segunda-feira, 4 de julho de 2016

Compras Fraccionadas (e aproveitar fruta mais madura que se comprou a um bom preço!)


Provavelmente não sou a única pessoa que se tem debatido com isto, mas, nos últimos tempos cada vez faço menos compras em supermercados. Ou melhor, quase que deixei de comprar os frescos nos supermercados. Por vários motivos, sendo que o principal é que acho que encontro produtos de melhor qualidade e a melhor preço fora das grandes superfícies.
Com a horta Terra Fresca e com as minhas idas semanais ao mercadinho biológico, já comprava cada vez menos frutas e legumes no supermercado. (Principalmente legumes.) E depois havia dias em que ficava realmente desiludida com algumas das compras no supermercado. Muita fruta e legume importados - e eu tento comprar sempre produtos nacionais e de época - muita fruta “bonita” por fora, mas com pouco sabor. Aos poucos comecei a procurar outros sítios onde conseguisse encontrar fruta e legumes de melhor qualidade que colmatassem as falhas do que posso comprar habitualmente no mercadinho biológico e do que conseguia trazer da horta.
Com isto não quero dizer que deixei de comprar nas grandes superfícies, até porque por há alguns produtos que são mais difíceis ou até impossíveis de comprar nos mercados, mas passei a comprar cada vez menos coisas e com menor frequencia.
Nos ultimos tempos passei a frequentar uma “pequena” frutaria de bairro,perto de casa dos meus pais, com imensos produtos nacionais, bons preços, e principalmente com aquela fruta que por ter um calibre mais pequeno é muitas vezes “rejeitada” pelas grandes superfícies. Claro que também há as frutas exóticas, importadas, mas na fruta e legumes da época, nos produtos nacionais, há normalmente bons preços e boa qualidade.
Outro dos motivos que me leva a gostar bastante deste género de comercio mais tradicional, é o facto de, quando a fruta está mais madura, fazerem preços mais baixos. Coisas que as grandes superfícies normalmente não fazem, e que muitas vezes desperdiçam ou deitam fora.
Esta semana que passou consegui comprar banana da madeira a menos de 0,80€ por quilo. Realmente estava madura - mas mesmo no ponto que os meus filhos gostam, e quando está perfeita para bolos, batidos, gelados e smothies. O melhor de tudo foi trazer mais de 2 quilos e aproveitar para congelar banana nacional para gelados e smothies. E o mesmo com os morangos, que por já estarem mais escolhidos estavam com um preço mais simpático, e que estão no ponto para congelar para os batidos e gelados que vamos fazendo aqui por casa nesta altura do ano.

Actualmente acabo mesmo por ir ao supermercado para mercearias, fraldas, papel higiénico e produtos de higiene e limpeza. Cada vez mais fracciono as minhas compras mas, curiosamente não gasto mais tempo, porque sei exatamente o que quero de cada sítio, e tenho uma enorme vantagem de ter todos estes locais muito perto de casa e num raio de 2 ou 3 quilómetros.

Quem mais faz as compras fraccionadas e prefere o comercio mais tradicional e os mercados para os produtos frescos? Que locais aconselham nas vossas cidades? (Podem sempre ser útil para outros esta informação!) 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Aproveitar o desperdício: Fertilizante Caseiro



Já por aqui disse muitas vezes que nós cá em casa separamos todo o lixo. Desde os habituais, vidro, papel e metal e plástico. As pilhas, as capsulas de café, as rolhas, os medicamentos fora de prazo. Tudo bem separado do lixo comum. Agora, que temos as nossas galinhas, também separamos todos os restos de comida, aparas de legumes e fruta para lhes servirem de alimento.
E com a mini horta e o jardim, aprendi que com outros desperdícios cá de casa  - e de todas as casas - se podem fazer fertilizantes caseiros, livres de quimicos, quer para as plantas que estamos a alimentar, quer para o meio ambiente.
É uma forma de além de poupar dinheiro, de reciclar alguns resíduos orgânicos do dia a dia e de criar um ambiente mais saudável.
Que resíduos caseiros é que podemos utilizar?
Casca de ovo, casca de banana e borras de café! Fácil, não é?
Ora bem, as borras de café fixam o azoto no solo e melhoram os níveis de matéria orgânica. As casas de banana são ricas em potássio, fósforo e cálcio e ajudam na floração e frutificação das plantas e as cascas de ovos são ricas em cálcio que é importante para o bom crescimento celular das plantas.
E como fazer disto um fertilizante? Aqui por casa é simples. Num saco ou taça vou guardando as borras de café, as cascas de ovo e as cascas de banana. (Eu depois fecho o saco e guardo no frigorífico para impedir que fiquem bolorentas ou que apareçam mosquitos).
Quando já tenho alguma quantidade, coloco tudo no robot de cozinha e trituro até ficar bem fino, e depois é só colocar na base das plantas, flores ou hortícolas, misturando ligeiramente com o solo.
Simples não é?

Espero que tenham gostado da sugestão! As plantas cá de casa parece que têm estado a gostar! Até porque começam a aparecer os primeiros resultados na mini-horta. Já comemos alface, rúcula e espinafres e parece-me que em breve vamos apanhar os primeiros morangos!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A Lavandaria: organização de roupas e a arrumação do espaço



Qual a grande vantagem de ter uma casa com espaço? Poder organizar e arrumar muito melhor as nossas coisas. Poder ter espaços específicos para determinadas tarefas e poder, finalmente ter uma lavandaria!
Na nossa nova casa o espaço que determinamos para a lavandaria era um espaço de arrumação e com pouco uso para os anteriores proprietários. Inicialmente a divisão era apenas uma grande espaço, com uma das paredes forradas com enormes armários - que mantivemos e o restante espaço estava simplesmente livre para o que fosse necessário: apoio a alguma festa ou refeição no jardim, arrumação diversa. Na minha opinião o espaço estava mal aproveitado, uma vez que tem saída direta para o jardim e, além de apoio seria uma maravilhosa e arejada lavandaria.
E foi esse o nosso projeto. 
A lavandaria, não acaba por ser apenas uma lavandaria. Além dessa função, e de arrumação de todo o material envolvido no tratamento da roupa, como o ferro, a tábua de engomar, a máquina de costura, cestos de roupa suja e detergentes diversos, é também o espaço (dentro dos tais enormes armários que já existiam), onde está a arca frigorífica, onde arrumamos artigos diversos como o papel higiénico e os utensílios do jardim e onde se encontram também as sobras dos materiais usados nas obras.
A lavandaria atua também como uma “Mud Room”. Onde ficam os sacos do ginásio, os sapatos sujos, os chapéus de chuva molhados, e onde muitas vezes deixo ficar e preparo alguns hortícolas com terra que trago do mercado. Ou seja, tudo aquilo que “suja” fica nesse espaço.




Para a lavandaria aproveitamos os móveis existentes na cozinha original da casa. Em vez de apenas os destruirmos, e como não estavam em muito mau estado (e eram simples e brancos), pedimos ao carpinteiro para os retirar da cozinha original - onde houve depois demolições e outro aproveitamento de espaço, e a transferisse então para a lavandaria. Aproveitamos praticamente todos os armários, com a excepção do armário onde estava o forno, que estava me muito mau estado, a pedra da bancada, que teve apenas de levar um pequeno ajuste para caber no novo local, e até o lava louças original mantivemos para a lavandaria pois torna-se pratico para lavar pequenas peças de roupa, limpar algumas coisas e servir ao tal apoio de “mud room”.
Bastara depois pequenos remates de carpintaria e uma torneira nova, que ninguém diria que aqueles móveis não estiveram ali desde o início. O resto da divisão não teve grandes alterações. O chão mantivemos o que existia - porque é de mais fácil limpeza e serve o propósito da divisão e, em vez de removermos os azulejos originais, optamos por pintá-los de branco, para dar um ar mais clean - e mais a nosso gosto - à divisão. (Tal como em toda a casa substituímos caixilharia!)
Por baixo da bancada colocamos a máquina de lavar roupa e a máquina de secar. 



Aproveitamos os restantes armários inferiores para colocar cestos de roupa suja. São apenas caixotes do IKEA, aos quais o meu habilidoso marido colocou umas calhas que estão fixas aos cestos e permitem puxá-los para  colocar e tirar roupa, deslizando sobre essas mesmas calhas. Ficou muito prático e eficaz.
Na parte de cima dos armários é onde se arrumam os detergentes em uso e os de stock, os produtos de limpeza da casa, e serve de “despensa” onde se arrumam os excedentes das pastilhas da máquina da louça, dos produtos de higiene pessoal e afins.
Como há muita arrumação há ainda espaço para arrumar frascos de vidro vazios, para depois colocar as compotas e afins, para arrumar caixas com artigos decorativos para festas, velas e castiçais. E ainda alguns armários onde se encontra louça para as refeições no jardim, mas que estão provisoriamente nesse local à espera que outros projectos e ideias fiquem prontos.
Na lavandaria ficou também, para além da maquina de costura, um armário que estava no quarto do Zé, na casa antiga, e que agora serve para arrumar passadeiras, a caixa de costuma e sacos de compras e afins. A nossa antiga mesa da cozinha também está na lavandaria onde serve de apoio para os cestos de roupa. Novo só mesmo o cabide onde se pendura a roupa diretamente nos cabides, ficando assim pronta para arrumar.
Confesso que este é um dos espaços mais práticos cá de casa, e uma das principais vantagens de ter muita arrumação.

Espero que tenham gostado das ideias/sugestões.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Jardim e a Mini-Horta


São inúmeros os projetos na nova casa. Para quem, como eu sempre morou em apartamentos, uma casa envolve muito mais tarefas, projetos e bricolages do que eu poderia pensar.
Como viemos para cá morar a meio de Julho passado, fomos de férias em Agosto e o António nasceu em Setembro, o verão praticamente passou e nós acabamos sem dar grande uso ao nosso jardim.
Temos um simpático espaço exterior, relvado e com um pequeno pátio já feito por nós, para colocar mesa e cadeiras para refeições ao ar livre. A casa já tinha também um alpendre com churrasqueira, forno a lenha e espaço de bancada e lava louças nesse mesmo alpendre, e ainda uma espécie de gaiola e uma casota para o cão.



Será finalmente este ano que vamos organizar esse espaço exterior, já que o ano passado pouco o usamos.
O espaço com a churrasqueira e o forno a lenha é para manter e necessita apenas de algumas pequenos arranjos e decorações. A antiga gaiola dos pássaro será para albergar galinhas poedeiras - sim, eu vou finalmente ter galinhas! - e o espaço onde está a casota do cão vai ser “demolido” para albergar uma zona mais lounge de apoio ao jardim e churrasqueira, e para podermos desfrutar do jardim nos meses quentes. Já temos os materiais - que vão manter-se no estilo já existente, mas estamos à espera que o tempo dê umas tréguas para conseguirmos fazer essas pequenas obras.
Temos também umas melhorias a fazer na zona da churrasqueira, como ligar uma máquina da louça para apoio - porque a cozinha da casa fica no primeiro andar e andar com louça para cima e para baixo não é uma opção, mas estamos também a adiar o projeto para quando o tempo melhorar.


O que entretanto avançamos, foi a pequena mini-horta no jardim. O cantinho das aromáticas ficou pronto ainda o ano passado, como podem ver neste post aqui, mas com mais de 22 metros de canteiro a toda o comprimento do jardim, a ideia da horta não podia ser posta de parte.
Com uma parte desse canteiro, com 40cm de largura e com 15 metros de comprimento fizemos uma mini-horta. Com réguas de pinho nórdico tratado de 240mx14,5cm (compradas no Leroy Merlin a 5,90€/cada), uns parafusos e berbequim e um marido habilidoso, aproveitamos então o canteiro para fazermos umas caixas de madeira para separar a relva da horta e poder dar mais altura aos canteiros. Depois de feita a caixa de madeira enchemos com substrato universal e finalmente cobrimos com plástico. 
Na véspera desta empreitada, tinha ido à Feira e comprado uns 20 pés de morangueiros, tomateiros variados, rucula, espinafres, beringelas, pimentos, courgetes e alfaces. Com um plantador furei diretamente o plástico e coloquei os pés das plantas na terra. Cobrimos tudo com casca de pinheiro. Ajuda a manter a terra limpa de ervas daninhas e, segundo me explicaram a manter a humidade da terra. No caso dos morangueiros é uma das melhores maneiras de os ter.
A ideia das caixas de madeira tem também outra utilidade, porque torna mais fácil a tarefa de cortar a relva sem danificar as plantas, o que seria mais difícil se estas estivessem à mesma altura da relva. Portanto, apesar de algum valor gasto nas réguas de madeira, este projeto seria sempre assim feito, mesmo que não houvesse a mini-horta. Também já tínhamos o plástico e a casca de pinheiro colocada no canteiro desde o verão passado, pelo que a principal compra para a mini horta - para além das plantas que custaram todas menos de 10 euros, foi mesmo a substrato.
A nossa mini horta ficou pronta há exatamente uma semana, e mesmo assim já se notam imensas diferenças nas plantas. Os morangueiros já cresceram imenso e estão viçosos, assim como tudo o resto. Ao que parece, e para já, está tudo pegado. E a chuva dos últimos dias parece ter ajudado.
Esta parte do jardim já está. Agora falta terminar o resto das caixas de madeira para o resto do canteiro - por causa da relva e por causa de outras plantas que crescem nessas áreas, como um limoeiro, loureiro, uma roseira, uma costela de adão e jarros…. E mesmo assim ainda acho que vou conseguir mais uns metros de horta. Estou com ideias de plantar maracujás!

Esperemos então pelo fim do mês para começar as pequenas obras no que será o nosso “lounge”, acabar o sofá de paletes (já temos um pronto, mas temos paletes para outro e ainda uma mesa) e ver se pomos a zona de churrasqueira em funcionamento. E a ver se as galinhas finalmente vêm habitar para a sua nova casa.

Só falta depois o bom tempo para podermos usufruir de tudo isto…..

E os restantes sortudos com espaços exteriores? Como rentabilizaram o vosso espaço? Como o aproveitam?

sexta-feira, 4 de março de 2016

Aos Poucos: Bricolages e afins!


Apesar de já termos mudados e casa em Julho passado, só agora alguns pormenores começam a ganhar forma.
Viemos para aqui morar comigo já muito grávida e prestes ir de férias. Com a mudança deixamos os móveis exatamente onde os queríamos, o quarto dos miúdos mais ou menos compostos organizados. De uma maneira geral estava tudo composto, mas sem grandes pormenores decorativos. A casa esteve sempre composta, mas com muitos projetos pendentes e ideias para se irem fazendo, como deve ser numa casa.
Entretanto com um novo livro para terminar, um António para nascer, e as coisas prioritárias da casa feitas, os projetos foram sempre ficando para segundo plano.
O António nasceu e fico maiorzinho, o livro entregue e a sair e eu comecei a voltar a focar-me na minha casa. Finalmente.




E foi assim que os quartos dos miúdos começaram a ganhar vida. Fiz os quadrinhos do António com a primeira roupa, com as ilustrações do anjo da guarda que a querida Rita Duque (Asas de Peixe) ofereceu aos pequenos, e outros pequenos mimos que andavam cá por casa. 
O quarto do Zé Maria finalmente ganhou o papel de parede que tinha idealizado desde o início e começa a ter um quarto de rapazinho em vez e bebé. Os quadros foram finalmente colocados no local certo e o quartos.
Para isso molduras e quadros do IKEA, alguma imaginação e paciência e recordações únicas no quarto de cada um deles. O papel de parede do Zé Maria veio de Leroy Merlin, aplicado por eles, e ficou realmente muito bonito.
Tudo o resto eram as coisas que já existiam no quarto deles, mas que ainda estavam à espera de serem colocadas no local certo.




Também no meu quarto houve alterações. Trocamos as mesas de cabeceiras escuras por umas brancas da Zara Home, e foi na verdade a única coisa que compramos. Aproveitamos depois uma prateleira preta do IKEA que estava na nossa sala antiga, que pintamos de branco e colocamos no nosso quarto. Há ainda um projeto em andamento para a cabeceira na nossa cama e uma mesa de apoio que era da avó, e que estamos a pintar de branco para colocar no meu escritório do sotão.
Até o nosso sótão levou uma enorme reorganização e está muito mais funcional.
Decidi fazer uma pequena lista, divisão por divisão, das coisas que ainda quero alterar/mudar/comprar, para as ir fazendo aos poucos e poucos. Porque há ainda muito por fazer: há cortinados em falta na sala e no nosso quarto, a parede de fotos de família por organizar, a churrasqueira e zona de “chill out” do jardim por preparar (que vai levar um sofá de paletes!), a lavandaria que além da roupa é armazém de bricolage e esta um bocado caótica, coisas por pintar…. 
Aos poucos e poucos a nossa casa vai realmente tomando forma, com imensos projectos de DIY que nos têm dado imenso gozo a fazer.

E vocês? Também fazem projetos caseiros nas vossas casas?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Presentes Simples. Pessoas Felizes



Como sabem adoro dar presentes. Principalmente pequenos mimos preparados por mim.
Quando alguém de quem gostamos nos elogia muito as bolachinhas que lhes oferecemos no natal, e nos pede a receita, o que podemos fazer?
Oferecer-lhe uma nova fornada no aniversário, juntamente com uma lata bonita, que tanto serve como embalagem oferta, como para as guardar e a receita das ditas bolachinhas.
E foi assim que com uma lata bonita - da KASA do continente - e esta receita de bolachas, uma fita e umas etiquetas, saiu uma prenda de aniversário que sei que deixou alguém muito feliz.
Muitas vezes os presentes mais simples são aqueles que deixam as pessoas mais felizes.
E a certeza de que os nossos mimos caseiros de natal foram mesmo apreciados.

Mais alguém oferece mimos caseiros fora da época natalícia? 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Caixas de arrumação no escritório


Na casa antiga os artigos de escritório, as etiquetas, fitas, lápis, sacos de celofane e afins andavam espalhados por várias caixas grandes empilhadas atrás da “biblioteca escondida” no nosso quarto, ou dentro do armário no quarto do Zé Maria. 
De cada vez que era preciso alguma dessas coisas, apesar de a procura se resumir a dois locais, nem sempre era fácil de descobrir o que precisava, porque na mesma caixa viviam vários itens, arrumados mas ao mesmo tempo baralhados. Não havia mais espaço para mais caixas e para separar melhor as coisas. Era a caixa das coisas dos cabazes de natal onde etiquetas conviviam com sacos de celofane, fitas variadas, naperons de papel, furadores e agarradores e onde era preciso retirar quase tudo para se descobrir o que era preciso bem no fundo da caixa.

Uma das primeiras resoluções ao sabermos que íamos mudar de casa, foi ir organizando todos esses itens separadamente em caixas iguais (usei umas do IKEA - transparentes e com tampa) para que cada coisa tivesse o seu sítio. Já sabíamos que íamos ter espaço, e uma estante grande, e eu poderia assim ter finalmente as minhas coisas organizadas e à mão para quando necessitasse.
Foi também muito mais simples fazer tudo isso ainda na casa antiga. Comprei as caixas, organizei tudo a meu gosto e como mais me convinha, e etiquetei cada uma das caixas. Foram depois assim, já organizadas e preparadas para a nova casa, onde apenas foi necessário colocá-las no sítio certo.
Posso dizer que no natal, no meio da azáfama dos cabazes de natal e de embrulhar os presentes, foi sempre muito fácil descobrir tudo aquilo que necessitava. Porque uma caixa só tinha os sacos de celofane. Outra só tinha as fitas e outra ainda as muitas etiquetas que antes estavam espalhadas por várias caixas. Consegui perceber que tinha muito mais coisas do que pensava - mal de ter tudo espalhado - e este ano quase que não comprei nada para complementar os meus cabazes.
Com a vida na nova casa percebo como este sistema é mesmo muito mais prático. Se preciso de um envelope, sei que está na caixa que diz material de escritório, assim como o agarrador ou o furador. Se preciso de um saco para colocar uma prenda, sei que está na caixa que diz sacos de prendas. Nada está ao monte. Apenas caixas alinhadas e arrumadas com todas as pequenas coisas que vou precisando. (Utilizei também, tal como já vos tinha contado, o mesmo método na cozinha, onde tudo está agora arrumado no local certo e onde agora e por agora, descubro sempre tudo o que preciso!)



Tudo é mais fácil quando há um local certo para cada coisa. E eu sou uma sortida porque agora tenho espaço para conseguir organizar tudo como gosto.

Mais alguém tem soluções de arrumação que queira partilhar,  que sirvam tanto para casas grandes como pra espaços mais pequenos?