quarta-feira, 4 de julho de 2018

Laundry Day: ou o dia de lavar a roupa


A vida doméstica com 3 crianças pequenas, refeições, compras, uma casa relativamente grande e um jardim é uma tarefa que parece não ter fim. 
É preciso estar sempre a adaptar estratégias que sejam mais eficazes para nós!
Quando partilho aqui algumas das minhas estratégias, não passa disso mesmo. De uma partilha de algo que funciona para mim, para nós, e que obviamente não funciona para todas as pessoas.
Ultimamente (e muito por causa do instagram) perguntam-me à cerca da minha estratégia para a roupa. Se lavo todos os dias ou se lavo uma vez por semana, e como faço essa gestão. As perguntas são mais ou menos constantes, e muitas, e achei que eram o tema indicado para finalmente fazer um novo post para este economia cá de casa. 

Cá em casa existe um “laundry day”. Ou seja um só dia em que se fazem máquinas de roupa, e se coloca a secar, se estende e apanha e dobra.... na prática essa tarefa pode estender-se por mais do que um dia, depende do tempo que a roupa demorar a secar e do próprio tempo - se chove ou se está sol.

Sexta feira é o dia escolhido. Podia ser outro qualquer, mas dá-me jeito que seja este. Como já disse algumas vezes aqui, tenho uma senhora que vem duas manhãs por semana para dar uma ajuda cá por casa. À segunda feira é dia de passar a ferro e dar um jeito no piso social. Sendo assim, em 4 horas era impensável que conseguisse passar tratar da nossa roupa toda. Por isso nós temos essa tarefa, e ela, quando chega tem tudo separado e organizado pronto a passar. Mesmo assim cá em casa há já uma quantidade de peças que não se passam... Eu sei que há pessoas que passam tudo, cuecas inclusive mas, tal como disse o que se adapta a uns não tem de se adaptar a todos.

Portanto à sexta feira lá se começam a fazer máquinas de roupa para lavar. Como todos usamos roupa super prática no dia a dia e muito poucos tecidos delicados, não sinto grande necessidade de separar a roupa por cores. - e não costumo ter problemas. Para além disso uso toalhitas de transferência de cor.... Só em alguns casos muito específicos e com peças mais delicadas faço separação de roupa que posso depois lavar à mão ou num programa da máquina específico.
Mas faço outro tipo de separação de roupa. Separo por categorias:
máquina de lençóis, máquina de toalhas de casa de banho, máquina de roupa de cozinha (panos, aventais, guardanapos, individuais ou toalhas....), máquina de roupa dos rapazes, máquina de roupa nossa, máquina de roupa dela - sendo que se tiver necessidade de acabar de encher uma máquina junto sem nenhum problema a roupa deles e a nossa, e só não o faço por habito, porque fica logo separada.
Porque é que separo a roupa por categorias? Porque para mim, acho que poupa tempo na altura de estender, secar, dobrar e/ou colocar nos cestos para arrumar e passar a ferro. (Se por acaso for uma semana em que usamos  - nós e os miúdos - muita roupa escura/ ou muita roupa branca - faço máquinas separadas de roupa escura/claro em vez de roupa nossa e dos miúdos, mas acontece menos vezes.

Depois é lavar normalmente, com detergente e amaciador. No caso dos lençóis e maioria das toalhas de banho uso detergente específico para roupa branca, porque só usamos lençóis brancos, e brancas/ cinza são a maioria das nossas toalhas... Nos outros casos outro detergente “normal” e as tais toalhitas de transferência de cor. Em alguns casos de nódoas coloco na roupa, antes de levar à maquina um spray oxi-action anti nódoas - principalmente na roupa deles e na roupa de cozinha (panos, toalhas, guardanapos).

Depois de uma máquina lavada, encho logo com a próxima enquanto coloco a outra a secar que, consoante o tempo e o tipo de roupa, seca no secador, ao ar livre, na lavandaria ou debaixo do telheiro da churrasqueira.
Uma nota em relação ao secador: quando uso o secador de roupa, uso maioritariamente para roupa que não é para passar a ferro - e que assim que saia do secador seja apenas dobrar e arrumar. Como o meu secador é muito antigo - ando a ponderar comprar um mais moderno - não gosto muito de secar roupa lá que depois é para passar a ferro, porque acho que fica demasiado engelhada e vincada.... (manias). Só como também não gosto de ter a roupa muitos dias a secar dentro de casa, quando está a chover semanas a fio, lá têm algumas coisas de ir parar ao secador.

Quando tiro a roupa da máquina - que não pode/deve estar muito cheia, para lavar bem e não ficar demasiado engelhada para passar - sacudo bem e vejo logo o que continua com nódoas e precisa de outro tratamento. Essa roupa é separada para colocar a corar com sabão azul, eventualmente em lixívia gentil, lavar com água morna e fairy consoante o que tiver de ser.... é depois colocada a secar juntamente com a outra....

Vão-se fazendo máquina e colocando a secar, umas atrás das outras - umas 5 máquinas seguidas...

E depois de tudo seco? Aí começa outra saga. Dobrar o que é de dobrar, passar o que é de passar.
A dobrar: Panos e toalhas de cozinha, cuecas, meias, pijamas, toalhas de wc, roupa interior, roupa de casa ou ginásio...
A passar: lençóis, toalhas de mesa e guardanapos, camisas, calças e calções vestidos, saias,  t-shits e polos exteriores, camisolas, macações, saias.....

Tenho vários cestos onde toda a roupa é colocada por “categorias” - e existem cestos por categorias para a roupa passada e dobrada, e para a roupa a passar a ferro. Quando a senhora que me vem ajudar chega para passar a ferro, tem já a roupa que está lavada e dobrada nos cestos para arrumar e a roupa para ela passar nos respetivos cesto de cada um. Assim é só tirar do cesto, passar e colocar no outro cesto correspondente para levar depois apara cima e arrumar.Ou seja a roupa de casa tem um cesto (na verdade tem dois: o que vai para o sotão e o que fica na cozinha), a roupa deles tem outro cesto, a nossa roupa tem outro cesto e a roupa da Benedita outro cesto. E porquê? Porque cada cesto tem um destino: a nossa roupa vai para o nosso quarto, a roupa da Benedita vai para o quarto dela, a roupa dos rapazes para o quarto deles e a roupa de casa para o sotão ou para a cozinha. Acho muito mais prático assim do que andar com roupa misturada... Mas lá está, cada um se organiza como acha melhor...

Em relação à roupa que não arrumamos dobrada: camisas, vestidos... Temos um charriot na lavandaria com cabides onde penduramos logo as coisas - seco as camisas em cabides, assim como os vestidos, que depois de secos coloco na charriot que depois de passadas são novamente colocadas nos cabides e vão diretos para os armários, sendo depois só preciso levar para a lavandaria novos cabides vazios.

Bem vistas as coisas lavamos a roupa à sexta, e à segunda vai tudo passado e é arrumado e por isso dá jeito ter a lavandaria onde as coisas vão ficando organizadas.

Outra coisa: começo esta tarefa de lavar roupa logo de manhã, e vou fazendo ao longo do dia... Umas vezes despacho tudo ainda de manhã (lavar e colocar a secar) outras vezes já a meio da tarde. Pelo meio obviamente que vou fazendo outras coisas - e assim que a máquina apita a dizer que terminou uma lavagem, lá vou eu colocar outra a lavar e estender aquela, e depois volto para o que estou a fazer.

Pessoalmente não acho prático andar a fazer máquinas todos os dias. E todos os dias (ou quase) ter de tratar da roupa! Na casa antiga fazia isso - uma máquina de cada vez - obviamente não todos os dias pois na altura éramos só dois e saímos de lá com o Zé com menos de dois anos - e fazia assim principalmente porque tinha tarifa bi-horária e s usava as máquinas depois das 22h. Ora a essa hora fazer mais do que uma máquina não dava, e só fazia uma num dia. Quando trocamos de casa, uma das minhas prioridades era NÃO TER tarifa bi-horária e ser “escrava” desses horários. Na realidade, acho que não compensa nada - mas isso já é matéria para outra conversa.


E basicamente isto é o que se passa cá em casa no nosso “laundry day”! E vocês como preferem fazer? Como é mais prático nas vossas casas?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Compras online


Já fui uma pessoa que gostava muito de ir ao “shopping”. Actualmente não sou grande adepta, e “fujo” deste tipo de grandes superfícies sempre que posso. Só vou quando realmente necessito de por lá fazer alguma coisa, e a ideia de ir ao “shopping” passear, para mim, deixou de fazer grande sentido. No entanto continuo a adorar ir fazer compras aos supermercados e às minhas lojas de  rua favoritas...
Mas isto para dizer que, o facto de cada vez gostar menos de ir ao “shopping”, e a necessidade de ter efetivamente de comprar coisas, têm-me levado a ficar cada vez mais adepta de compras online. Há várias vantagens, seja uma maior variedade de coisas, seja poder comprar em lojas que não existe na minha cidade, seja o simples facto de não ter de sair e ver as coisas entregues em casa. Há preços melhores, imensas promoções online, há entregas gratuitas a partir de um certo valor, e é relativamente simples de devolver quando um artigo não nos enche as medidas...
Este tipo de compras tem também outra vantagem - encontramos marcas nacionais (ou não) artesanais e muito mais originais e diferente do que aquilo que podemos encontrar nas lojas convencionais, em que é quase sempre tudo mais “parecido”.

Comecei por comprar coisas mais para a casa - as minhas novas cadeiras da cozinha, por exemplo, e outros pequenos artigos de decoração, mas também me rendi a comprar roupinhas à Maria Benedita, sapatilhas para os miúdos, um tapete na Zara Home que depois devolvi sem nenhum problema, “prints” e afins para oferecer e para ter cá em casa, colares únicos personalizados, e até produtos para a casa e alguns alimentos com melhor qualidade/preço e actualmente tenho até comprado alguma roupa para mim. Mas confesso que o que me enche as medidas comprar é mesmo artigos de decoração para a casa....

Quanto a pagamentos, há varias modalidades - eu gosto de usar a versão cartão de crédito - como só compro em sites seguros, nunca tive problemas e depois faço o pagamento a 100% - mas quem preferir pode fasear pagamentos, tem essa vantagem. Mas também gosto de comprar por transferência bancária ou multibanco, porque actualmente com home banking tudo isto se torna muito fácil!

Deixo-vos uma pequena lista dos meus sites de decoração para a casa favoritos - e onde efetivamente já fiz compras e onde correu sempre tudo muito bem. Preços em conta e muitas promoções para tornarmos a nossa casa o nosso cantinho de paraíso....

La redoute:
Sklum:
Zara Home:

H&M Home:

E por aí há adeptos de compras online? O que preferem comprar? Sites favoritos? Partilhem tudo!!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Snack e Lanches para os miúdos. As nossas opções


Muito me perguntam acerca dos lanches e snacks que os meus filhos comem. Quem segue as minhas redes sociais e o blogue, sabe que me preocupo bastante com a origem dos alimentos - gosto de comprar sazonal, local e biológico sempre que possível, e principalmente que evito alimentos muito processados e com muitos conservantes e açúcares. 
O Zé já anda no jardim de infância que assegura todas as refeições, mas tenho o António ainda em casa, e há sempre os lanches me casa, e as nossas saídas, viagens, idas à praia, piqueniques e outros momentos em que é preciso montar uma lancheira para os miúdos.

Há opções sempre seguras e que eles gostam muito, como fruta, iogurte, um pãozinho com queijo ou manteiga, frutos secos que eles adoram... Sabem também que faço imensas coisas em casa para eles: bolachas, sumos naturais, batidos, iogurtes, barritas de cereais, panquecas, bolos e as papas de aveia que eles devoram.

Mas ninguém é perfeito. Nem sempre há tempo, nem sempre há oportunidade, jeito ou até vontade. Mas há boas opções - sem serem altamente processadas, carregadas de açúcar e “E´s” - à venda em quase todo o lado. E é isto que me perguntam tantas e tantas vezes. Que compras faço eu, de snacks para os miúdos.

Pois bem, aqui fica uma pequena selecção (com algumas marcas e locais de compra da minha preferência) dos favoritos dos miúdos cá de casa. Sempre que possível e porque prefiro opto por biológico e/ou marcas portuguesas.

Barritas de frutos secos - há imensas opções nas lojas de produtos biológicos e naturais. As Despertar do Buda, da Iswari (www.iswari.pt) são as preferidas dos miúdos. 

Queijinhos individuais - Os preferidos são os Babybel (www.babybel.pt)
 O António só gosta de os descascar, mas o Zé se eu deixar come 2 ou 3....

Fruta desidratada -Normalmente compro da Fruut (www.fruut.pt) e tenho de esconder os pacotes. Só compro de maçã porque são os que eles gostam mais, e opto sempre pela versão normal. 

Purés de Fruta 100% fruta biológicos - São óptimos para levar para todo o lado. Já experimentei várias marcas, mas agora compro do Aldi (www.aldi.pt)
porque além de serem uma opção muito mais em conta (1 embalagem de 4 unidades custa pouco mais de 2 euros), são para beber e não necessitam de colher. Tenho quase sempre em casa para uma saída de última hora - normalmente comem fruta!

Tostas de Milho Bio - Descobri estas tostas de milho biológicas apenas com 3 ingredientes no Aldi, e são também um grande favorito cá em casa. (O sabor lembra as tiritas de milho em versão boa!)

Bolachas de Arroz - Há à venda em quase todo o lado. Só tenho em atenção a lista de ingredientes - apenas arroz, sésamo e sal. Costumo comprar no Aldi.

Arroz Puff e Corn Flakes sem adição de açúcar Bio - Os miúdos gostam de comer assim simples, ou com leite ou iogurte natural. Costumo comprar os Corn Flakes bio a granel numa loja de rua aqui em Coimbra, a Grão Natural, e o Arroz Puff no Continente (Tanto uma coisa como outra há em praticamente todos os hipermercados, e lojas de produtos Biológicas)

Tostinhas de Quinoa ou Chia/Amaranto Bio - Foram a mais recente descoberta do Aldi (que quem  me segue no instagram me deu a conhecer). Os miúdos chama-lhes bolachas, apesar de não levarem nenhum tipo de açúcar nem serem sequer doces. 

Frutos secos - Os favoritos são as nozes e os cajus, mas também gostam de amêndoas. Têm uma paixão por figos secos. Compro no Lidl (www.lidl.pt), Aldi ou na Villarica Gourmet Store (https://www.facebook.com/villarricagourmetstore/) através de encomenda online.

Estas são algumas das coisas que compro e que gosto de ter em casa. E com as quais acredito estar a fazer melhores oções para os snacks e lanches dos meus miúdos. Cá em casa não há bolachas, bolinhos e afins. Quando há, é porque eu faço. Foi uma escolha e opção nossa. Porque eu é que sou a mãe. E sou eu que vou às compras. E compete-me a  mim fazer as melhores escolhas para os meus filhos. 

Claro que de vez em quando comem uma Bolacha Maria, ou um biscoito industrializado. Se alguém lhes oferece não nego que comam. Mas aqui em casa não há. E eles também não pedem.Não sou melhor nem pior mãe por isso. Fiz e faço estas escolhas na esperança que ao crescerem os meus filhos saibam também fazer melhores escolhas alimentares. Menos processados e mais comida de verdade.


Quem também tem optado por estas escolhas? Que produtos são os favoritos dos vossos filhos?

terça-feira, 24 de abril de 2018

DIY Mesa de Centro


Apesar de já morarmos aqui há praticamente 3 anos, a casa está longe de estar “acabada”. Há sempre coisas que são provisórias, e outras que vamos mudando, ou porque acabamos por sentir que faz mais sentido de outra forma, ou porque a família aumenta. O quarto que era do Zé, já teve umas 3 ou quatro versões antes de ser o que é agora. E há medida que vamos comprando ou recuperando algumas coisas, a casa vai ganhando uma nova imagem...
Nesta casa há uma divisão onde vai parar tudo o que “não faz sentido” no resto da casa, onde é o escritório do Miguel, onde se guarda a papelada, a impressora, e onde os miúdos brincam à vontade e podem espalhar legos e playmobil sem ser necessário arrumar, pois não atrapalham a vida de ninguém.
Nessa divisão estão também alguns móveis que não ficam bem no resto da casa. Há 12 anos atrás, quando casamos e montamos a nossa primeira casa, usavam-se móveis escuros, em wengue. Agora parece que o branco e o estilo escandinavo vieram para ficar, além de ter outra enorme vantagem: torna toda a casa mais luminosa e fresca. E a nossa casa tem imensa luz da qual queremos tirar o máximo partido. Apesar de adorar móveis antigos - e de não os ter pintado de branco, apenas recuperado na cor original, gosto de os misturar com coisas mais modernas e brancos. Nesta nossa divisão não há móveis antigos. Apenas alguns móveis que compramos na altura, mas que agora não se adequam ao estilo que queremos para a nossa casa. (Vendemos alguns, mas alguns ainda estão por cá!) E era também aí que estava a nossa antiga mesa de centro/café. Uma mesa grande, de tampo muito escuro e pés de inox. Uma mesa bonita que fazia todo o sentido na nossa casa antiga, mas que aqui não se enquadrava. 

Ao mesmo tempo a nossa sala de estar ainda está um pouco despida... Faltam-lhe coisas ainda. Um eventual tapete (apesar de não termos tapetes em mais lado nenhum), uma mesa de café e a segunda zona de estar que neste momento é apenas e só o espaço onde os miúdos têm alguns brinquedos e brincam...
Faltava-me uma mesa de café e ao mesmo tempo tenho uma cujo modelo gosto - mas não gosto da cor - escondida numa divisão do sótão.

Era altura de deixar de ter receios de estragar a mesa, e foi a altura de a pintar de branco.
Comprei uma tinta branca mate e multi superfícies, pois decidi que os pés inox também seriam pintados de branco. 
Lixei o tampo de madeira escura, e depois foi ir dando várias camadas de tinta branca, com a ajuda de um rolo pequeno para ficar mais uniforme. E deixar secar. Não coloquei nenhum verniz no fim, mas não sei se lhe terei de dar outro acabamento para tornar a tinta mais resistente...

Pessoalmente gosto do resultado final. E pelo menos agora faz sentido com o resto da casa. Além de gostar de a ver assim. A sala ainda não tem tapete - nem sei se virá a ter nos próximos tempo - mas esta zona ficou mais composta.
E, melhor de tudo, foi dar uma nova vida a uma mesa de centro que só estava mesmo a estorvar e, para já, ter evitado comprar outro.


Por aí, também fazem transformações do género?

terça-feira, 17 de abril de 2018

#12 Organização das refeições da semana (Meal Prep da semana)


Mais uma preparação da ementa semanal para se inspirarem! E com uma pequena ressalva. Os ingredientes como os legumes frescos, que são preparados e estão lavados e devidamente acondicionados no frigorífico para utilizar ao longo de 4 DIAS , são as quantidades para as nossas refeições para 4 dias. Ou seja não há legumes estragados nem desperdícios, porque não preparo em maior quantidade do que aquilo que consumimos, nem os legumes ficam eternamente no frigorífico. E isto é um dado muito importante. Quer no momento de comprar - comprar o que vamos gastar e não em excesso, e preparar o que vai ser consumido nestes dias. É por isso que não há oportunidade para que os legumes se estraguem, apodreçam e outras questões do género. Não é só uma questão de poupar tempo, mas um exercício de desperdiço zero.

Ementa da Semana:

2ª feira: Raia no Forno com Batata Doce + salada de folhas verdes
3ª feira: Bifinhos de Frango na Frigideira com Alho Francês + arroz fingido de talos de brócolos e cenoura + salada de folhas verdes
4ª feira: Sem jantar em casa 
5ª feira: Espetadas de Porco com cebola nova e bacon + Brócolos + Massa
6ª feira: Carne de vaca na Slowcooker com Pimentão Fumado e Ervas + couve salteada +  Arroz

(De véspera, domingo, deixar a descongelar a carne de vaca para fazer logo na slowcooker, a raia para o jantar desse dia, os bifinhos de frango para o jantar de terça e a carne de porco para o jantar de quinta)

OUTRA NOTA IMPORTANTE - Para quem pergunta se a carne não se estraga tantos dias temperada no frigorífico. Em relação à carne de aves, que se estraga mais facilmente não aconselho mais de 2 dias no frigorífico temperada. Portanto se a prepararem ao domingo, deve fazer parte da ementa semanal entre segunda e terça. Quanto à carne de porco, a história é outra. Aguenta largos dias temperada no frigorífico. Se duvidam perguntem aos avós ou façam uma pesquisa acerca de “vinha de alhos” e “carne de alguidar” e até a carne para chouriças, onde a carne de porco estava longos dias temperada e até fora do frigorífico. É uma técnica de conservação. E portanto não, não se estraga. (Mas se não o quiserem fazer também não tem mal nenhum, que cada um sabe de si e eu estou só a dar exemplos do que faço cá em casa e não a obrigar ninguém!!)

  • Coloquei a carne de vaca na slowcooker. temperei com pimentão fumado + alho em pó + cominhos + ervas secas + sal e liguei a panela em low 12 horas. Ao fim deste tempo a carne deverá estar cozinhada. Neste caso fiz o dobro da quantidade - duas refeições para nós. E vou congelar as duas. Uma para descongelar para o jantar de sexta, e outra para um outro dia qualquer....

  • Temperei a raia com azeite, alho e sal para levar ao forno à hora de jantar.

  • Lavei bem as batatas doces e coloquei num tabuleiro para levar ao forno para assar ao mesmo tempo que a raia.

  • Temperei os bifinhos de frango e guardei numa caixa hermética no frigorífico

  • Temperei a carne de porco e guardei numa caixa hermética no frigorífico

  • Decasquei e cortei cebola nova em quartos para as espetadas, assim como bacon em cubos grandes. Guardei tudo numa caixa hermética para depois “montar” as espetadas para o jantar de quinta feira.

- Preparei os floretes dos brócolos, lavei e sequei bem numa toalha de cozinha. Coloquei depois num saco com fecho hermético. Guardei os talos.

  • Com os talos de brócolos triturei- os com cenoura para o “arroz” fingido para acompanhar o frango de terça feira ao jantar.

  • Arranjei morangos - lavei-os, sequei-os muito bem numa toalha de cozinha e retirei o pé. Coloquei depois numa caixa de vidro com tampa hermética forrada com papel de cozinha para absorver humidade.

  • Lavei os tomate cereja e sequei bem num pano de cozinha. Guardei numa caixa hermética onde estão prontos a consumir.

  • Cortei a couve em juliana fina, lavei e sequei bem num pano de cozinha e guardei numa caixa hermética para o acompanhamento de sexta feira.

  • Cortei o alho francês em rodelas finas. lavei bem, deixei escorrer e sequei depois sobre um pano de cozinha. Guardei num saquinho com fecho para depois juntar aos bifinhos de frango de terça feira

  • Lavei e sequei muito bem a salada de folhas verdes com um secador de saladas. Guardei num saco com fecho hermético - vai do saco para a saladeira e é só temperar

(Já tinha feito sopa no domingo - arranjei o dobro dos legumes e a outra metade coloquei num saco com fecho hermético para fazer novamente sopa durante a semana. Guardei no frigorífico!)

Segunda feira antes da hora de jantar, basta ligar o forno e colocar o raia a assar, assim como a batata doce. Depois é colocar a salada na saladeira e temperar na hora.

Terça feira. Fazer os bifinhos de frango na frigideira com o alho francês e juntar um pouco de natas ou leite de coco. Rapidamente saltear o arroz fingido de brócolos e cenoura num frigideira com azeite, alho e especiarias. Colocar a salada na saladeira

Quarta feira não jantamos em casa.

Quinta feira “montar” as espetadas de porco alternando carne, bacon e cebola. Grelhar no fogão. Cozer massa e brócolos.

Sexta feira. De véspera retirar a carne do congelador. Aquecer antes de ir para a mesa Fazer arroz para acompanhar e saltear rapidamente a couve já preparada num frigideira com alho, azeite e sal.


Boas meal preps para todos!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

#11 Organização das refeições da semana (Meal Prep da semana)


Depois de muitos pedidos - e de alguma falta de tempo da minha parte - aqui estamos nós com mais uma “meal prep”!
Ementa da Semana:

2ª feira: Bacalhau com Caçoilo + batata a murro + brócolos
3ª feira: Coxas de Frango no forno + palitos de batata doce no forno + coleslaw de couve, maça e nozes
4ª feira: Polvo à Lagareiro com Batata Doce 
5ª feira: Tacos com carne picada + salada + guacamole
6ª feira: caril de Legumes com ovo estrelado + arroz

(De véspera  - domingo-  deixar o bacalhau a descongelar para o jantar de segunda, bem como o polvo para o jantar de quarta, assim como as coxas de frango para o jantar de terça)

  • Coloquei o polvo a cozer.

  • Descasquei legumes variados para sopa. Metade coloquei na Bimby e fiz sopa, a outra metade coloquei num saco hermético e guardei na gaveta do frigorífico para voltar a fazer sopa a meio da semana. É só despejar o conteúdo do saco para a Bimby (ou panela) juntar água e sal e deixar cozinhar

  • Quando arranjei os legumes para a sopa, arranjei mais quantidade de batata doce. Cortei uma parte em palitos, que guardei num recipiente cheio de água no frigorífico para o acompanhamento do jantar de terça feira, e a outra parte cortei em cubos - e guardei igualmente num recipiente com água tapado, no frigorífico -  para juntar ao polvo de quarta feira ao jantar.

  • Descasquei duas cebolas grandes e 6 dentes de alho. Metade coloquei no caçoilo de barro, onde coloquei também o bacalhau, louro e um pouco de pimenta e reguei com azeite. Tapei com papel de alumínio e foi para o frigorífico até ir parar ao forno mais tarde. A outra metade coloquei num caixinha plástica hermética para usar no polvo à lagareiro do jantar de quarta feira.

  • Temperei diretamente no tabuleiro de louça as coxas de frango. Tapei com papel de alumínio e guardei no frigorífico.

  • Cortei a couve em juliana fina, lavei bem e sequei ainda melhor. Guardei numa caixa de vidro hermética para o jantar de terça feira. Para fazer a coleslaw basta depois juntar maça ralada, nozes picadas e temperar.

  • Arranjei, lavei e sequei bem a mistura de folhas verdes. Coloquei depois num saco plástico hermético. Está pronta para ir para a saladeira, basta temperar.

  • Preparei os brocolos para depois cozer a vapor. Cortei os floretes, lavei bem, e coloquie num saco plástico com fecho hermético. Basta depois cozer.

  • Assim que o polvo ficou cozinhado, retirei e guardei numa caixa de vidro hermética no frigorífico para o jantar de quarta feira.

  • Lavei e arranjei morangos - (lavo bem, seco bem e apenas retiro o pé guardando-os inteiros numa caixa de vidro hermética)

  • Lavei tomate cereja e guardei numa caixinha para estarem prontos a consumir na altura das refeições. (os miúdos adoram!)


Antes da hora de jantar de  segunda feira basta colocar o caçoilo de barro no forno a cozinhar o bacalhau. Lavar e cozer as batatinhas que no fim se juntam no caçoilo ao bacalhau e cozer a vapor os brócolos que já estão arranjados.

Na terça feira é colocar no forno as coxas de frango para assar. Escorrer as batatas doce em palitos da água, secar num pano e colocar num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal numa só camada. Temperar com sal e azeite e levar ao forno. Para a coleslaw, basta juntar a couve em juliana já pronta com 1 maçã ralada, nozes picadas e temperar com limão.

Na quarta feira é preparar o polvo com batata doce no forno. Escorrer a água das batatas cortadas em cubos e dar uma fervura nas mesmas em água temperada de sal. Escorrer e colocar num pirex ou tabuleiro de louça. Juntar o polvo já cozido partido em pedaços, a cebola e os dentes de alho já preparados, temperar a gosto e regar com azeite. Colocar no forno e acompanhar com a salada já pronta que basta temperar.

Na quinta feira aquecer a carne picada retirada de véspera do congelador - (que já tinha sido feita e congelada há umas semanas). Fazer um guacamole e servir tudo com tortilhas, salada já pronta e tomate cereja. 

Na sexta feira preparar os legumes para o caril, fazer o caril, arroz e estrelar os ovos - sem nada preparado, fazer tudo na hora. (À sexta feira o tempo é sempre menos contado....)


E que tal? Já começaram a fazer o mesmo? Ajeitam-se? Que me têm a dizer? Ganhamos ou não tempo durante a semana?

sexta-feira, 9 de março de 2018

#10 Organização das refeições da semana (Meal Prep da semana)


Depois de muitos pedidos, voltam os planeamentos das refeições da semana! 
Quando a Maria Benedita nasceu, deu-me imenso jeito as inúmeras refeições congeladas e coisas preparadas (e também congeladas) que tinha deixado. Depois, ainda numa de nos adaptarmos às rotinas, fui fazendo as refeições conforme os “apetites”, o cabaz da semana e o que ainda tinha em casa, comprando mais uma ou outra coisa... Mas já estava a sentir falta da minha organização. Estou habituada, gosto de fazer assim, e acho que isso facilita e muito a hora do jantar e principalmente incentiva a comer melhor.

Volto só a referir - que nunca é demais e porque há quem ainda não tenha percebido - que nesta preparação da ementa semanal não se trata de cozinhar todas as refeições da semana e comer comida requentada.. Mas sim organizar os alimentos: preparar legumes, temperar alguma carne de um dia para o outro, fazer eventualmente 1 refeição que fique ainda melhor aquecida (como caril ou carne estufada...) ou para um dia em que sabemos que temos mesmo de ter uma refeição pronta porque chegamos tarde a casa...

Então, um mês depois do nascimento da Maria Bendita e com o início de Março, retomo as “meal preps”.

Ementa da Semana:

2ª feira: Caril de Peixe e Abóbora + arroz + grelos
3ª feira: Panadinhos de Frango com Amêndoa no Forno + Brócolos + Coleslaw de couve coração, maçã e sementes de sésamo + palitos de batata assada no forno
4ª feira: Posta de Linguado com azeite e alho na frigideira + arroz de couve flor e cenoura + brócolos
Salmão no Forno com gengibre, alho e malagueta + salada de alface +  batatinhas assadas
5ª feira: Costeletas grelhadas + coleslaw de couve coração, maçã e nozes + puré de abóbora assada
6ª feira: Lulas salteadas com alho + salada verde + Legumes salteados


(Deixar de véspera a descongelar no frigorífico os bifinhos de peito de frango para os panados de terça feira, e os filetes para o jantar de segunda feira)


Assei abóbora Butternut no forno com casca (que é comestível depois de assada ou      
cozida, principalmente se for de abóboras bio) mas sem sementes. Depois de assada e arrefecida triturei até ficar em puré e temperei com raspa de laranja (fica delicioso!)

Descasquei legumes variados para sopa. Metade coloquei na Bimby e fiz sopa, a outra metade coloquei num saco hermético e guardei na gaveta do frigorífico para voltar a fazer sopa a meio da semana. É só despejar o conteúdo do saco para a Bimby (ou panela) juntar água e sal e deixar cozinhar

Quando arranjei os legumes para a sopa, arranjei mais quantidade de batata e abóbora.  A batata guardei já em palitos num recipiente cheio de água no frigorífico. A abóbora cortei em cubinhos para usar no caril do jantar de segunda feira.

Preparei o caril de peixe e abóbora para o jantar (depois é só aquecer e fazer o arroz

Arranjei os grelos, cozi-os em água e sal e guardei depois de bem escorridos num recipiente de vidro hermético - são o acompanhamento do  caril do jantar de segunda feira 

Temperei os bifinhos de frango com sal, pimenta, sumo de limão e alho. Guardei numa caixa hermética no frigorífico

Triturei a amêndoa para panar os bifinhos de frango e guardei num frasco de vidro na despensa.

Arranjei a couve coração em juliana fininha. Lavei bem, deixei escorrer e guardei numa caixa de vidro hermética no frigorífico. Para fazer o coleslaw basta juntar a maçã ralada na hora e as sementes e temperar com limão.

Triturei a couve flor com a cenoura grosseiramente para o o arroz de couve flor de quarta feira ao almoço e guardei numa caixa de vidro hermética

Lavei e preparei a alface para estar sempre pronta a usar. Guardei numa saladeira a vácuo. Depois é só tirar para a saladeira e temperar.

Cortei alho francês em juliana fina , lavei e guardei numa caixa hermética

Lavei e arranjei morangos

Lavei tomate cereja e guardei numa caixinha para estarem prontos a consumir na altura das refeições. (os miúdos adoram!)

Fiz “iogurtes” de morango, coco e chia

Orientação da semana:

Na segunda feira, basta aquecer o caril de peixe e abóbora, os grelos e fazer o arroz

Na terça feira é retirar os bifes do frigorífico, panar com a mistura de amêndoa e levar ao forno. Ao mesmo tempo colocar os palitos de batata que também já estão preparados no forno. Retirar a couve, ralar maça, juntar as sementes de sésamo e temperar. Cozer brócolos para os miúdos

Na quarta feira temperar e cozinhar as postas de linguado que deixei a descongelar de véspera, fazer o arroz de couve flor já triturado na frigideira e se não tiverem sobrado, cozer mais brócolos a vapor. Para o jantar temperar com alho picado, gengibre fresco picado e malagueta as postas de salmão que deixei a descongelar na véspera. Coloca no forno. Entretanto cozer ou assar batatinhas para acompanhar e retirar a salada de alface para a saladeira e temperar.

Na quinta feira temperar de sal as costeletas retiradas do congelado na véspera e grelhar. Aquecer o puré de abóbora e juntar maçã e cenoura ralada na hora à couve já preparada. Temperar com limão e juntar nozes.


Na sexta feira preparar as lulas que retirei na véspera. Preparar os legumes (juntar o alho francês preparado). Saltear tudo na frigideira com azeite e alho - lulas e legumes em separado e fazer outro acompanhamento. Retirar alface e temperar.

E então? Que tal este planeamento? Mais esclarecedor em relação aos anteriores? E vocês, ajeitam-se ou não com esta meal prep - ou ainda estão a ganhar coragem para começar?

quinta-feira, 1 de março de 2018

Detergentes DIY


No último post, falei aqui que além das minhas resoluções de reduzir (principalmente o consumo de plásticos) e de reaproveitar e reciclar cada vez com maior consciência, também me tinha novamente voltado a usar com maior regularidade um spray multiusos caseiro, feito com água e vinagre.
Na verdade, já não é a primeira vez que falo sobre isto - ver aqui: https://economiacadecasa.blogspot.pt/2010/07/multiusos-ecologico-economico-e-caseiro.html, e a Dona P. continua a limpar imensas coisas com vinagre cá em casa, principalmente o chão.
Depois de alguma pesquisa sobre o assunto, faço o spray multiusos de forma um bocadinho diferente da falada no post de 2010. Misturo em partes iguais água e vinagre (normal de vinho branco) - e coloco a mistura num “borrifador” reaproveitado de outro produto, depois de bem lavado.

Uso (e nunca deixei de usar para isso) para limpar o microondas, e os tabuleiros das cadeiras de comer dos miúdos, porque não tenho de me preocupar com enxaguamentos. Basta borrifar e passar um pano limpo e está pronto a ser sujo outra vez, a cair comida que vai depois direta para a boca ou para o prato.

Além disso também tenho usado para limpar os lavatórios das casas de banho, vidros, espelhos e todas as superfícies que necessitem. Quando acaba é só voltar a encher com água e vinagre em partes iguais. (Entretanto li/vi uma forma de aromatizar o vinagre deixando-o alguns dias a macerar com cascas de citrinos, e só depois juntar com a água. Ainda tenho o meu vinagre a “macerar”, mas depois posso contar se o cheiro sempre fica mais agradável!)

Outra das coisas que fiz, foi sabão “líquido”, partido de uma barra de sabão azul tradicional. Basicamente é pegar num pedaço pequeno de sabão - cerca de 50g, ralar e juntar cerca de 1 litro de água a ferver para dissolver o sabão. Em levei ao lume para ferver e dissolver bem... Ficou um cheiro um bocado esquisito na cozinha, mas nada que a janela aberta ou o exaustor ligado não resolvam. Depois coloquei em dispensadores de sabão líquido, Podem usar nas casas de banho para lavar as mãos, mas eu tenho na cozinha e na lavandaria. Na cozinha tenho usado para lavar o biberon do leite matinal do António (os da Maria Benedita são esterilizados), alguma louça que não esteja com muita gordura e coisas de uma recém mãe como os bicos de silicone da amamentação e outras coisas do género.
Na lavadaria uso para ajudar a tirar nódoas da roupa, e nas roupas da Maria Benedita, principalmente aquelas com os cocós amarelos e difíceis de tirar... Um bocadinho de sabão líquido e água morna fazem milagres.

Não propriamente um detergente DIY, mas um detergente ecológico.... Comprei finalmente para experimentar nozes de saponária, e já fiz algumas máquinas de roupa usando-as. A roupa ficou bem lavada - mesmo a toalha de mesa com nódoas de comida e a roupa dos miúdos a padecer do mesmo mal.... No entanto também pré- tratei as nódoas antes de colocar a roupa a lavar e usei um pouco de amaciador para dar cheiro - também me aconselharam a usar óleo essencial para dar cheiro... Neste ponto ainda estou em aprendizagem...


De qualquer maneira para já estas são as coisas de tenho feito e utilizado. Se tiverem mais ideias e sugestões, agradeço a partilha. E vocês fazem algumas destas coisas? Fazem e valem a pena ou não gostaram das experiências? Contem-me tudo!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Reaproveitar e Reduzir sem nunca esquecer de Reciclar


Um dos meus objectivos pessoais para este ano de 2018, é ter mais atenção ao lixo que produzimos, e tentar reduzir, reciclar e reaproveitar cada vez mais. E isso aconteceu com o leitura do livro “Desperdício Zero” da Bea Johnson. Apesar de o livro mostar um perspectiva um bocadinho fundamentalista da coisa, também indica caminhos fáceis de colocar em prática e que todos podemos seguir. Porque se todos fizermos pequenas coisas, o impacto pode ser grande....
Cá em casa a reciclagem é constante. Somos bastante cuidadosos com a separação do lixo, e reciclamos tudo o que é possível, desde as coisas mais convencionais, como o vidro, papel e embalagens, mas também as rolhas, as tampinhas plásticas, os medicamentos fora do prazo (que levamos para a farmácia), os óleos alimentares usados e as pilhas...
Para além disso, sou uma acérrima reaproveitadora de frascos de vidro - e tenho um armário cheio deles, que uso para tudo e mais alguma coisa, desde aproveitar para a despensa, como para congelar coisas, colocar o iogurte caseiro, as compotas, .... e além dos frascos de vidro tento aproveitar tudo o que pode ter outra vida e outras utilidades no nosso dia.
E ando também a tentar reduzir o plástico, pois acho impressionante a quantidade de embalagens plásticas e não só nos dias que correm. E, quem faz separação de lixo e reciclagem certamente que já se apercebeu do mesmo.

Acho também que pequenos gestos fazem uma grande diferença, e não precisamos de sermos fundamentalistas. Se cada um de nós mudar duas ou três coisas nos seus hábitos, isso pode trazer grandes mudanças. Os “baby steps” são importantes quando se tentam mudar mentalidades. No meu caso, não quero mudar a cabeça de ninguém, mas apenas indicar algumas simples mudanças que evitam desperdícios.

Uma das minhas primeiras resoluções foi reduzir os sacos de plástico quando vou às compras. Como já aqui referi diversas vezes, faço cada vez mais compras em comércio local, como é o caso das frutas e legumes: ou vêm no cabaz da semana da Dona Rosa, ou compro na frutaria habitual. No caso do cabaz, eles ou embalam em pequenos sacos de papel ou colocam tudo no saco de sarapilheira que trás o cabaz, pelo que o plástico é muito reduzido. No caso da frutaria.... bem. Eram sacos e saquinhos de frutas e legumes variados. Portanto a resolução foi: fazer sacos de tecido (algodão) - reaproveitando tecidos - para colocar as frutas e os legumes. Na frutaria onde vou foram logo muito elogiados. E também já os usei em supermercados como o Aldi e o Supercor e ninguém me levantou nenhuma objeção...

Ainda nesta decisão de reduzir as mil embalagens que nos vêm parar a casa com tudo e mais alguma coisa, descobri em Coimbra uma loja de venda a granel de produtos essencialmente biológicos, a Grão Natural (eu só conheço esta, não sei se haverá outras!) A vantagem é que além de reduzir o plástico - têm saquinho de papel para colocarmos as coisas, também podemos levar as nossas próprias embalagens - frascos - para trazermos os produtos a granel. Tenho lá ido comprar algumas coisas que costumava comprar embaladas anteriormente, como leguminosas, cacau em pó, quinoa, flocos de coco.....

Antes disto tudo, já tinha começado a substituir as caixas plásticas por caixas de vidro hermética, a usar sacos reutilizáveis e cestas de vime para ir às compras, a aproveitar todas as aparas para as minhas galinhas, reduzindo assim o meu lixo orgânico. E voltei a utilizar com mais regularidade o spray multiuosos com água e vinagre e fiz sabão “líquido” partindo de sabão azul tradicional (se acharem pertinente e quiserem, volto a falar disso aqui num post). Não deito nada fora que esteja em boas condições e que possa ser aproveitado por outras pessoas ou para instituições - como roupa, calçado, brinquedos, coisas de casa.... Já para não falar no reaproveitamento constante na cozinha.


E por aí? Que habitos de reaproveitamento e redução de “lixo” têm?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

“Food” Nesting: Refeições organizadas para o regresso a casa com um novo bebé




Cada um de nós tem a sua realidade, claro! Mas um dos melhores conselhos que posso dar, nesta coisa de regressar a casa com um novo (ou o primeiro) bebé, é mesmo ter umas refeições organizadas e preparadas no congelar.
Fiz na altura da gravidez do Zé Maria, e voltei a fazer do António. E foi de tal forma útil e ajudou-me tanto, que não podia deixar de o fazer desta vez, principalmente porque voltar para casa com um bebé, implica mais duas crianças pequenas em casa a necessitar de atenção, implementar uma nova rotina que funcione para nós todos e suavizar a chegada da irmã aos outros dois e principalmente ter o máximo de disponibilidade para todos quando ainda se está a recuperar de um parto (no meu caso de uma terceira cesariana!) São demasiadas coisas para gerir e ainda ter de juntar a isto as refeições de todos os dias, não é fácil...
Portanto, nada mais fácil do que, com tempo, ir preperando refeições que se podem congelar já prontas ou semi-prontas, ou adiantar algumas coisas que permitam fazer uma refeição completa mais rapidamente, sem sem necessário recorrer ao take away ou comer mal durante este periodo.

Também me podem dizer que os avós podem ajudar neste ponto, irem lá para casa, mandarem sopa ou refeições....Claro que podem, se quiserem, se os avós tiverem essa disponibilidade, se estiverem por perto. Tem tudo a ver com a dinâmica de cada família... Os avós não vivem cá em casa, e além disso têm a sua própria vida. E nós também precisamos de funcionar enquanto família e adaptarmo-nos uns aos outros o mais rapidamente possível. Portanto eu prefiro assim.

Planear refeições, cozinhar,adiantar, orientar e ter a arca congeladora preparada para as primeiras semanas. Como começar? Aos poucos e poucos.

A melhor maneira de explicar, passa mesmo por dizer o que fui fazendo, como congelei, e como pretendo usar. E há de tudo. Refeições prontas e congeladas, principalmente para os primeiros dias, e para os “homens”, enquanto eu estive na maternidade.

Para esses dias há coisas como carne à bolonhesa preparada - basta deixar a descongelar e fazer um esparguete para acompanhar. Ou arroz de pato que basta deixar a descongelar e aquecer.

Deixo uma lista - enquanto sugestão e partilha de ideias - das coisas que deixei congeladas e que me simplificaram e muito o regresso a casa. 

Dalh - caril de lentilhas. Congelei já pronto, em duas caixinhas. Basta descongelar e acompanhar com arroz e ovo estrelado para uma refeição sem carne nem peixe, ou com bolinhas de carne tipo almôndegas - como a avó do Miguel faz.

Arroz de frango com açafrão e passas. Congelei já pronto. Basta descongelar e aquecer antes de comer.

Rolo de Carne recheado com cenoura e espinafres. Congelei feito, mas por cozinhar. Pode cozinhar sem descongelar no forno. Só fazer os acompanhamentos

Almôndegas - congelei preparadas mas “cruas”. Basta retirar do congelador e cozinhar mesmo assim, no tacho ou no forno. (Podem estufar em molho de tomate ou cozinhar direto na frigideira)

Empanadas de peixe e ervilhas - Aproveite sobras de peixe estufado co ervilhas e usei como recheio de massa de empanadilhas que se compra já pronta. Montei as empanadas e cozinhei no forno. Congelei depois de frias. Basta descongelar, aquecer e comer com uma salada ou legumes.

Carne de vaca estufada. Estufei carne de vaca na slowcooker. Metade retirei para uma caixa e congelei. Basta deixar descongelar e aquecer. Acompanha puré ou massa e legumes.

Empadão. Congelei já pronto, com a carne e o puré de batata. Depois basta descongelar, cobrir com o ovo batido e levar ao forno para dourar. Servir com salada.

Bacalhau Rápido com Espinafres e Natas - Congelei já praticamente pronto. Basta descongelar, juntar as natas e levar ao forno.

Caril de Frango. Congelei depois de pronto. Descongelar, voltar a ferver e acompanha com arroz basmati soltinho.

Carne de porco (rojões) cozinhada. Serva para fazer carne de porco à portuguesa. Basta juntar as batatas, pickles, azeitonas e coentros. (Também pode servir para arroz de carne, feijoada aldrabada....)

Sopa de Pedra - Aproveitei umas sobras de cozido e fiz uma espécie de sopa da pedra. Basta descongelar e voltar a ferver.

Feijoada do Cozido - Ainda com as sobras do cozido juntei feijão cozido em casa e fiz uma espécie de feijoada. Basta descongelar e fazer arroz para acompanhar

Creme de couve flor e caril (e outras sopas) - Basta descongelar e VOLTAR A FERVER. Parece sopa acabada de fazer.

Puré de couve flor. Congelei pronto. Descongelar e aquecer.

Abóbora e batata doce assadas - Congelei depois de assada e sem pele. Era para fazer sopa, mas acabei por usar para fazer puré de abóbora e a batata doce comi mesmo assim depois de aquecido. Ficam bem!

Molho de tomate pronto. Congelado pronto. Basta descongelar e serve para molhos de massa, pizzas ou para cozinhar as almôndegas.

Mini-hamburgueres de frango. Congelados em “cru”, depois de prontos. Basta cozinhar mesmo congelados.

Esparregado de espinafres. Congelei depois de pronto em doses para dois. Descongelar e aquecer.

 Frango desfiado. sobras de frango assado já desfiado. Para fazer uma massa rapida com frango cogumelos e natas.

Notas: 

Preparei uma maior quantidade de carne estufada. Uma parte congelei assim mesmo e a outra desfiei e aproveitei para o empadão.
Com a carne picada a mesma coisa: metade foi para fazer o rolo de carne, e a outra metade para preparar as almôndegas.
Preparei uma maior quantidade de cozido à portuguesa e aproveitei o excesso de carnes para fazer sopa da pedra e feijoada do cozido.
Fiz o dobro do arroz de pato, e congelei metade.
O mesmo molho de tomate que fiz para a bolonhesa, fiz em maior quantidade e uma parte congelei simples.

Havia muitas mais coisas, mas esta lista orientou-me durante as 2 primeiras semanas em casa.
Espero que seja útil, não só nestes casos, mas para quem gosta de ter algumas coisas prontas no congelador para os dias mais complicados.


O que acharam?