sexta-feira, 9 de março de 2018

#10 Organização das refeições da semana (Meal Prep da semana)


Depois de muitos pedidos, voltam os planeamentos das refeições da semana! 
Quando a Maria Benedita nasceu, deu-me imenso jeito as inúmeras refeições congeladas e coisas preparadas (e também congeladas) que tinha deixado. Depois, ainda numa de nos adaptarmos às rotinas, fui fazendo as refeições conforme os “apetites”, o cabaz da semana e o que ainda tinha em casa, comprando mais uma ou outra coisa... Mas já estava a sentir falta da minha organização. Estou habituada, gosto de fazer assim, e acho que isso facilita e muito a hora do jantar e principalmente incentiva a comer melhor.

Volto só a referir - que nunca é demais e porque há quem ainda não tenha percebido - que nesta preparação da ementa semanal não se trata de cozinhar todas as refeições da semana e comer comida requentada.. Mas sim organizar os alimentos: preparar legumes, temperar alguma carne de um dia para o outro, fazer eventualmente 1 refeição que fique ainda melhor aquecida (como caril ou carne estufada...) ou para um dia em que sabemos que temos mesmo de ter uma refeição pronta porque chegamos tarde a casa...

Então, um mês depois do nascimento da Maria Bendita e com o início de Março, retomo as “meal preps”.

Ementa da Semana:

2ª feira: Caril de Peixe e Abóbora + arroz + grelos
3ª feira: Panadinhos de Frango com Amêndoa no Forno + Brócolos + Coleslaw de couve coração, maçã e sementes de sésamo + palitos de batata assada no forno
4ª feira: Posta de Linguado com azeite e alho na frigideira + arroz de couve flor e cenoura + brócolos
Salmão no Forno com gengibre, alho e malagueta + salada de alface +  batatinhas assadas
5ª feira: Costeletas grelhadas + coleslaw de couve coração, maçã e nozes + puré de abóbora assada
6ª feira: Lulas salteadas com alho + salada verde + Legumes salteados


(Deixar de véspera a descongelar no frigorífico os bifinhos de peito de frango para os panados de terça feira, e os filetes para o jantar de segunda feira)


Assei abóbora Butternut no forno com casca (que é comestível depois de assada ou      
cozida, principalmente se for de abóboras bio) mas sem sementes. Depois de assada e arrefecida triturei até ficar em puré e temperei com raspa de laranja (fica delicioso!)

Descasquei legumes variados para sopa. Metade coloquei na Bimby e fiz sopa, a outra metade coloquei num saco hermético e guardei na gaveta do frigorífico para voltar a fazer sopa a meio da semana. É só despejar o conteúdo do saco para a Bimby (ou panela) juntar água e sal e deixar cozinhar

Quando arranjei os legumes para a sopa, arranjei mais quantidade de batata e abóbora.  A batata guardei já em palitos num recipiente cheio de água no frigorífico. A abóbora cortei em cubinhos para usar no caril do jantar de segunda feira.

Preparei o caril de peixe e abóbora para o jantar (depois é só aquecer e fazer o arroz

Arranjei os grelos, cozi-os em água e sal e guardei depois de bem escorridos num recipiente de vidro hermético - são o acompanhamento do  caril do jantar de segunda feira 

Temperei os bifinhos de frango com sal, pimenta, sumo de limão e alho. Guardei numa caixa hermética no frigorífico

Triturei a amêndoa para panar os bifinhos de frango e guardei num frasco de vidro na despensa.

Arranjei a couve coração em juliana fininha. Lavei bem, deixei escorrer e guardei numa caixa de vidro hermética no frigorífico. Para fazer o coleslaw basta juntar a maçã ralada na hora e as sementes e temperar com limão.

Triturei a couve flor com a cenoura grosseiramente para o o arroz de couve flor de quarta feira ao almoço e guardei numa caixa de vidro hermética

Lavei e preparei a alface para estar sempre pronta a usar. Guardei numa saladeira a vácuo. Depois é só tirar para a saladeira e temperar.

Cortei alho francês em juliana fina , lavei e guardei numa caixa hermética

Lavei e arranjei morangos

Lavei tomate cereja e guardei numa caixinha para estarem prontos a consumir na altura das refeições. (os miúdos adoram!)

Fiz “iogurtes” de morango, coco e chia

Orientação da semana:

Na segunda feira, basta aquecer o caril de peixe e abóbora, os grelos e fazer o arroz

Na terça feira é retirar os bifes do frigorífico, panar com a mistura de amêndoa e levar ao forno. Ao mesmo tempo colocar os palitos de batata que também já estão preparados no forno. Retirar a couve, ralar maça, juntar as sementes de sésamo e temperar. Cozer brócolos para os miúdos

Na quarta feira temperar e cozinhar as postas de linguado que deixei a descongelar de véspera, fazer o arroz de couve flor já triturado na frigideira e se não tiverem sobrado, cozer mais brócolos a vapor. Para o jantar temperar com alho picado, gengibre fresco picado e malagueta as postas de salmão que deixei a descongelar na véspera. Coloca no forno. Entretanto cozer ou assar batatinhas para acompanhar e retirar a salada de alface para a saladeira e temperar.

Na quinta feira temperar de sal as costeletas retiradas do congelado na véspera e grelhar. Aquecer o puré de abóbora e juntar maçã e cenoura ralada na hora à couve já preparada. Temperar com limão e juntar nozes.


Na sexta feira preparar as lulas que retirei na véspera. Preparar os legumes (juntar o alho francês preparado). Saltear tudo na frigideira com azeite e alho - lulas e legumes em separado e fazer outro acompanhamento. Retirar alface e temperar.

E então? Que tal este planeamento? Mais esclarecedor em relação aos anteriores? E vocês, ajeitam-se ou não com esta meal prep - ou ainda estão a ganhar coragem para começar?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Detergentes DIY


No último post, falei aqui que além das minhas resoluções de reduzir (principalmente o consumo de plásticos) e de reaproveitar e reciclar cada vez com maior consciência, também me tinha novamente voltado a usar com maior regularidade um spray multiusos caseiro, feito com água e vinagre.
Na verdade, já não é a primeira vez que falo sobre isto - ver aqui: https://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/07/multiusos-ecologico-economico-e-caseiro.html, e a Dona P. continua a limpar imensas coisas com vinagre cá em casa, principalmente o chão.
Depois de alguma pesquisa sobre o assunto, faço o spray multiusos de forma um bocadinho diferente da falada no post de 2010. Misturo em partes iguais água e vinagre (normal de vinho branco) - e coloco a mistura num “borrifador” reaproveitado de outro produto, depois de bem lavado.

Uso (e nunca deixei de usar para isso) para limpar o microondas, e os tabuleiros das cadeiras de comer dos miúdos, porque não tenho de me preocupar com enxaguamentos. Basta borrifar e passar um pano limpo e está pronto a ser sujo outra vez, a cair comida que vai depois direta para a boca ou para o prato.

Além disso também tenho usado para limpar os lavatórios das casas de banho, vidros, espelhos e todas as superfícies que necessitem. Quando acaba é só voltar a encher com água e vinagre em partes iguais. (Entretanto li/vi uma forma de aromatizar o vinagre deixando-o alguns dias a macerar com cascas de citrinos, e só depois juntar com a água. Ainda tenho o meu vinagre a “macerar”, mas depois posso contar se o cheiro sempre fica mais agradável!)

Outra das coisas que fiz, foi sabão “líquido”, partido de uma barra de sabão azul tradicional. Basicamente é pegar num pedaço pequeno de sabão - cerca de 50g, ralar e juntar cerca de 1 litro de água a ferver para dissolver o sabão. Em levei ao lume para ferver e dissolver bem... Ficou um cheiro um bocado esquisito na cozinha, mas nada que a janela aberta ou o exaustor ligado não resolvam. Depois coloquei em dispensadores de sabão líquido, Podem usar nas casas de banho para lavar as mãos, mas eu tenho na cozinha e na lavandaria. Na cozinha tenho usado para lavar o biberon do leite matinal do António (os da Maria Benedita são esterilizados), alguma louça que não esteja com muita gordura e coisas de uma recém mãe como os bicos de silicone da amamentação e outras coisas do género.
Na lavadaria uso para ajudar a tirar nódoas da roupa, e nas roupas da Maria Benedita, principalmente aquelas com os cocós amarelos e difíceis de tirar... Um bocadinho de sabão líquido e água morna fazem milagres.

Não propriamente um detergente DIY, mas um detergente ecológico.... Comprei finalmente para experimentar nozes de saponária, e já fiz algumas máquinas de roupa usando-as. A roupa ficou bem lavada - mesmo a toalha de mesa com nódoas de comida e a roupa dos miúdos a padecer do mesmo mal.... No entanto também pré- tratei as nódoas antes de colocar a roupa a lavar e usei um pouco de amaciador para dar cheiro - também me aconselharam a usar óleo essencial para dar cheiro... Neste ponto ainda estou em aprendizagem...


De qualquer maneira para já estas são as coisas de tenho feito e utilizado. Se tiverem mais ideias e sugestões, agradeço a partilha. E vocês fazem algumas destas coisas? Fazem e valem a pena ou não gostaram das experiências? Contem-me tudo!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Reaproveitar e Reduzir sem nunca esquecer de Reciclar


Um dos meus objectivos pessoais para este ano de 2018, é ter mais atenção ao lixo que produzimos, e tentar reduzir, reciclar e reaproveitar cada vez mais. E isso aconteceu com o leitura do livro “Desperdício Zero” da Bea Johnson. Apesar de o livro mostar um perspectiva um bocadinho fundamentalista da coisa, também indica caminhos fáceis de colocar em prática e que todos podemos seguir. Porque se todos fizermos pequenas coisas, o impacto pode ser grande....
Cá em casa a reciclagem é constante. Somos bastante cuidadosos com a separação do lixo, e reciclamos tudo o que é possível, desde as coisas mais convencionais, como o vidro, papel e embalagens, mas também as rolhas, as tampinhas plásticas, os medicamentos fora do prazo (que levamos para a farmácia), os óleos alimentares usados e as pilhas...
Para além disso, sou uma acérrima reaproveitadora de frascos de vidro - e tenho um armário cheio deles, que uso para tudo e mais alguma coisa, desde aproveitar para a despensa, como para congelar coisas, colocar o iogurte caseiro, as compotas, .... e além dos frascos de vidro tento aproveitar tudo o que pode ter outra vida e outras utilidades no nosso dia.
E ando também a tentar reduzir o plástico, pois acho impressionante a quantidade de embalagens plásticas e não só nos dias que correm. E, quem faz separação de lixo e reciclagem certamente que já se apercebeu do mesmo.

Acho também que pequenos gestos fazem uma grande diferença, e não precisamos de sermos fundamentalistas. Se cada um de nós mudar duas ou três coisas nos seus hábitos, isso pode trazer grandes mudanças. Os “baby steps” são importantes quando se tentam mudar mentalidades. No meu caso, não quero mudar a cabeça de ninguém, mas apenas indicar algumas simples mudanças que evitam desperdícios.

Uma das minhas primeiras resoluções foi reduzir os sacos de plástico quando vou às compras. Como já aqui referi diversas vezes, faço cada vez mais compras em comércio local, como é o caso das frutas e legumes: ou vêm no cabaz da semana da Dona Rosa, ou compro na frutaria habitual. No caso do cabaz, eles ou embalam em pequenos sacos de papel ou colocam tudo no saco de sarapilheira que trás o cabaz, pelo que o plástico é muito reduzido. No caso da frutaria.... bem. Eram sacos e saquinhos de frutas e legumes variados. Portanto a resolução foi: fazer sacos de tecido (algodão) - reaproveitando tecidos - para colocar as frutas e os legumes. Na frutaria onde vou foram logo muito elogiados. E também já os usei em supermercados como o Aldi e o Supercor e ninguém me levantou nenhuma objeção...

Ainda nesta decisão de reduzir as mil embalagens que nos vêm parar a casa com tudo e mais alguma coisa, descobri em Coimbra uma loja de venda a granel de produtos essencialmente biológicos, a Grão Natural (eu só conheço esta, não sei se haverá outras!) A vantagem é que além de reduzir o plástico - têm saquinho de papel para colocarmos as coisas, também podemos levar as nossas próprias embalagens - frascos - para trazermos os produtos a granel. Tenho lá ido comprar algumas coisas que costumava comprar embaladas anteriormente, como leguminosas, cacau em pó, quinoa, flocos de coco.....

Antes disto tudo, já tinha começado a substituir as caixas plásticas por caixas de vidro hermética, a usar sacos reutilizáveis e cestas de vime para ir às compras, a aproveitar todas as aparas para as minhas galinhas, reduzindo assim o meu lixo orgânico. E voltei a utilizar com mais regularidade o spray multiuosos com água e vinagre e fiz sabão “líquido” partindo de sabão azul tradicional (se acharem pertinente e quiserem, volto a falar disso aqui num post). Não deito nada fora que esteja em boas condições e que possa ser aproveitado por outras pessoas ou para instituições - como roupa, calçado, brinquedos, coisas de casa.... Já para não falar no reaproveitamento constante na cozinha.


E por aí? Que habitos de reaproveitamento e redução de “lixo” têm?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

“Food” Nesting: Refeições organizadas para o regresso a casa com um novo bebé




Cada um de nós tem a sua realidade, claro! Mas um dos melhores conselhos que posso dar, nesta coisa de regressar a casa com um novo (ou o primeiro) bebé, é mesmo ter umas refeições organizadas e preparadas no congelar.
Fiz na altura da gravidez do Zé Maria, e voltei a fazer do António. E foi de tal forma útil e ajudou-me tanto, que não podia deixar de o fazer desta vez, principalmente porque voltar para casa com um bebé, implica mais duas crianças pequenas em casa a necessitar de atenção, implementar uma nova rotina que funcione para nós todos e suavizar a chegada da irmã aos outros dois e principalmente ter o máximo de disponibilidade para todos quando ainda se está a recuperar de um parto (no meu caso de uma terceira cesariana!) São demasiadas coisas para gerir e ainda ter de juntar a isto as refeições de todos os dias, não é fácil...
Portanto, nada mais fácil do que, com tempo, ir preperando refeições que se podem congelar já prontas ou semi-prontas, ou adiantar algumas coisas que permitam fazer uma refeição completa mais rapidamente, sem sem necessário recorrer ao take away ou comer mal durante este periodo.

Também me podem dizer que os avós podem ajudar neste ponto, irem lá para casa, mandarem sopa ou refeições....Claro que podem, se quiserem, se os avós tiverem essa disponibilidade, se estiverem por perto. Tem tudo a ver com a dinâmica de cada família... Os avós não vivem cá em casa, e além disso têm a sua própria vida. E nós também precisamos de funcionar enquanto família e adaptarmo-nos uns aos outros o mais rapidamente possível. Portanto eu prefiro assim.

Planear refeições, cozinhar,adiantar, orientar e ter a arca congeladora preparada para as primeiras semanas. Como começar? Aos poucos e poucos.

A melhor maneira de explicar, passa mesmo por dizer o que fui fazendo, como congelei, e como pretendo usar. E há de tudo. Refeições prontas e congeladas, principalmente para os primeiros dias, e para os “homens”, enquanto eu estive na maternidade.

Para esses dias há coisas como carne à bolonhesa preparada - basta deixar a descongelar e fazer um esparguete para acompanhar. Ou arroz de pato que basta deixar a descongelar e aquecer.

Deixo uma lista - enquanto sugestão e partilha de ideias - das coisas que deixei congeladas e que me simplificaram e muito o regresso a casa. 

Dalh - caril de lentilhas. Congelei já pronto, em duas caixinhas. Basta descongelar e acompanhar com arroz e ovo estrelado para uma refeição sem carne nem peixe, ou com bolinhas de carne tipo almôndegas - como a avó do Miguel faz.

Arroz de frango com açafrão e passas. Congelei já pronto. Basta descongelar e aquecer antes de comer.

Rolo de Carne recheado com cenoura e espinafres. Congelei feito, mas por cozinhar. Pode cozinhar sem descongelar no forno. Só fazer os acompanhamentos

Almôndegas - congelei preparadas mas “cruas”. Basta retirar do congelador e cozinhar mesmo assim, no tacho ou no forno. (Podem estufar em molho de tomate ou cozinhar direto na frigideira)

Empanadas de peixe e ervilhas - Aproveite sobras de peixe estufado co ervilhas e usei como recheio de massa de empanadilhas que se compra já pronta. Montei as empanadas e cozinhei no forno. Congelei depois de frias. Basta descongelar, aquecer e comer com uma salada ou legumes.

Carne de vaca estufada. Estufei carne de vaca na slowcooker. Metade retirei para uma caixa e congelei. Basta deixar descongelar e aquecer. Acompanha puré ou massa e legumes.

Empadão. Congelei já pronto, com a carne e o puré de batata. Depois basta descongelar, cobrir com o ovo batido e levar ao forno para dourar. Servir com salada.

Bacalhau Rápido com Espinafres e Natas - Congelei já praticamente pronto. Basta descongelar, juntar as natas e levar ao forno.

Caril de Frango. Congelei depois de pronto. Descongelar, voltar a ferver e acompanha com arroz basmati soltinho.

Carne de porco (rojões) cozinhada. Serva para fazer carne de porco à portuguesa. Basta juntar as batatas, pickles, azeitonas e coentros. (Também pode servir para arroz de carne, feijoada aldrabada....)

Sopa de Pedra - Aproveitei umas sobras de cozido e fiz uma espécie de sopa da pedra. Basta descongelar e voltar a ferver.

Feijoada do Cozido - Ainda com as sobras do cozido juntei feijão cozido em casa e fiz uma espécie de feijoada. Basta descongelar e fazer arroz para acompanhar

Creme de couve flor e caril (e outras sopas) - Basta descongelar e VOLTAR A FERVER. Parece sopa acabada de fazer.

Puré de couve flor. Congelei pronto. Descongelar e aquecer.

Abóbora e batata doce assadas - Congelei depois de assada e sem pele. Era para fazer sopa, mas acabei por usar para fazer puré de abóbora e a batata doce comi mesmo assim depois de aquecido. Ficam bem!

Molho de tomate pronto. Congelado pronto. Basta descongelar e serve para molhos de massa, pizzas ou para cozinhar as almôndegas.

Mini-hamburgueres de frango. Congelados em “cru”, depois de prontos. Basta cozinhar mesmo congelados.

Esparregado de espinafres. Congelei depois de pronto em doses para dois. Descongelar e aquecer.

 Frango desfiado. sobras de frango assado já desfiado. Para fazer uma massa rapida com frango cogumelos e natas.

Notas: 

Preparei uma maior quantidade de carne estufada. Uma parte congelei assim mesmo e a outra desfiei e aproveitei para o empadão.
Com a carne picada a mesma coisa: metade foi para fazer o rolo de carne, e a outra metade para preparar as almôndegas.
Preparei uma maior quantidade de cozido à portuguesa e aproveitei o excesso de carnes para fazer sopa da pedra e feijoada do cozido.
Fiz o dobro do arroz de pato, e congelei metade.
O mesmo molho de tomate que fiz para a bolonhesa, fiz em maior quantidade e uma parte congelei simples.

Havia muitas mais coisas, mas esta lista orientou-me durante as 2 primeiras semanas em casa.
Espero que seja útil, não só nestes casos, mas para quem gosta de ter algumas coisas prontas no congelador para os dias mais complicados.


O que acharam?

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Novo Quarto de Bebé


Depois de dar a volta e transformar o quarto do Zé Maria, no quarto dos rapazes, foi a vez de nos dedicarmos ao que era o quarto do António para ser o novo quarto da miúda que está mesmo a chegar.
Desta vez resolvemos fazer tudo diferente e tornar o quarto, logo desde o inicio em algo menos de “bebé” e mais intemporal. Um quarto de menina mas sem ser tudo muito “cutchi-cutchi” e cheio de cor de rosa. Algo que identificasse uma menina de qualquer idade.



A única coisa nova que compramos para o quarto dela, foi mesmo uma cómoda igual à dos irmãos. Tudo o resto foi, mais uma vez um reaproveitameto do que já tínhamos em casa. O berço é o mesmo berço que foi do Zé e do António, assim como a cama de grades, e as estantes finas para livros ou quadros. A prateleira que colocamos por cima da cómoda tinha vindo da casa antiga e aguardava novo local guardada na garagem. Mantivemos os cortinados com riscas cinza da Zara Home que colocamos quando nos mudamos para cá - e que fizeram a decoração do quarto do António, assim como o candeeiro, que veio do IKEA na altura da mudança de casa. A mesa de cabeceira foi comprada há uns meses largos no Lidl, e andava sem local definido entre as divisões do sótão. O candeeiro da mesa de cabeceira é o que era do António, porque tem o mesmo padrão dos cortinados e se adequa às cores que escolhemos para o quarto dela: amarelo e cinza com pequenos apontamentos cor de rosa.



O dosel era do primeiro quarto do Zé, na nossa casa antiga, e estava guardado desde essa altura. E a cama? A cama de ferro tem, para mim, uma história longa e familiar.

Foi a cama de criança do meu pai (tem seguramente mais de 70 anos) e estava guardada inicialmente para o António, para quando ele deixasse a cama de grades. Entretanto a miúda veio alterar esse plano. A cama, que também já tinha sido nossa e estava pintada de cor de rosa, foi pintada de branco e passou diretamente para o quarto dela.
Os edredons, quer da cama de grades, quer da cama de ferro (que é uma cama de “pessoa e meia”) foram feitos pela minha mãe. Isto porque não encontrava nada dentro do que queria - nem cores nem padrões. Nem na Zara Home, que raramente me desilude  consegui encontrar o que queria. Tudo demasiado cor de rosa e com demasiados bonecos. E nada amarelo.....

Portanto, a habilidosa avó lá colocou as mãos à obra e além dos edredrons, que têm duas faces. ainda fez almofadas com as sobras. As restantes vieram dos saldos da Zara Home.



Fizemos ainda alguns quadros personalizados, utilizando umas molduras do IKEA com coisas variadas: um bonequinho que a minha mãe fez, uma ecografia dela em perfil, um pendente comprado na Primark....
Oss toque finais demos com umas pequenas luzes led a pilhas que estão estrategicamente colocadas na cabeceira da cama grande e numa das prateleiras do quarto, e também com algumas caixas amarelas e cestos brancos que já tinha cá em casa, e uma outra caixa que veio... da Zara Home.





Para mim está quase “perfeito” e foi basicamente o que eu idealizei. Simples, sereno e intemporal e principalmente sem estar inundado de cor de rosa, mas ao mesmo funcional e sem gastar dinheiro desnecessário em móveis e acessórios.

Fica aqui a ideia, não só para “mostrar”, mas também para servir de inspiração, e de como podemos fazer nós mesmos e transformar tantas coisas que provavelmente não associamos a um quarto de bebé ou de criança!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O “novo” Quarto dos Rapazes


A chegada do nosso terceiro filho - filha neste caso - ainda antes de nascer está a trazer algumas mudanças cá em casa. Uma delas teve a ver com a “dinamização” dos quartos. Quando mudamos para esta casa, e fizemos as obras, abdicamos de um quarto - havia 4 quartos naquele piso - para ficarmos com um quarto maior com closet.
Já nessa altura, apesar de termos mudado de casa por causa da vinda do António, ponderávamos a possibilidade de um terceiro filho, pelo que a decisão de excluir um quarto foi pensada sabendo que poderia vir um terceiro membro.

Isso nunca nos preocupou, porque juntar duas crianças num quarto sempre nos pareceu normal.
Portanto, ao sabermos da chegada de uma terceira criança, a decisão foi simples. Juntávamos os dois miúdos mais crescido no quarto do Zé Maria, que é ligeiramente maior, e o quarto do António ficaria para o bebé que chegaria em breve.

E assim foi. O quarto do Zé passou a ser o quarto dos manos e levou uma reestruturação.
A cama anterior do Zé - que faz de cama de casal e que já estava no quarto dele na casa antiga - passou para o sotão, assim como uma estante de “cubos” do IKEA, que está agora no meu escritório do sótão.

O quarto deles não tem brinquedos, nem será, pelo menos nos primeiros anos de vida escolar (quando lá chegarmos) o local onde irão fazer os trabalhos de casa. Portanto só precisávamos mesmo de duas camas e colchões. Tudo o resto que está no quarto deles foi apenas uma “remodelação” e mudança com coisas que já estavam cá em casa.

Optamos por camas e colchões extensíveis do IKEA, que temos actualmente montadas no tamanho mais pequeno, o que facilitou a passagem do António da cama de grades para a cama individual, o até o Zé gostou da cama nova apesar de ser bem mais pequena do que a cama a que estava habituado, com a vantagem de estas camas - este modelo específico - nem precisar de resguardo lateral contra quedas...



Mantivemos a cómoda do Zé e trouxemos a do António do antigo quarto dele - que é igual à do Zé - também um modelo do IKEA. O antigo cadeirão da minha mãe, que fez parte do primeiro quarto do Zé e estava agora no quarto do António também passou para o quarto deles, para ser o cadeirão de contar as histórias antes de ir para a cama.

Em vez de uma mesa de cabeceira optamos com colocar uma outra estante de cubos mais pequena - que já tinha estado na cozinha da casa antiga e agora estava no quarto do António -  onde colocámos os livros deles e onde está o candeeiro de apoio.
De resto foi reorganizar os quadros e as decorações de parede, mas não foi preciso comprar mais nada.

O Zé ficou com muita pena de já não ter a capa de edredão dos carros que a minha mãe lhe tinha feito, mas a habilidosa avó conseguiu transformar a capa de edredão em duas capas mais pequenas, e assim cada um ficou com uma. E foi uma enorme alegria ver a cara deles quando perceberam que tinham a capa dos carros e uma para cada um.

Quanto aos brinquedos, tirando uns quantos peluches que estão numa arca de verga que já tinha sido minha quando era bebé, estão arrumados nos locais onde eles efetivamente brincam: na sala ou no sótão.

Mantivemos os mesmos cortinados, o papel de parede e a maior tarefa foi mesmo reorganizar as roupas e o calçado dos dois, para deixarmos tudo livre no outro quarto, para receber o novo membro da família.

Sou só eu que gosto de quartos mais simples e sem grandes confusões? Fáceis de arrumar e organizar? Aproveitando móveis de outras divisões, muitos deles bem antigos, para criar um quarto “novo”? Também optariam por colocar os dois no mesmo quarto?


Contem-me tudo!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

DIY : Estofar um Canapé


As férias caseiras entre o Natal e o fim de ano foram o tempo que eu e o Miguel precisámos para colocar em andamento dois ou três trabalhos DIY cá em casa. Um deles, e o que eu andava com mais vontade de fazer, foi finalmente estofar o nosso canapé - mais uma relíquia herdada de casa dos avós e que estava há já algum tempo na garagem dos meus pais.
O canapé já com muitos anos já tinha sofrido uma intervenção. Era inicialmente um canapé de assento em palhinha (coisa que descobri quando lhe retirei o assento para estofar) e que já deve ter sido a minha avó a dar-lhe o assento em napa avermelhada que tinha. Curiosamente sempre me lembro deste canapé com este assento vermelho em napa....
O que fizemos foi muito simples, e não nos demorou sequer uma hora. Depois de já termos medido o assento e de ter comprado em tecido em cinza claro e um galão (fita) a condizer, a primeira coisa a fazer foi retirar o assento antigo que estava pregado ao canapé. Basicamente uma tábua de contraplacado ao qual estava fixa uma esponja para fazer o assento forrado por sua vez com napa. 

Depois de retirarmos a tábua e de seguidamente retirarmos o estofo de napa do assento de esponja percebemos que podiamos aproveitar tanto a esponja como a tábua. Fixamos então a esponja à tabua, na posição em que estava, e bastou então, com uma pistola de agrafos (agrafador de estofador) colocar o novo tecido bem esticado e prender à tábua. Depois disso, o Miguel aparafusou a tábua com o novo assento estofado ao canapé - depois deste ter sido limpo e encerado com cera própria para dar brilho a móveis.

Depois foi apenas mais uma simples operação cosmética e com a ajuda de uma pistola de cola quente fixamos a toda a volta do novo assento o galão (fita).

Com o tecido que sobrou a minha mãe ainda me fez uma almofada decorativa, e eu acabei por comprar mais duas almofadas em cinza claro os saldos da Zara Home.


E assim se transformou o nosso velho canapé! Acho que para primeiro trabalho não ficou nada mal!

(Para ver o antes e depois vão até à mina conta do instagram: https://www.instagram.com/p/BdQj7kwnNxv/?taken-by=joanaroque78)