Seria de pensar que estando numa casa “nova” há quase dois anos e meio, não haveria muito para destralhar. Mas isso não é de todo verdade.
Claro que quando nos mudamos para aqui, demos imensas coisas que não usávamos. Deitamos fora outro tanto e, tentámos trazer apenas o que realmente usávamos. E isso é mais ou menos verdade. Desfiz-me de imensas coisas, a maioria que doei para a paróquia de minha zona ou pra quermesses, e o que não estava em condições foi para o lixo.
Mas passado dois anos e tal chego a outra conclusão. Vieram coisas que continuo sem usar, e quer queira, quer não, vamos sempre acumulando outras coisas e, há coisas que acabam por se estragar... Devagar vamos continuando a destralhar, arrumar e organizar.
Há uns tempos eu e o Miguel andamos de volta de uns armários da nossa zona da lavandaria que tinham coisas que vieram da nossa casa antiga, porque não tínhamos a certeza de necessitar delas ou não. Em dois anos não as usamos, portanto está visto que não precisamos. Voltamos a doar algumas coisas e a deitar outras fora.
Antes disso já tinha estado de volta dos armários dos lençóis e das toalhas, e como me começaram a fazer enxoval tinha eu por volta dos 12 anos, havia peças pavorosas por lá, típicas do final dos anos 80, inícios dos anos 90. Muitas das toalhas de casa de banho ainda deram para reciclar - fazendo barras de tecido sobre florinhas e afins. Mas alguns lençóis apesar de qualidade nunca tinham sido usados porque não gostava dos padrões (eu sou uma pessoa que prefere lençois brancos bordados ou com rendas dos enxovais da avó e da mãe) e portanto foram doados a quem fazem falta.
Desta vez andei de volta do toucador antigo da avó, onde tenho a minha maquilhagem e bijuteria e amostras e miniaturas de produtos, e que estava um caos.
Dei volta a tudo. Deitei fora imensas coisas fora do prazo ou vazias que por lá andavam, coisas estragadas e sem reparação possível, organizei gavetas, deitei fora vernizes secos... E claro arrumei e organizei outra vez as gavetas.
E assim, um armário ou móvel de cada vez. Aos poucos e poucos, vamos tirando de casa coisas que realmente não necessitamos, não usamos ou estão estragadas e só as mantemos porque sim... ou sabe-se lá porquê.
Não vivo de acordo com o minimalismo. Mas gosto de “limpar” a minha casa de coisas que, fazendo minhas as palavras da Marie Kondo, não me fazem feliz, e não acrescentam nada à minha vida. Em tudo é preciso um equilibrio, portanto só tenho coisas que gosto e uso realmente. Tenho imensa louça - mas só tenho coisas que gosto muito, e uso-a toda, apenas que alguma use apenas 1 mês por ano - as coisas de Natal. Mas evito ter lençóis que não uso nem gosto, ou roupa que nunca mais me vai servir apenas porque foi uma pessoa especial que me ofereceu.
Quem mais vai “destralhando” de tempos a tempos as coisas que não necessita?






