui no blogue, são sempre muitas as dúvidas e questões que me colocam sobre o tema de organização e planeamento da ementa semanal. Porque não conseguem fazer a ementa, porque  é difícil seguir um plano pré existente quando há dias que apetece outra coisa, porque não sabem como reduzir a compra de produtos desnecessários e apenas comprar o que necessitam para a semana, sem excessos ou desperdícios.
Nem sempre é fácil. Ou melhor: à medida que o fazem com mais frequência torna-se cada vez mais simples e intuitivo. Como todas as coisas que não estamos habituados a fazer, o início pode ser um desafio, mas rapidamente, assim que entrarem na rotina, torna-se tudo mais simples.
Eu própria já “alterei” os meus próprios métodos algumas vezes. Porque descobri outras soluções que resultam melhor comigo, porque me adaptei melhor a outra ideias. E isto vai acontecer com todos. Não há um método infalível para fazer e organizar a ementa semanal, e muito menos um método que funcione com todas as pessoas. O melhor é mesmo começarem e depois irem fazer pequenos ajustes até conseguirem o que resulte melhor com vocês.
Há no entanto pequenas sugestões universais que acho que podem resultar com todos.

  • Planear semanalmente: Antes de começar a fazer as ementas semanais, usei durante algum tempo um planeamento mensal. É mais difícil de organizar e ainda mais difícil de cumprir. Temos uma pior gestão dos nossos recursos alimentares e uma maior tendência de deixar estragar. E invariavelmente obriga-nos a fazer compras intercalares quase semanais, no caso do pão, frutas e legumes, iogurtes e queijo ou fiambre. E é também mais difícil conseguirmos tirar um maior proveito das sobras de outras refeições.

  • Pré escolher as receitas que queremos fazer: Ter uma lista de receitas que queremos fazer durante a semana e comprar especificamente para aquelas receitas costuma ser um método que resulta. Se é daquelas pessoas que não gosta de planear à segunda vai comer frango e à terça feira pescada, deixe em aberto o que é o jantar em cada dia, mas escolha as receitas que pretende preparar durante toda a semana, fazendo uma lista de receitas em vez de uma ementa semanal. Pessoalmente acho que resulta melhor uma ementa semanal, mas nós não somos todos iguais, nem todos temos de usar o mesmo método.

  • Escolher ingredientes em vez de receitas: Se gosta de deixar em aberto a criatividade no momento de preparar o jantar, em vez de decidir o que comer a cada dia com receitas e refeições definidas, escolha apenas o ingredientes principal e deixe-se inspirar par criatividade do momento. Pessoalmente uso este método muitas vezes. Quando não tenho uma ideia definida e exata de uma receita, na ementa semanal, em vez de escrever a receita a fazer escrevo apenas o ingrediente principal e cozinho de acordo com a inspiração do momento. Perfeito para quem é criativo, mas péssimo para quem não tem ideias novas e nunca sabe o que cozinhar. Vai acabar na mesma rotina de todos os dias.

  • Dia em aberto: Deixe sempre alguma margem para evitar os desperdícios. Cá em casa costumam ser os jantares de domingo, onde escrevo na ementa “qq coisa rápida”. Aqui tenho a margem para acabar com as sobras da semana, ou de inventar qualquer coisa na hora. Mesmo naqueles dias em que dizemos que não há nada para jantar, facilmente sai uma pizza caseira, uma quiche, uns ovos com qualquer coisa ou uma simples massa com aqueles indispensáveis em qualquer despensa. Esta é uma das melhores maneiras que conheço de combater as sobras do frigorífico e onde muitas vezes saem combinações curiosas e jantares de tapas.

  • Ter noção do que realmente consumimos: Este é talvez o tópico mais difícil de explicar, e aquele em que apenas a expediência e a pratica nos vai ajudar. Saber aproximadamente a quantidade de queijo e fiambre que consumimos semanalmente para não comprar a mais e não deixar estragar. Saber quantos iogurtes comemos, aproximadamente quantas peças de fruta, ou a quantidade de legumes aproximada para as sopas e acompanhamentos de uma semana. Tudo bem que a fruta aguenta mais e uma semana, e que podem sobrar legumes e saladas que também aguentam mais dois ou três dias. Mas é muito mais saboroso comer espinafres apanhados à dois dias, do que andar a escolher as folhas já pouco viçosas dos espinafres comprados na semana anterior e que não chegamos a consumir. Ou comprar uma pêra no ponto certo de maturação, do que andar a comer as pêras que já se estão a estragar porque compramos 2 kg e agora temos de as comer todas e depressa antes que vão parar ao lixo. Só com a prática conseguimos um menor desperdício nesta área, e eu sei que nem todas as pessoas gostam de chegar à véspera de ir às compras com pouca coisa em casa. Cá e casa resulta, o desperdício passou a ser mínimo e se vou às compras no dia seguinte, não me importo de ter aberto o último pacote de leite.

  • Tirar partido das promoções: Atualmente todos os supermercados fazem promoções semanalmente, quase sempre das mesmas coisas, ou ciclicamente das mesmas coisas. Pessoalmente acho que quase que não faz sentido comprar quantidades enormes de carne só porque está em promoção. Na maior parte das vezes, passado um ou duas semanas um ou outro supermercado voltam a fazer a mesma promoção. No entanto aproveito algumas promoções para elaborar as ementas semanais. Posso aproveitar para comprar, por exemplo, polvo numa determinada semana porque sei que está em promoção. Ou então, apesar de saber que tenho tudo o que necessito para essa semana aproveitar para comprar e já ficar com uma refeição definida para a semana seguinte. Mas comprar 5kg de febras ou 3 kg de dourada - até porque somos só dois cá me casa - apenas porque está em promoção é um investimento que eu prefiro não fazer. MAS, cada um deverá utilizar as promoções e descontos da maneira que acha que trás um maior benefício ao seu método e planeamento das compras e da economia doméstica.

  • Anotar tudo: Fazer inventário da arca congeladora e saber tudo aquilo que temos congelado. Anotar que é necessário comprar farinha e açúcar assim que abrimos o último pacote. Definir refeições com todos os ingredientes disponíveis em casa, nem que seja apenas para saber o que temos em casa. Escrever numa lista a falta dos ingredientes assim que dermos por isso.

  • Fazer Stock: Mais uma vez, as promoções semanais de todos os supermercados vieram tornar desnecessário a maior partes dos stocks alimentares. De vez em quando lá aparece uma promoção ou acumulação extraordinária, mas actualmente as promoções repetem-se e tornam os stocks quase desnecessários. Coisas como azeite, café, açúcar, farinha, massas, atum, iogurtes, salsichas, detergentes, papel higiénico…. estão quase todas as semanas em promoção. Quase que basta fazermos uma gestão simples do que temos em casa, comprar no máximo duas unidades que quase de certeza que da próxima vez que necessitarmos comprar está novamente em promoção.

  • Dividir compras: Muito se fala também acerca de dividir as compras por vários supermercados. Mais uma vez só a pratica, o saber realmente quanto custam os produtos que consumimos, e a distância que temos de percorrer para ir a certos supermercados podem determinar corretamente se vale ou não a pena. Eu tenho um supermercado de eleição, mas faço compras em quase todos os outros. E compro coisas específicas em certos supermercados. Porque gosto da relação qualidade/preço, ou porque gosto apenas muito de certos produtos, ou porque há promoções que valem a pena. Toda essa gestão acaba por compensar. Principalmente se a conseguirem encaixar na vossa rotina semanal, sem que para isso percam demasiado tempo em ir às compras. E sim, para ir a vários supermercados é também necessário ter uma “disciplina” que não nos faça comprar tudo o que queremos, mas apenas o que realmente necessitamos.

  • Necessito mesmo disto?: Há coisas que não compro habitualmente. Porque não necessito, porque não trás nenhuma mais valia para a nossa alimentação, porque prefiro gastar esse valor e comprar um bem essencial que poderá ter maior qualidade do que comprar algo supérfluo. Mais uma vez, cada um saberá melhor do que ninguém os seus hábitos de consumo e o que é realmente importante para si. Por mero exemplo aqui fica uma pequena lista de coisas que não compro, porque acho que não são necessárias, ou porque as faço em casa, ou apenas porque não: Bolachas, snacks salgados, compotas, refeições prontas ou congeladas, sumos e refrigerantes (excessão feita para a ocasional coca-cola porque eu gosto e de vez em quando sabe-me bem!), bolinhos e sobremesas, batatas fritas, cereais de pequeno almoço, guloseimas)


  • Lista de Compras Sempre: Podemos planear tudo muito bem. Ter a ementa semanal organizada e inventário do congelador mas, se não usarmos uma lista de compras e aprendermos a comprar apenas aqueles itens - que são os que realmente necessitamos - toda esta gestão de reduzir e evitar desperdício vai por água a baixo. Além de nos esquecermos de metade do que temos para comprar. Assim de repente quem é que se vai lembrar de tudo o que necessita para uma semana de refeições e ainda das coisas que estão a acabar lá por casa? Torne a lista de compras sua amiga e não saia de casa sem ela.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Desperdício Zero


Eu sei que já passou algum tempo desde a ultima vez que aqui escrevi, mas este início de ano está a ser mais atribulado e ocupado do que eu pensava. Mas pronto, aqui estou de volta.

Como sabem,  a questão do desperdício alimentar é algo com que me preocupo. Muitas vezes, e quase sem querermos, acabamos a desperdiçar alimentos. Seja porque compramos mais quantidade do que a que necessitamos, porque não sabemos gerir o conteúdo do nosso frigorífico e stock de produtos frescos, ou simplesmente porque não sabemos o que fazer com algumas “sobras” que entendemos como desperdiço.
Em relação a comprar mais quantidade de alimentos do que aquela que necessitamos, nada melhor do que a solução mais do que falada das ementas semanais. Eu sei que o assunto já cansa um bocado, mas quem nunca implementou esta solução, não sei se perceberá bem como isto faz a diferença. E não é apenas uma aprendizagem de uma ou duas semanas. Leva algum tempo a termos uma percepção real do que gastamos semanalmente e da quantidade necessária para termos o mínimo de desperdício. Seja o pão, a fruta, os legumes e a fruta ou até a carne e o peixe. E se muitas vezes a solução passa por congelar, noutros caso isso nem sempre é possível.
E aqui, entra a questão de saber gerir o conteúdo do frigorífico e o stock dos produtos frescos ou com validares limitadas. E que acaba por estar ligado à questão das ementas semanais.
Se por uma lado fazemos a ementa, planeamos as refeições, por outro há sempre as sobras habituais, os “restinhos”, as duas cenouras que ficam na gaveta, o resto do pacote do queijo, ou os cogumelos que não usamos todos. 
Aqui em casa, na quinta ou na sexta feira é tempo de dar uma volta ao frigorífico e ver o que está a mais e “gastar” esses alimentos numa refeição improvisada antes de fazer uma refeição de raiz. Sim, há uma alteração da ementa semanal. Ou não. Porque a nossa ementa pode sempre já ter previsto o dia de limpeza. E mesmo naqueles dias em que achamos que não há “restinhos”, nem sobras, há sempre uma massa rápida que de pode fazer, uma lata de atum e grão de bico na despensa, um pouco de pão para umas bruchetas, ou até umas empadas caseiras congeladas que servem o propósito.
Assim, ao preparar a nova ementa semanal e a nova lista de compras - mas principalmente antes de irmos às compras - não há nada que se esteja a desperdiçar ou a estragar.
Eu sei que há algumas pessoas que não gostam de ter o frigorífico quase vazio. Mas se vão às compras ao sábado de manhã, qual é o mal de gastarem a ultima peça de fruta na sexta à noite, ou de usarem a ultima couve no jantar de sexta-feira. O frigorifico poderá estar quase vazio, mas se não houve desperdício de nada, se conseguiram planear todas as refeições de forma equilibrada e sem faltar nada, que mal pode ter, a não ser uma boa gestão do que compramos?
Mas se estamos a falar de desperdício alimentar, há outra questão que não pode nem deve ser esquecida, e que, em troca de comentários com uma leitora do blogue As minhas receitas, acho que faz todo o sentido. E o desperdício dos alimentos que já damos como desperdício?
A rama das cenouras, beterrabas ou nabos? Os talos dos brocolos e das couve flor? A fruta tocada? A rama do alho françês e até a casca das cenouras?
Aparentemente vemos tudo isso como um desperdício, mas facilmente podemos aproveitar algumas destas coisas de formas que nem sabíamos ser possível.
A rama da cenoura (principalmente válido para quem compra cenouras no mercado onde ainda se vendem com rama, ou que as trazem da horta), dá um excelente esparregado, sabiam? Mas também é possível utilizar em pesto, ou na sopa como se fosse um caldo verde. A rama das beterrabas pode ser cozida e salteada, assim como as dos nabos, ou usada para fazer uma espécie de arroz de espigos, mas em vez de espigos usar as ditas ramas. E há também a possibilidade de usar em risotto. Podem não acreditar mas com a rama da betarraba fazem um risota que fica cor-de-rosa e até bastante saboroso, segundo o que consta. (Só estou à espera que as minhas beterrabas cresçam para poder experimentar!)
A fruta tocada pode acabar num sumo natural, num bolo ou numa sobremesa. E podem sempre congelar para utilizar mais tarde em sumos, smothies ou batidos.
A abóbora que compraram e ainda não utilizaram e está a começar a ficar tocada, pode ser desde logo assada e triturada. E assim, quando quiser preparar um risotto ou um puré, já tem meio caminho andado. 
A carne que é só um bocadinho, ou o peixe que também não é muito com mais qualquer coisa como um pouco de chouriço ou de atum, e um pouco de massa acabam numas empadas ou nuns pasteis. E algo que nem dava para um, dá agora para dois ou três.
Há depois aquelas receitas perfeitas para aproveitar restos: fartes salgadas, pastelões de ovos (fritatas), lasanhas, massas ou um arroz de “misturada”.
As claras que sobram do leite creme podem acabar em suspiros que rapidamente se tornam uma sobremesa com umas natas batidas e um pouco de frutos vermelhos.
O pão que vai ficando duro deve ser ligeiramente seco no forno e depois ralado. E podem congelar e ter assim pão ralado sempre pronto a utilizar seja para colocar por cima de um gratinado, seja para usar para fazer um rolo de carne ou umas almôndegas.
A rama do alho francês, juntamente com as cascas das cenouras e outros supostos desperdícios, dão um caldo caseiro de legumes, juntamente com outros aromáticos e depois de devidamente coado por uma gaze. Para risotas, sopas ou até para um simples arroz ou carne estufada.
E se deita fora os talos dos brócolos e da couve flor, nem sabe o que está a perder. Cá em casa usam-se para as sopas e ficam deliciosas e cremosas e é uma opima maneira de usar menos batata - isto para quem coloca batata na sopa.

Isto são apenas pequenas sugestões para evitar desperdiçar, e aproveitar tudo ao máximo. E que soluções é que vocês usam?  Vamos evitar o desperdício? Deixem as vossas ideias de aproveitamento na caixa de comentários.