segunda-feira, 18 de julho de 2016

Organização e Arrumação de Roupas de Casa e Aproveitamento de Espaço


Desde que mudei de casa - e já fez um ano - muitas são as perguntas acerca da questão da arrumação e organização das roupas. Desde que falei sobre o nosso espaço de lavandaria /sala de sujos, que me têm cada vez mais enviado mails para falar acerca da organização da roupa.
Ora bem. Como vos tinha dito, a roupa depois de seca é separada em 4 cestos: a nossa, a roupa de cada um dos miúdos e a roupa de casa. E depois de passada existem também 4 tabuleiros diferentes onde a roupa é colocada. Tudo isto porque simplifica imenso na hora de arrumar. Levam-se assim cada um dos tabuleiros de roupa para o sitio correspondente para arrumar:
  • o tabuleiro com a roupa passada do Zé Maria para o quarto do Zé Maria onde é arrumada, a do António para o quarto do António onde é arrumada, e a nossa para o nosso quarto onde é arrumada.
E a roupa de casa? Na nossa casa antiga - que apesar de ser um t2 tinha imensa arrumação - tínhamos um armário no hall de entrada, em frente à despensa e onde arrumávamos uma parte da roupa de casa, como toalhas de casa de banho, tapetes de wc e passadeiras de cozinha e toalhas e individuais da mesa de jantar. Os cobertores, edredons e roupa de cama eram arrumados no topo do nosso armário no quarto, e também debaixo na nossa cama, que é um sommier com espaço de arrumação. As toalhas e panos de cozinha, luvas de forno, toalhas e individuais de todos os dias estava tudo no armário despenseiro da cozinha que tinha umas belas gavetas e onde cabia tudo isso.
Com a mudança de casa, e com mais espaço de arrumação, toda a roupa de casa passou a ser arrumada numa das divisões do sotão, a que usamos também como quarto de hóspedes.
Nessa divisão  - que é de excelente tamanho -  existe um armário embutido, obras dos antigos donos. Nós colocamos uma cama, duas mesas de cabeceira, uma arca de viagem e uma cómoda antiga, móveis que herdei da avó, e acabei com uma divisão ainda assim cheia de espaço. 


O sotão tem um pé direito excelente, e acabamos por decidir que a parede com o pé direito mais baixa merecia a todo o seu comprimento, uma fileira de armários com gavetas para arrumar a roupa de casa, e assim ficar tudo junto, separando apenas as coisas por módulos.
Depois de alguns orçamento, colocar gavetas a todo aquele comprimento (estamos a falar de pouco mais de 6 metros) não iria ficar nada barato.
Como sabem sou grande fã do IKEA e fui procurar outra solução, que rapidamente se tornou a minha favorita.  No quarto dos miúdos temos cómodas brancas simples, de 4 gavetas brancas, do modelo Malm. Decidimos (por causa da altura do pé direito e ter espaço para mexer bem nas gavetas) comprar algumas cómodas iguais, também brancas, mas de 3 gavetas, e colocá-las a todo o comprimento. No total leva 8 cómodas, o que dá um gasto de cerca de 400€, bastante menos do que pedir ao carpinteiro para fazer algo “à medida”, com a vantagem de a qualquer altura as pudermos mudar de local e alterar novamente o espaço.
Não investimos os 400€ todos de uma vez. E estamos a comprar as cómodas aos poucos. (Neste momento já temos 6, mas ainda nos faltam duas para terminar todo o comprimento do sótão).
Custa menos assim, e vamos comprando de cada vez que temos de nos deslocar a Lisboa ou ao Porto. É certo que se houver espaço vem sempre uma cómoda...



E o que tenho arrumado por lá? As toalhas de casa de banho, os tapetes, as passadeiras da cozinha, os lençóis, cobertores e edredons, colchas, toalhas de mesa para as ocasiões especiais (as bordadas e com rendas que apenas uso ocasionalmente). 
Portanto, tudo o que é roupa de casa vai no tabuleiro correspondente para o sotão e é arrumado nas gavetas correspondentes.
O armário embutido que lá existe é onde guardo os fatos do Miguel, e os vestidos dos casamentos, roupa que raramente uso, e que escusa de estar a ocupar espaço no closet. Guardo depois dentro de capas plásticas proprias, uma vez que é roupa que estou meses (se não anos) sem usar.
A cómoda antiga também tem espaço. Uma das gavetas é para os “hóspedes” poderem guardar a sua roupa ou outros objectos pessoais, e as restantes é onde tenho algumas peças bordadas pela minha avó - que eu herdei e raramente uso, bem como toalhas de ws bordadas, que podem ser muito bonitas, mas são coisas que actualmente mal de usam.
Nas cómodas de arrunação há ainda espaço para guardar outras coisas que não se usam com frequência e até coisas dos miúdos.
Há no entanto algumas excepções que não são arrumadas no sótão, mas sim na cozinha por razões obvias e práticas: os panos e toalhas de cozinha, os individuais e toalhas de todos os dias, aventais e luvas de forno.
O que é certo é que antes de subir ao sotão, o cesto da roupa de casa faz uma paragem na cozinha....

Acabamos a aproveitar uma divisão para algo mais que um simples quarto de hóspedes - que diga-se de verdade é apenas usado ocasionalmente - e temos assim, sem interferir com outros usos, imenso espaço para arrumar separadamente e organizadamente a roupa de casa e outras coisas menos usadas.
A vantagem das cómodas é, como já disse, em qualquer altura poderem ser reorganizadas noutro espaço e com outra utilidades, se e quando me der na cabeça mudar a disposição que a casa tem atualmente. 
Cada um com a sua mania de organização (principalmente em função do espaço disponível). E em vossas casas, como é que organizam as roupas? Sugestões são sempre bem vindas. Deixem-nas na caixa de comentários.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um projeto de DIY - Estacionamento para Carrinhos


A ideia não é minha. Vi numa partilha, daquelas que se fazem pelo facebook, de várias sugestões para guardar os carrinhos, e ao mesmo tempo para brincar. Havia algumas mais elaboradas do que outras, mas a que meia me encheu s medidas é uma semelhante a esta sugestão que vos trago hoje. Creio que a original seria com materiais mais elaborados, como tubos de pvc cortados à medida, mas achei a ideia tão engraçada, que decidi criar um estacionamento para os carrinhos do Zé Maria, usando apenas coisas que habitualmente desperdiçamos.
Comecei por guardar os rolos de papel higiénico durante algumas semanas, e uma caixa de papel grosso, daquelas de 2kg de morangos ou cerejas, fez o resto.
E o resto é muito simples.: Umas canetas coloridas, dois paus de espetadas e um agrafador. Não mais de 10 minutos e um estacionamento que tem dado horas de brincadeiras e pôr e a tirar carrinhos.
Optei por não colar os rolos à caixa, pois eles encaixaram bem e ficam presos uns aos outros, depois de a caixa estar completa. Podem optar por colocar um pouco de cola, mas o meu filho mais velho, como é meio destruidor, facilmente se punha a arrancar tudo, e eu optei assim por não colar.
Depois foi escrever um letreiro com canetas de feltro numa folha de papel branco - podem sempre melhorar e fazer no computador, mas pessoalmente acho que para o efeito, e para mãos pequeninas e ainda muito destruidoras, não é de todo necessário.  Agrafei as pontas onde fiz passar um pau de espetadas cortado ao meio - um de cada lado - que depois espetei na parte de cima da caixa.
Depois é só ir buscar os carrinhos e passar horas a tirar e a pôr, a inventar histórias e cenários.
Este estacionamento tem dado horas de brincadeiras cá em casa.

Fica a sugestão para, quem sabe, colocar em prática numa tarde de férias ou num destes fins de semana!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Caixa de Medicamentos: a pequena farmácia que deve ter em casa


Em qualquer casa tem de haver um “cantinho” para guardar os medicamentos. E alguns medicamentos sempre à mão.
Graças a Deus que por aqui, e por enquanto, só há coisas básicas, como benuron, brufen e uns kompensan para os excessos...
De qualquer maneira, a partir do momento em que existem crianças em casa é sempre importante que o local que temos para guardar os medicamentos seja acessível, mas ao mesmo tempo longe do alcance dos miúdos.



Há quem goste de guardar os medicamentos na casa de banho, ou no quarto. Aqui por casa guardam-se na cozinha, dentro de uma caixa onde há de tudo (o que nós necessitamos) um pouco. A caixa está guardada na parte de cima dos armários, alto e longe deles, para evitar ao máximo os acidentes.
Os medicamentos estão dentro de uma caixa de arrumação, daquelas transparentes e baratas (2,5€) do IKEA e lá dentro há tudo aquilo que nós habitualmente necessitamos 8ou temos necessitado).
E que medicamentos devemos ter em casa? Fora os medicamentos que temos de usar caso tenhamos alguma doença crónica ou estejamos a fazer alguma espécie de tratamento, há coisas que todos devemos ter:
  • Termómetro
  • pensos rápidos
  • pomada desinfectante para arranhões e queimaduras
  • betadine
  • antipiréticos e antiinflamatórios para febres e dores (como benuron e brufen) - caso tenham crianças a versão para eles em xarope ou supositório, de preferência
  • creme ou gel anti-histaminico para picadas de insectos
  • um anti-acido ou outra coisa do género para os excessos alimentares
  • soro fisiológico
  • água do mar
  • gase esterilizada
  • Se tiver crianças, o arnidol é presença obrigatória para aliviar as nódoas negras das pancadas e das cabeçadas
  • um medicamento para a diarreia, também não é má ideia

O que é importante é não ter medicamentos fora do prazo, e ir dando uma volta de vez em quando, levando para a farmácia os medicamentos fora do prazo ou que já não use. 
E não se esqueça que xaropes dos miúdos, como o benuron e brufen só têm validade de um ano depois de abertos


Quem também tem uma pequena farmácia assim em casa? Se ainda não tem, aqui fica a sugestão!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sofás de Paletes e a Zona “Lounge” do Jardim



Dá imenso jeito ter em casa um marido habilidoso, que gosta de fazer bricolage e que tem paciência para aturar as nossas ideias. Aqui por casa, muitas das coisas que foram sendo feitas ao longo deste (quase, quase )1 ano que  cá estamos, foram feitas por nós. Pendurar quadros, cortinados, prateleiras, espelhos. Pintar mesas e bancos e paredes. Fazer canteiros e até pequenas instalações elétricas para o jardim... Um sem número de coisas que ocupam o nosso tempo livre, e que dão razão a todos os que sempre nos disseram que “uma casa dá muito trabalho”. Dá, mas nós gostamos assim!
Outra das coisas que nós - ou melhor ele -  fizemos, foram sofás de paletes para o nosso “lounge” no jardim. O que anteriormente era um canil de cão e um espaço de arrumo exterior (completamente desaproveitado), foi aproveitado para fazer o que nós agora chamamos de “lounge” uma zona de relax no nosso jardim, que poderá ser utilizada de verão e também em dias mais frios e chuvosos. Para isso deitamos abaixo a parte do canil que tinha rede e um murete, e uniformizamos o chão, colocando depois o mesmo revestimento de tijoleira que já tínhamos. (Não é aquilo que eu escolheria de origem, mas era o que já existia e tentamos manter o estilo!) Para essa pequena obra tivemos a ajuda preciosa do Sr. Lúcio, o nosso encarregado de obras de todo esta aventura de transformar uma casa com 24 anos numa casa à nossa medida (se precisarem contacto dele para obras digam-me - de completa confiança!), mas a pintura das paredes já foi feita por nós (mais uma vez eu não pintei nada, só fui comprar a segunda lata de tinta....)



Depois disso foi decorar o espaço. E para isso nada melhor do que uns sofás de paletes. No nosso caso foi um verdadeiro aproveitamento. As paletes (que tínhamos várias!) foram aproveitadas das entregas de materiais das obras cá em casa e guardámo-las já com esta ideia em mente. 
Cada sofá é feitos com 3 paletes do mesmo tamanho: duas são usadas uma sobre a outra para o assento, e foram depois bem aparafusadas uma a outra. A terceira palete é colocada para formar as costas e mais uma vez aparafusada às restantes. Em 30 minutos fazem os sofás, se tiverem tudo em casa! 
A mesa é uma só palete na qual colocamos 4 rodas, uma em cada extremidade (de preferência com travão, senão têm a mesa a andar por tudo e por nada!) Também vi mesas sem rodas, feitas com 2 paletes sobrepostas e com um vidro por cima, mas pessoalmente prefiro esta versão.
Numa pesquisa pelo google e youtube, podem ver muitas sugestões de sofas de paletes e muitas outras coisas feitas com paletes, bem como um passo a passo de como os fazer, para quem se entende melhor visualmente do que com a minha explicação.
Depois tivemos sorte. Os colchões que formam as bases dos sofás foram um aproveitamento de uns colchões que eram mesmo à medida e que tinham sobrado de umas obras, mas conseguem comprar almofadões já próprios para o efeito, em lojas de artigos de cada e jardim. As almofadas decorativas vieram do IKEA (where else!) mas encontram facilmente em qualquer loja de artigos de casa e jardim.
O resto da “decoração” fomos usando o que já cá tínhamos. Lanternas e velas decorativas, vasos com plantas que vieram da casa antiga, e um pote que herdei de casa da avó e que gosto bastante de ver ali, apesar de ter algumas ideias para o finalizar melhor, como colocar um vidro e arranjar um candeeiro de exterior. Com calma...
Temos também uns antigos pés de ferro de uma máquina de costura com um tampo de mármore que um destes dias vai acabar em bar exterior, mas ainda não nos dedicamos a isso.

Mais alguém usou paletes para este ou outro efeito? Outras ideias para aproveitar zonas de jardim?

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Compras Fraccionadas (e aproveitar fruta mais madura que se comprou a um bom preço!)


Provavelmente não sou a única pessoa que se tem debatido com isto, mas, nos últimos tempos cada vez faço menos compras em supermercados. Ou melhor, quase que deixei de comprar os frescos nos supermercados. Por vários motivos, sendo que o principal é que acho que encontro produtos de melhor qualidade e a melhor preço fora das grandes superfícies.
Com a horta Terra Fresca e com as minhas idas semanais ao mercadinho biológico, já comprava cada vez menos frutas e legumes no supermercado. (Principalmente legumes.) E depois havia dias em que ficava realmente desiludida com algumas das compras no supermercado. Muita fruta e legume importados - e eu tento comprar sempre produtos nacionais e de época - muita fruta “bonita” por fora, mas com pouco sabor. Aos poucos comecei a procurar outros sítios onde conseguisse encontrar fruta e legumes de melhor qualidade que colmatassem as falhas do que posso comprar habitualmente no mercadinho biológico e do que conseguia trazer da horta.
Com isto não quero dizer que deixei de comprar nas grandes superfícies, até porque por há alguns produtos que são mais difíceis ou até impossíveis de comprar nos mercados, mas passei a comprar cada vez menos coisas e com menor frequencia.
Nos ultimos tempos passei a frequentar uma “pequena” frutaria de bairro,perto de casa dos meus pais, com imensos produtos nacionais, bons preços, e principalmente com aquela fruta que por ter um calibre mais pequeno é muitas vezes “rejeitada” pelas grandes superfícies. Claro que também há as frutas exóticas, importadas, mas na fruta e legumes da época, nos produtos nacionais, há normalmente bons preços e boa qualidade.
Outro dos motivos que me leva a gostar bastante deste género de comercio mais tradicional, é o facto de, quando a fruta está mais madura, fazerem preços mais baixos. Coisas que as grandes superfícies normalmente não fazem, e que muitas vezes desperdiçam ou deitam fora.
Esta semana que passou consegui comprar banana da madeira a menos de 0,80€ por quilo. Realmente estava madura - mas mesmo no ponto que os meus filhos gostam, e quando está perfeita para bolos, batidos, gelados e smothies. O melhor de tudo foi trazer mais de 2 quilos e aproveitar para congelar banana nacional para gelados e smothies. E o mesmo com os morangos, que por já estarem mais escolhidos estavam com um preço mais simpático, e que estão no ponto para congelar para os batidos e gelados que vamos fazendo aqui por casa nesta altura do ano.

Actualmente acabo mesmo por ir ao supermercado para mercearias, fraldas, papel higiénico e produtos de higiene e limpeza. Cada vez mais fracciono as minhas compras mas, curiosamente não gasto mais tempo, porque sei exatamente o que quero de cada sítio, e tenho uma enorme vantagem de ter todos estes locais muito perto de casa e num raio de 2 ou 3 quilómetros.

Quem mais faz as compras fraccionadas e prefere o comercio mais tradicional e os mercados para os produtos frescos? Que locais aconselham nas vossas cidades? (Podem sempre ser útil para outros esta informação!) 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Aproveitar o desperdício: Fertilizante Caseiro



Já por aqui disse muitas vezes que nós cá em casa separamos todo o lixo. Desde os habituais, vidro, papel e metal e plástico. As pilhas, as capsulas de café, as rolhas, os medicamentos fora de prazo. Tudo bem separado do lixo comum. Agora, que temos as nossas galinhas, também separamos todos os restos de comida, aparas de legumes e fruta para lhes servirem de alimento.
E com a mini horta e o jardim, aprendi que com outros desperdícios cá de casa  - e de todas as casas - se podem fazer fertilizantes caseiros, livres de quimicos, quer para as plantas que estamos a alimentar, quer para o meio ambiente.
É uma forma de além de poupar dinheiro, de reciclar alguns resíduos orgânicos do dia a dia e de criar um ambiente mais saudável.
Que resíduos caseiros é que podemos utilizar?
Casca de ovo, casca de banana e borras de café! Fácil, não é?
Ora bem, as borras de café fixam o azoto no solo e melhoram os níveis de matéria orgânica. As casas de banana são ricas em potássio, fósforo e cálcio e ajudam na floração e frutificação das plantas e as cascas de ovos são ricas em cálcio que é importante para o bom crescimento celular das plantas.
E como fazer disto um fertilizante? Aqui por casa é simples. Num saco ou taça vou guardando as borras de café, as cascas de ovo e as cascas de banana. (Eu depois fecho o saco e guardo no frigorífico para impedir que fiquem bolorentas ou que apareçam mosquitos).
Quando já tenho alguma quantidade, coloco tudo no robot de cozinha e trituro até ficar bem fino, e depois é só colocar na base das plantas, flores ou hortícolas, misturando ligeiramente com o solo.
Simples não é?

Espero que tenham gostado da sugestão! As plantas cá de casa parece que têm estado a gostar! Até porque começam a aparecer os primeiros resultados na mini-horta. Já comemos alface, rúcula e espinafres e parece-me que em breve vamos apanhar os primeiros morangos!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A Lavandaria: organização de roupas e a arrumação do espaço



Qual a grande vantagem de ter uma casa com espaço? Poder organizar e arrumar muito melhor as nossas coisas. Poder ter espaços específicos para determinadas tarefas e poder, finalmente ter uma lavandaria!
Na nossa nova casa o espaço que determinamos para a lavandaria era um espaço de arrumação e com pouco uso para os anteriores proprietários. Inicialmente a divisão era apenas uma grande espaço, com uma das paredes forradas com enormes armários - que mantivemos e o restante espaço estava simplesmente livre para o que fosse necessário: apoio a alguma festa ou refeição no jardim, arrumação diversa. Na minha opinião o espaço estava mal aproveitado, uma vez que tem saída direta para o jardim e, além de apoio seria uma maravilhosa e arejada lavandaria.
E foi esse o nosso projeto. 
A lavandaria, não acaba por ser apenas uma lavandaria. Além dessa função, e de arrumação de todo o material envolvido no tratamento da roupa, como o ferro, a tábua de engomar, a máquina de costura, cestos de roupa suja e detergentes diversos, é também o espaço (dentro dos tais enormes armários que já existiam), onde está a arca frigorífica, onde arrumamos artigos diversos como o papel higiénico e os utensílios do jardim e onde se encontram também as sobras dos materiais usados nas obras.
A lavandaria atua também como uma “Mud Room”. Onde ficam os sacos do ginásio, os sapatos sujos, os chapéus de chuva molhados, e onde muitas vezes deixo ficar e preparo alguns hortícolas com terra que trago do mercado. Ou seja, tudo aquilo que “suja” fica nesse espaço.




Para a lavandaria aproveitamos os móveis existentes na cozinha original da casa. Em vez de apenas os destruirmos, e como não estavam em muito mau estado (e eram simples e brancos), pedimos ao carpinteiro para os retirar da cozinha original - onde houve depois demolições e outro aproveitamento de espaço, e a transferisse então para a lavandaria. Aproveitamos praticamente todos os armários, com a excepção do armário onde estava o forno, que estava me muito mau estado, a pedra da bancada, que teve apenas de levar um pequeno ajuste para caber no novo local, e até o lava louças original mantivemos para a lavandaria pois torna-se pratico para lavar pequenas peças de roupa, limpar algumas coisas e servir ao tal apoio de “mud room”.
Bastara depois pequenos remates de carpintaria e uma torneira nova, que ninguém diria que aqueles móveis não estiveram ali desde o início. O resto da divisão não teve grandes alterações. O chão mantivemos o que existia - porque é de mais fácil limpeza e serve o propósito da divisão e, em vez de removermos os azulejos originais, optamos por pintá-los de branco, para dar um ar mais clean - e mais a nosso gosto - à divisão. (Tal como em toda a casa substituímos caixilharia!)
Por baixo da bancada colocamos a máquina de lavar roupa e a máquina de secar. 



Aproveitamos os restantes armários inferiores para colocar cestos de roupa suja. São apenas caixotes do IKEA, aos quais o meu habilidoso marido colocou umas calhas que estão fixas aos cestos e permitem puxá-los para  colocar e tirar roupa, deslizando sobre essas mesmas calhas. Ficou muito prático e eficaz.
Na parte de cima dos armários é onde se arrumam os detergentes em uso e os de stock, os produtos de limpeza da casa, e serve de “despensa” onde se arrumam os excedentes das pastilhas da máquina da louça, dos produtos de higiene pessoal e afins.
Como há muita arrumação há ainda espaço para arrumar frascos de vidro vazios, para depois colocar as compotas e afins, para arrumar caixas com artigos decorativos para festas, velas e castiçais. E ainda alguns armários onde se encontra louça para as refeições no jardim, mas que estão provisoriamente nesse local à espera que outros projectos e ideias fiquem prontos.
Na lavandaria ficou também, para além da maquina de costura, um armário que estava no quarto do Zé, na casa antiga, e que agora serve para arrumar passadeiras, a caixa de costuma e sacos de compras e afins. A nossa antiga mesa da cozinha também está na lavandaria onde serve de apoio para os cestos de roupa. Novo só mesmo o cabide onde se pendura a roupa diretamente nos cabides, ficando assim pronta para arrumar.
Confesso que este é um dos espaços mais práticos cá de casa, e uma das principais vantagens de ter muita arrumação.

Espero que tenham gostado das ideias/sugestões.