quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O Novo Quarto de Bebé


Depois de dar a volta e transformar o quarto do Zé Maria, no quarto dos rapazes, foi a vez de nos dedicarmos ao que era o quarto do António para ser o novo quarto da miúda que está mesmo a chegar.
Desta vez resolvemos fazer tudo diferente e tornar o quarto, logo desde o inicio em algo menos de “bebé” e mais intemporal. Um quarto de menina mas sem ser tudo muito “cutchi-cutchi” e cheio de cor de rosa. Algo que identificasse uma menina de qualquer idade.

A única coisa nova que compramos para o quarto dela, foi mesmo uma cómoda igual à dos irmãos. Tudo o resto foi, mais uma vez um reaproveitameto do que já tínhamos em casa. O berço é o mesmo berço que foi do Zé e do António, assim como a cama de grades, e as estantes finas para livros ou quadros. A prateleira que colocamos por cima da cómoda tinha vindo da casa antiga e aguardava novo local guardada na garagem. Mantivemos os cortinados com riscas cinza da Zara Home que colocamos quando nos mudamos para cá - e que fizeram a decoração do quarto do António, assim como o candeeiro, que veio do IKEA na altura da mudança de casa. A mesa de cabeceira foi comprada há uns meses largos no Lidl, e andava sem local definido entre as divisões do sótão. O candeeiro da mesa de cabeceira é o que era do António, porque tem o mesmo padrão dos cortinados e se adequa às cores que escolhemos para o quarto dela: amarelo e cinza com pequenos apontamentos cor de rosa.

O dosel era do primeiro quarto do Zé, na nossa casa antiga, e estava guardado desde essa altura. E a cama? A cama de ferro tem, para mim, uma história longa e familiar.

Foi a cama de criança do meu pai (tem seguramente mais de 70 anos) e estava guardada inicialmente para o António, para quando ele deixasse a cama de grades. Entretanto a miúda veio alterar esse plano. A cama, que também já tinha sido nossa e estava pintada de cor de rosa, foi pintada de branco e passou diretamente para o quarto dela.
Os edredons, quer da cama de grades, quer da cama de ferro (que é uma cama de “pessoa e meia”) foram feitos pela minha mãe. Isto porque não encontrava nada dentro do que queria - nem cores nem padrões. Nem na Zara Home, que raramente me desilude  consegui encontrar o que queria. Tudo demasiado cor de rosa e com demasiados bonecos. E nada amarelo.....

Portanto, a habilidosa avó lá colocou as mãos à obra e além dos edredrons, que têm duas faces. ainda fez almofadas com as sobras. As restantes vieram dos saldos da Zara Home.

Fizemos ainda alguns quadros personalizados, utilizando umas molduras do IKEA com coisas variadas: um bonequinho que a minha mãe fez, uma ecografia dela em perfil, um pendente comprado na Primark....
Oss toque finais demos com umas pequenas luzes led a pilhas que estão estrategicamente colocadas na cabeceira da cama grande e numa das prateleiras do quarto, e também com algumas caixas amarelas e cestos brancos que já tinha cá em casa, e uma outra caixa que veio... da Zara Home.

Para mim está quase “perfeito” e foi basicamente o que eu idealizei. Simples, sereno e intemporal e principalmente sem estar inundado de cor de rosa, mas ao mesmo funcional e sem gastar dinheiro desnecessário em móveis e acessórios.


Fica aqui a ideia, não só para “mostrar”, mas também para servir de inspiração, e de como podemos fazer nós mesmos e transformar tantas coisas que provavelmente não associamos a um quarto de bebé ou de criança!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O “novo” Quarto dos Rapazes


A chegada do nosso terceiro filho - filha neste caso - ainda antes de nascer está a trazer algumas mudanças cá em casa. Uma delas teve a ver com a “dinamização” dos quartos. Quando mudamos para esta casa, e fizemos as obras, abdicamos de um quarto - havia 4 quartos naquele piso - para ficarmos com um quarto maior com closet.
Já nessa altura, apesar de termos mudado de casa por causa da vinda do António, ponderávamos a possibilidade de um terceiro filho, pelo que a decisão de excluir um quarto foi pensada sabendo que poderia vir um terceiro membro.

Isso nunca nos preocupou, porque juntar duas crianças num quarto sempre nos pareceu normal.
Portanto, ao sabermos da chegada de uma terceira criança, a decisão foi simples. Juntávamos os dois miúdos mais crescido no quarto do Zé Maria, que é ligeiramente maior, e o quarto do António ficaria para o bebé que chegaria em breve.

E assim foi. O quarto do Zé passou a ser o quarto dos manos e levou uma reestruturação.
A cama anterior do Zé - que faz de cama de casal e que já estava no quarto dele na casa antiga - passou para o sotão, assim como uma estante de “cubos” do IKEA, que está agora no meu escritório do sótão.

O quarto deles não tem brinquedos, nem será, pelo menos nos primeiros anos de vida escolar (quando lá chegarmos) o local onde irão fazer os trabalhos de casa. Portanto só precisávamos mesmo de duas camas e colchões. Tudo o resto que está no quarto deles foi apenas uma “remodelação” e mudança com coisas que já estavam cá em casa.

Optamos por camas e colchões extensíveis do IKEA, que temos actualmente montadas no tamanho mais pequeno, o que facilitou a passagem do António da cama de grades para a cama individual, o até o Zé gostou da cama nova apesar de ser bem mais pequena do que a cama a que estava habituado, com a vantagem de estas camas - este modelo específico - nem precisar de resguardo lateral contra quedas...



Mantivemos a cómoda do Zé e trouxemos a do António do antigo quarto dele - que é igual à do Zé - também um modelo do IKEA. O antigo cadeirão da minha mãe, que fez parte do primeiro quarto do Zé e estava agora no quarto do António também passou para o quarto deles, para ser o cadeirão de contar as histórias antes de ir para a cama.

Em vez de uma mesa de cabeceira optamos com colocar uma outra estante de cubos mais pequena - que já tinha estado na cozinha da casa antiga e agora estava no quarto do António -  onde colocámos os livros deles e onde está o candeeiro de apoio.
De resto foi reorganizar os quadros e as decorações de parede, mas não foi preciso comprar mais nada.

O Zé ficou com muita pena de já não ter a capa de edredão dos carros que a minha mãe lhe tinha feito, mas a habilidosa avó conseguiu transformar a capa de edredão em duas capas mais pequenas, e assim cada um ficou com uma. E foi uma enorme alegria ver a cara deles quando perceberam que tinham a capa dos carros e uma para cada um.

Quanto aos brinquedos, tirando uns quantos peluches que estão numa arca de verga que já tinha sido minha quando era bebé, estão arrumados nos locais onde eles efetivamente brincam: na sala ou no sótão.

Mantivemos os mesmos cortinados, o papel de parede e a maior tarefa foi mesmo reorganizar as roupas e o calçado dos dois, para deixarmos tudo livre no outro quarto, para receber o novo membro da família.

Sou só eu que gosto de quartos mais simples e sem grandes confusões? Fáceis de arrumar e organizar? Aproveitando móveis de outras divisões, muitos deles bem antigos, para criar um quarto “novo”? Também optariam por colocar os dois no mesmo quarto?


Contem-me tudo!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

DIY : Estofar um Canapé


As férias caseiras entre o Natal e o fim de ano foram o tempo que eu e o Miguel precisámos para colocar em andamento dois ou três trabalhos DIY cá em casa. Um deles, e o que eu andava com mais vontade de fazer, foi finalmente estofar o nosso canapé - mais uma relíquia herdada de casa dos avós e que estava há já algum tempo na garagem dos meus pais.
O canapé já com muitos anos já tinha sofrido uma intervenção. Era inicialmente um canapé de assento em palhinha (coisa que descobri quando lhe retirei o assento para estofar) e que já deve ter sido a minha avó a dar-lhe o assento em napa avermelhada que tinha. Curiosamente sempre me lembro deste canapé com este assento vermelho em napa....
O que fizemos foi muito simples, e não nos demorou sequer uma hora. Depois de já termos medido o assento e de ter comprado em tecido em cinza claro e um galão (fita) a condizer, a primeira coisa a fazer foi retirar o assento antigo que estava pregado ao canapé. Basicamente uma tábua de contraplacado ao qual estava fixa uma esponja para fazer o assento forrado por sua vez com napa. 

Depois de retirarmos a tábua e de seguidamente retirarmos o estofo de napa do assento de esponja percebemos que podiamos aproveitar tanto a esponja como a tábua. Fixamos então a esponja à tabua, na posição em que estava, e bastou então, com uma pistola de agrafos (agrafador de estofador) colocar o novo tecido bem esticado e prender à tábua. Depois disso, o Miguel aparafusou a tábua com o novo assento estofado ao canapé - depois deste ter sido limpo e encerado com cera própria para dar brilho a móveis.

Depois foi apenas mais uma simples operação cosmética e com a ajuda de uma pistola de cola quente fixamos a toda a volta do novo assento o galão (fita).

Com o tecido que sobrou a minha mãe ainda me fez uma almofada decorativa, e eu acabei por comprar mais duas almofadas em cinza claro os saldos da Zara Home.


E assim se transformou o nosso velho canapé! Acho que para primeiro trabalho não ficou nada mal!

(Para ver o antes e depois vão até à mina conta do instagram: https://www.instagram.com/p/BdQj7kwnNxv/?taken-by=joanaroque78)


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Começar 2018: Objectivos, Planos, Projetos e Amealhar um bocadinho!


Já passou o natal e o fim de ano. Os cabazes lá ficaram prontos a tempo, distribuiram-se (ainda aqui tenho 3...) e o natal foi maravilhoso com a magia das crianças e a família junta.
Tivemos direito a uns dias a quatro (cinco) em que aproveitamos para colocar umas coisas em dia cá por casa de que vos darei conta nos próximos tempos.
Foi a passagem de ano, com amigos que são família, e foi calmo e mais uma vez muito bom, tudo o que esta grávida quase em final de tempo quer.

De resto começamos 2018 com a antecipação de grandes mudanças. O nascimento do bebé numero 3, ainda este mês, vai certamente marcar o nosso ano, que vai começar logo com essa novidade (se Deus quiser!)

E depois há os habituais projetos, ideias e objetivos que traçamos todos os anos... Saúde e paz para todos, que quanto ao resto cá nos vamos arranjando....
No início de cada ano, gosto mesmo de olhar em retrospectiva para o ano que acabou. Analisar se conseguimos atingir tudo o que estava ao nosso alcance e era nosso desejo, e o que podemos e queremos melhor neste ano que agora começa.

Já aqui escrevi várias vezes que, de uma maneira geral, traço objetivos que são alcançáveis, ou que pelo menos posso tentar, de uma forma objectiva tentar alcançar. Nada de coisas mirabolantes que sei que não dependem quase só de mim/de nós.
Há sempre objetivos pessoais e de trabalho, mas também coisas simples como completar uma divisão da casa ou ir a algum lugar específico, ou mesmo objetivos de poupança e economia doméstica... 

No entanto, neste início de ano, não quero deixar de partilhar com vocês um pequeno projeto de poupança que fiz o ano passado, com bons resultados (para o obejtivo pretendido) e que pode ser um incentivo para muitos, uma vez que “poupar” ou colocar algum dinheiro de lado, é quase sempre um projeto (cá em casa costuma ser!)

Depois de todos os anos sermos inundados com o plano de poupança das 52 semanas, que eu pessoalmente acho difícil de concretizar, principalmente mais para o final do ano, o ano passado lembrei-me de uma coisa muito mais simples e discreta (e também de muito menor valor) mas que teve no nosso caso um objetivo claro.
Tudo começou com o cartão Continente, aquele que vai acumulando os descontos em cartão ou talão. Cada vez faço menos compras nesse supermercado e creio que é por esse motivo que recebo habitualmente em casa cupões semanais de 5 euros em cartão por cada 20 euros em compras (minimo). No início do ano passado, ao receber esses cupões decidi que, iria ao Continente gastar 20 euros em compras - para receber os 5 euros em cartão. Passei a ir comprar ao Continente aquilo que realmente só encontrava lá, ou que estaria em promoção que realmente valesse a pena e gastar apenas esses 20 euros - de modo a fazer compras da forma mais inteligente possível - e de maneira a “conseguir” os tais 5 euros em cartão. Mais do que isso decidi não gastar nenhum do saldo acumulado do valor que fosse conseguindo juntar, de forma a fazer uma pequena poupança... Comecei sem um objetivo de poupança, que só defini mais tarde, por força das circunstancias.
Ao mesmo tempo que acumulava esses 5 euros e outras pequenas coisas, como qualquer outra promoção em cartão que me interessassem, também fui acumulando algum valor no mesmo cartão por usar os talões de combustíveis que acrescentam o desconto em saldo ao cartão....
Aos poucos comecei a juntar um pequeno saldo e entretanto descobri que estava grávida.
Como sabem o saldo dos cartões Continente dá para usar não só no hipermercado, mas também nas lojas do grupo como a Worten e a Zippy. Pouco depois de descobrir a gravidez, fixei o meu objectivo para esta “poupança” - iria servir para comprar outra cadeira auto, a única coisa de puericultura pesada que iria necessitar de comprar para o bebé numero 3 que estava a caminho! E como o bebé estava previsto apenas para Janeiro de 2018, tinha 1 ano para esse “mealheiro”.
Assim, aos poucos e poucos o saldo foi-se acumulando. Não foi um valor enorme, porque é efetivamente uma “poupança” pequena e que não se vai vendo. Só era preciso dizer às senhoras da caixa que o valor não era para descontar a cada compra que ia fazendo. E claro que nem todas as semanas havia um talão para descontar.... Sei que cheguei por alturas do final de Novembro com cerca de 200 euros acumulados...
Por essa altura começaram as campanhas da Black Friday e com elas a da loja Zippy que fez uma promoção de 25% em todas as cadeiras auto. Escolhemos o modelo que queríamos (tivemos de encomendar, mas ainda tínhamos tempo), pagamos a cadeira com o saldo do cartão e por causa do desconto de 25% recebemos um vale de cerca de 50 euros para usar na Zippy que eu aproveitei para comprar as prendas de natal e aniversário de uma das minhas sobrinhas.

Obviamente não é uma poupança enorme. Mas com um pouco de gestão acumulei o valor da cadeira que queria, e assim não o gastei de outro lado. Se tivesse gasto o valor acumulado descontando-o nas pequena compras, certamente que não me teria sabido tão bem comprar a cadeira sem “gastar” dinheiro e ainda ter comprado duas outras prendas.

É um exercício de poupança simples, acho que ao alcance de qualquer um. No nosso caso serviu para a cadeira auto, mas poderia ter servido para comprar a comida e os brinquedos de natal, ou um eletrodoméstico novo, ou até um telemóvel, roupa e calçado, umas sapatilhas, uma bicicleta... 

Gosto particularmente de pequenos mealheiros para pequenas poupanças para objetivos concretos. Já comprei algumas coisas assim, como por exemplo a Bimby - e demorei bem mais de um ano a acumular o valor total. Pessoalmente sinto outro valor nas coisas compradas com base nos mealheiros... Manias!!

Este ano vou fazer novamente esta “poupança do cartão”,e  entretanto há também um mealheiro com o objetivo  concreto de uma “obra” aqui para casa. 


Em termos de amealhar, ou tentar colocar alguma coisa de lado, quais são os vossos objectivos para este ano?