segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sugestão para os Cabazes de Natal #2 - Fudge para os Gulosos

Mais uma sugestão para os cabazes de Natal. Desta vez um fudge, receita inglesa partilhada por uns amigos, que é a prenda ideal para amigos gulosos ou até para as crianças.
O ano passado foi o mimo comestível que ofereci que teve mais elogios teve.
A receita está no livro “Cozinhar, Celebrar e Partilhar”, no capítulo dedicado às receitas para os cabazes de natal, mas para quem não tem o livro aqui fica esta receita deliciosa e mais uma sugestão simples para colocarem nos vossos cabazes.
Depois de pronto guardem o fudge (uma espécie de caramelo) já partido em cubos em saquinhos de celofane ou latinhas e decorem-nos com etiquetas e lacinhos. Aguenta-se perfeitamente algumas semanas desde que guardado hermeticamente.
Aqui fica então mais esta ideia doce para oferecer no Natal.

Fudge

Ingredientes:
(in “Cozinhar, Celebrar e Partilhar” – Joana Roque – pág. 364)

500g de açúcar
400ml de natas
100g de manteiga
100g de chocolate de leite (ou chocolate branco)

Preparação:

Leve a lume brando o açúcar com as natas e a manteiga e vá mexendo até a mistura derreter e começar a ferver. Aumente um pouco a temperatura do lume e deixe ferver, mexendo ocasionalmente cerca de 20 minutos. Durante esse tempo vai deixar de ver as bolhas que se formam a deixarem de ser grandes a serem constantes e pequenas. Retire do lume e junte o chocolate partido em pequenos pedaços. Envolva bem até o chocolate estar derretido.
Coloque a mistura num tabuleiro (25cmx25cm) forrado com papel vegetal e deixe arrefecer e assentar de um dia para o outro.
Corte depois em pequenos cubos e coloque-os num recipiente fechado como um frasco de vidro, ou embrulhe-os em papel vegetal ou película aderente para fazer uns “caramelos” individuais.

Ideia para embalar e oferecer

Faça uma embalagem diferente para um presente caseiro infantil. Coloque o fudge partido em cubos e embaladoindividualmente com papel colorido, dentro de um recipiente transparente como, por exemplo, um frasco de vidro que poderá reutilizar. Em papel autocolante colorido recorte as letras que formam o nome da criança que vai presentear com as guloseimas e cole-as no frasco.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Consumir Português

Já aqui disse muitas vezes que, na hora de ir às compras e principalmente ao supermercado, sou pelo que é português.Cá em casa não entra leite que não seja nacional. Ou fruta e legumes que não tenham origem em Portugal. E carne portuguesa.
Dou comigo a ir a outro supermercado apenas para comprar leite. Apenas e só porque o leite magro marca branca do supermercado onde habitualmente faço as minhas compras é espanhol. E eu recuso-me a “dar” para essa causa.
A manteiga e o queijo também são sempre escolhidos pela origem, tendo eu uma predileção especial pelos lacticínios dos Açores.
Se as maçãs ou laranjas que quero comprar não têm referência ao país de origem vou perguntar, e se não forem portuguesas ficam exatamente onde estavam. E muitas vezes são os próprios funcionários do supermercado que me dizem o que é ou não nacional. Prefiro comprar as mais caras – mas muito, muito mais saborosas - bananas da Madeira do que as bananas mais baratas e apanhadas verdes que vêm do Equador ou da Colômbia.
Já deixei de comprar carne com desconto porque não era de origem portuguesa. E faço-o sem me lamentar do desconto que não estou a aproveitar.
E se os brócolos que me apetecem para o jantar não forem nacionais, compro antes a couve-flor que por acaso já era.
Só compro azeite e arroz português. E muitos outros produtos, apesar de saber que a matéria prima pode, e provavelmente vem de fora, tento sempre comprar marcas portuguesas.
Claro que esta é uma opção minha. Mas deveria ser uma opção de todos. Se ninguém comprar o leite magro marca branca do sítio X porque ele é de origem espanhola, ou as uvas que vêm do Chile, ou a carne de vaca da Irlanda não acham que podem fazer a diferença?
Há que escolher o que consumimos. Eu escolho o que é produzido em Portugal mesmo que algumas vezes isso signifique ir de propósito a outro supermercado comprar leite ou comer couve-flor em vez de brócolos para o jantar. Porque gerir o nosso dinheiro é também saber fazer escolhas sustentáveis. E para mim isto faz a diferença e ajuda a país a crescer, a produzir e a desenvolver-se.
Mais alguém pensa como eu?

(Nem sempre consumir português significa consumir produtos mais caros. Muitas vezes são ao mesmo preço. É esse o motivo que me leva a outro supermercado comprar leite - porque o compro extamente ao mesmo preço da marca branco do outro supermercado apenas com a diferença de estar a consumir português. E quanto à fruta e legumes eu não compro  mais caros, apenas compro é os que são nacionais, o que é completamente diferente! E no caso do azeite por exemplo, também compro marca branca, do mais barato e nacional!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sugestão para os Cabazes de Natal #1 - Compotas com Receitas


Deixo hoje a primeira sugestão para os cabazes de natal deste ano.
Não sei se vos acontece, mas por aqui é comum, ao oferecer frasquinhos de compotas nos cabazes de natal, ouvir dizer “mas eu nem gosto de pão com doce”. Pois bem, há muito mais num frasco de compota do que a triste sina de ser apenas um recheio para pão e torradas.
A minha sugestão para os cabazes deste ano é oferecer as compotas com algumas receitas e /ou sugestões de como se podem utilizar sem ser para comer no pão. Assim além de ofereceram o miminho oferecem também soluções para a sua utilização que passam por algo mais do que pão com doce.
As receitas /sugestões de utilização que aqui partilho servem para todo o tipo de compotas.
Escrevam duas ou três receitas/sugestões em cartõezinhos e juntem-nas à vossa compota para uma prenda ainda mais personalizada.
Certamente que ao receber uma compota com várias sugestões de utilização ninguém lhes ficará indiferente e não voltará a ouvir “eu nem gosto de pão com doce!”.

Receitas para oferecer com compotas:


Sugestões de Utilização:

- Coloque um pouco de compota no fundo de uma tacinha e cubra depois com iogurte grego ou natural para uma sobremesa ou snack.
- Use a compota para rechear massa folhada e assim fazer uns folhadinhos rápidos para o lanche
- Para uma entrada em minutos sirva pedacinhos de queijo ou de patê sobre tostinhas e finalize com uma colher de compota
- Deslasse um pouco de compota com água deixando-a levantar fervura e sirva como calda com gelado de nata ou baunilha ou ainda crepes simples
- Recheie caixinhas de massa folhada ou quebrada prontas a usar com compota e termine com fruta fresca. Tem assim umas tarteletes para um chá.
- Junte compota, natas batidas sem açúcar e suspiros numa taça grande em camadas para uma sobremesa surpreendente.
- Faça uma receita simples de torta e recheie-a com a compota e polvilhe com açúcar em pó

Nota – Para quem tem este ano nos seus cabazes açúcar aromatizados, vejam aqui algumas ideias de utilização para sugerir com a vossa oferta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma Utilização Diferente para um Objeto Banal



Certamente que todos têm lá por casa, ainda que perdida no meio do armário da casa de banho, algumas daquelas toucas descartáveis que costumam estar presentes em todos os quartos de hotel. Se forem como eu, não lhe dão uso nenhum, ou apenas muito raramente…
Mas surgiu-me uma nova utilização para as toucas de banho descartáveis: tapar alimentos. São melhores do que a película aderente, para além de se adaptarem a vários tamanhos.
Cá em casa já serviram para cobrir a saladeira que está no frigorífico até levar a salada para a mesa. Para tapar uma taça onde está a levedar uma massa de pão. E para cobrir a sobremesa que se leva para a casa de um amigo.
O melhor de tudo é que depois de lavada está pronta a usar outra e outra vez. Menos película usada no lixo, menos película gasta. Mais económico e mais ecológico.
Cá em casa há agora toucas de banho prontas a usar na gaveta da cozinha. Já se tinham lembrado disto?

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dos Jantares Comunitários aos Jantares Partilhados

Já aqui falei dos nossos jantares comunitários. Mas entretanto já se passou tanto tempo que foram surgindo novos grupos e novas dinâmicas de jantares com os amigos.
Os jantares quase que deixaram de ser comunitários – apesar de ainda fazermos essa modalidade ocasionalmente com alguns amigos – para passarem a ser partilhados. O conceito é semelhante, mas torna-se mais fácil de colocar em prática. Porque por melhor que seja levar os ingredientes e cozinhar juntamente com os amigos, nem sempre é possível e exige coisas tão obvias como uma cozinha espaçosa onde uns não atrapalhem os outros, e disponibilidade de todos para termos tempo de antecedência para a preparação do jantar. Foi por isso que contornamos o problema e tornamos os jantares comunitários em jantares partilhados.
Este género de jantares não funciona com muita gente, sendo o ideal um grupo de 3 casais, podendo eventualmente passar a 4 no máximo.
Depois a dinâmica é simples. Uma vez por mês juntam-se todos em casa de um casal anfitrião que vai rodando todos os meses, até todos terem sido anfitriões. Os anfitriões têm a responsabilidade de preparar o prato principal do jantar para todos, e, claro “dar a casa”. Os restantes “convidados” trazem o restante para partilhar – a sobremesa, a entrada e as bebidas, que também é dividido entre eles. Sendo assim, num grupo de 3 casais, se eu for anfitriã em Novembro, só o voltarei a sei em Fevereiro e depois novamente em Maio. Entretanto nos outros meses os jantares continuaram em casa de outras pessoas e eu continuo a contribuir para esses jantares com as bebidas, entrada ou sobremesa.Simples, não é?
Porque apesar das dificuldades, da crise, de termos menos dinheiro, não há motivo para não estarmos com os nossos amigos e de não mantermos uma vida social. Aliás, para quem tem crianças – que quase todos os nossos amigos têm- é uma maneira de tornar possível estar com os amigos sem o stress das crianças nos restaurantes. Estamos todos muito mais à vontade.

E falando ainda de custos – não fica propriamente caro. Não precisam de fazer um jantar de gala, pois o que interessa é o convívio e partilha. Normalmente fazem-se receitas simples e que rendam, que não nos ocupem na cozinha quando as pessoas chegam: uma lasanha, caril de frango, um prato de bacalhau… (E podemos estar a cozinhar para 6 pessoas, mas nos meses seguintes não fazemos duas refeições em casa o que em termos de orçamento vai custar exatamente a mesma coisa que se cozinhássemos e comêssemos em casa.)
Portanto nada de deixar os tempos mais difíceis impedirem-nos de apreciar e estar com os amigos e de manter uma “vida social”.
De que é que estão à espera para começarem um grupo de jantares partilhados?

(Uma pequena nota acerca de como podem implementar estes jantares. A melhor solução é mesmo falar com dois ou três casais amigos e explicar se querem formar um grupo de jantares partilhados, onde as "regras" são as que se explicaram anteriormente. Se todos estiverem de acordo é mais provável não haver os habituais "cortes" quando os jantares mudam de anfitriões. (Por aqui nunca nos debatemos com esse problema, mas quando começamos com este tipo de jantares todos concordaram com as "regras" e há até um certo orgulho em ser anfitrião!)
E outra regra muito importante é nunca alterar a ordem, e deixar sempre jantares marcados de uns meses para os outros. Por aqui, ainda antes de um jantar acabar já se está á marcar o próximo em casa do anfitrião seguinte. O importanto é que, quando se começa um grupo deste género, todos saibam como funciona e desde o início todos estejam de acordo.)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ideias para Alguns Presentes Feitos em Casa



Tenho já falado muito acerca dos cabazes de natal, mas os presentes feitos em casa não têm de ser apenas coisas de comer – bolachas, compotas, licores e afins. Pessoalmente gosto dos cabazes de natal comestíveis porque gosto muito de cozinhar, mas há imensas coisas originais que se podem fazer, qualquer que seja o nosso talento, tempo e orçamento.
O ano passado recebi presentes de amigos, feitos em casa, muito originais. A minha amiga Ana, ofereceu-me um simples vaso de terracota pintado por ela, e juntamente com o vaso vinha um saquinho de terra, bolbos de tulipas (as minhas flores favoritas) e um par de luvas de jardinagem. Foi uma das minhas prendas favoritas e, segunda as palavras dela, era uma “prenda feita por ela e para eu também fazer”. Fica aqui a ideia registada para quem a queira seguir. Outras das prendas feitas em casa que recebi, foi um lindo cachecol tricotado pelas mãos habilidosas de outra amiga. E dos meus amigos Tiago e Maria João recebi uma lata com com folhas de chá príncipe caseiro, seco por eles, juntamente com duas chávenas de chá e umas bolachinhas também caseiras.
Outras das prendas originais foi da minha cunhada Rita que nos ofereceu uma cesta cheia de produtos como gel de duche, creme hidratante, batom de cieiro, pasta e escovas de dentes, elixir bucal, fio dentário, desodorizante… Uma prenda útil e necessária a todos.
Dentro do mesmo espírito, juntamente com os meus cunhados, oferecemos aos meus sogros um enorme cabaz de produtos comprados no supermercado: vinhos, chocolate, cafés, conservas, chá, frutos secos, patês, queijo, azeite, … Porque também se podem fazer cabazes com coisas compradas no supermercado – basta estabelecer um orçamento e ir comprando as mais variadas coisas até o esgotar.

Mas há muitos presentes que podemos fazer em casa. Aqui ficam mais algumas sugestões:

- Compile todas as receitas da família e organize-as, escrevendo-as depois em cadernos de receitas ou passando-as a computador e fazendo um pequeno livrinho. Será uma prenda original para oferecer às irmãs, cunhadas mãe ou sogra, para além de preservar a herança familiar.

- Tire uma foto de toda a sua família e imprima-a. Compre depois umas molduras baratas e pinte-as a seu gosto. Ofereça a foto na moldura aos avós ou tias velhotas que gostam sempre deste tipo de recordação.

- Se tem jeito para a costura faça pequenas almofadinhas em tecido e encha-as depois com alfazema seca (que poderá apanhar e secar em casa). São ótimas para perfumar as gavetas das toalhas e lençóis e uma lembrança simpática para as amigas.

- Já pensou em fazer capas para livros em tecido? E bolsas para os computadores portáteis? Se percebe qualquer coisa de costura são alternativas simpáticas para a família e amigos de qualquer idade.

- Se a jardinagem é consigo, que tal oferecer pequenos vazos de ervas aromáticas plantados por si? E assim ainda os incentiva a criarem o seu próprio jardim de aromáticas.

- Há quem tenha imenso jeito para desenhar e pintar. Porque não fazer uma ilustração ou um pequeno quadro/aguarela para oferecer?

- Se a "decoupage" é o seu hobby, faça caixinhas, tabuleiros, molduras, sabonetes ou velas usando esta técnica.

- Basta uma pesquisa na net para descobrir como fazer sabonetinhos caseiros, sais de banho e até velas. Porque não experimentar?

- Gosta de escrever? Faça uma história personalizada. Ou um conto de natal. Imprima, encaderne e ofereça às crianças.

- Toalhinhas com um bordado a ponto cruz, panos de cozinha com um pequeno “picou” em renda são prendas feitas em casa por quem tem mãos habilidosas, assim como qualquer peça em croché – cachecóis, casaquinhos, botinhas ou mantas para bebés.

- Marcadores para livros e revistas feitos em cartão duro ou até feltro são facilmente personalizados e são sempre uma prenda original para quem gosta de ler.

- Já pensou em oferecer uma pen/cartão de memória/dvd com álbuns de fotografias legendados? Ou mesmo imprimir algumas fotos e fazer um álbum de fotografias tradicional com datas e legendas para a posteridade. Consoante as fotos e os momentos, servem para amigos ou familiares.

- Ofereça vales personalizados, um ou vários. “Vale uma noite de babysitting” para oferecer aos seus amigos que acabaram de ser pais. Ou “Vale um jantar caseiro”, “Vale uma ida ao cinema”, “Vale um almoço em família” , “Vale uma tarde de ajuda na cozinha”, “Vale um dia de arrumações”. É que não há nada mais valioso do que dar o nosso tempo às pessoas de que gostamos!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FAQ Sobre Cabazes de Natal


Agora que o natal se aproxima a passos largos, e porque há sempre mil e uma perguntas e dúvidas sobre os cabazes de natal, ficam aqui algumas explicações e ideias para todos.

O que posso colocar nos meus “cabazes de Natal”?

Há um sem número de coisas que podem ser preparados e colocados nos cabazes de natal caseiros. Compotas, marmeladas, biscoitinhos e bolachas caseiras, chutneys, temperos variados, azeites aromatizados, licores, chocolates e bombons, caramelos, bolos de lata, misturas para scones ou panquecas com a respetiva receita, açúcar ou sal aromatizado, piri-piri, molho de tomate, pickles caseiros, mistura para cappuccino ou chocolate quente.

Aqui ficam os links para algumas das minhas coisas favoritas:
-- Mistura para Capuccino Caseiro
- Bolo de Natal da Lata

É a primeira vez que faço um cabaz para oferecer. O que é que posso fazer que seja simples e infalível?

Mesmo que não tenha jeito para a cozinha, ou seja a primeira vez que se aventura em tal tarefa, há algumas coisas muito simples e ao alcance de todos. Os açúcares aromatizados (ou sal ou azeites)com um pequeno cartão com sugestões de utilização. A mistura para panquecas ou scones com a respetiva receita ou ainda um simples licor de canela. Temperos caseiros e umas bolachinhas ou biscoitinho simples são sempre uma sugestão para todos.

Por exemplo:

Com quanta antecedência posso começar a preparar os cabazes?

As compotas, chutneys e outras preparações do género, o ideal é ir fazendo à medida que temos os ingredientes e disponibilidade para tal. Tenho pêssegos caseiros em Julho e é nessa altura que faço a compota de pêssego. Em Outubro chegaram os marmelos e preparei a marmelada e a geleia. Agora vou começar a fazer o doce de abóbora mas os pickles de pepino foram preparados em Agosto, assim como o molho de tomate que pasteurizei e guardei logo para depois oferecer no Natal.
No caso de bolachinhas, biscoitos e bombons, há que preparar mais em cima da data, com uma ou no máximo duas semanas de antecedência e devem depois ficar guardadas em caixas ou recipientes bem fechados para não amolecerem.
As misturas de scones, especiarias, cappuccino ou chocolate quente, sal ou açúcar podem ser preparados com muita antecedência, pois terão uma validade tão grande como a validade dos produtos usados.
No caso dos licores ou do bolo da lata é preciso contar com o tempo que necessitam para maturar e desenvolver os sabores. O ideal é mesmo não deixar para a última hora, pois não há tempo para fazer tudo.

As compotas aguentam-se até ao Natal sem se estragarem?

Claro que sim! Desde que esterilizem bem os frascos, deixem o doce atingir o ponto e não roubem no açúcar as compotas duram anos sem se estragarem. Aliás é o açúcar que permite que as compotas se conservem. Podem ficar descansados e fazer as compotas com antecedência sem nenhuma preocupação. E podem também fazer uma pasteurização caseira, apesar de no caso das compotas eu não utilizar. É no entanto ideal para poderem preparar molho de tomate para oferecer, pickles ou curd. Saibam mais aqui sobre a pasteurização.

Como esterilizo os frascos para as compotas?

É um método muito simples mas imprescindível para guardar compotas ou outros alimentos. Saiba aqui como esterilizar os seus frascos.

Onde arranjar os frascos?

Por uma questão de economia doméstica e de reaproveitamento, cá em casa, ao longo do ano vão-se guardando todos os frascos de vidro – das azeitonas, do café, dos pickles, da mostarda, e tenho também amigas que me guardam os frascos que se utilizam em casa delas.
Claro que se podem sempre comprar frascos em qualquer loja de utilidades domésticas, mas é uma opção que fica muito mais cara. Há que saber reutilizar.

Onde arranjar as garrafinhas para os licores?

Também aqui há várias opções. Podem-se utilizar garrafinhas de vidro de águas aromatizadas e de água das pedras, ou comprar em lojas de utilidades domésticas pequenas garrafinhas com rolhas de cortiça. As que tenho usado foram compradas numa dessas lojas por cerca de 0,75€.

Onde arranjar os saquinhos de celofane para as bolachas e outros mimos?

Os saquinhos de celofane compram-se em lojas de artigos para bolos decorados, algumas papelarias e em lojas especializadas em embalagens. No meu caso compro-as num revendedor de embalagens, mas são vendidos num mínimo de 100 unidades. (Nota: depois de tantos mails e comentários a perguntar qual o revendedor aqui fica - Coimpack na Zona Industrial de Taveiro - Coimbra)

O que fazer para oferecer às crianças?

Também as crianças podem ter um cabaz de mimos caseiros mais dedicado para elas. Chocolatinhos, bolachinhas decoradas, ou gomas são algumas das coisas que pode preparar para lhes oferecer.

Sugestões:
- Bolachinhas Chupa- Chupa

Como fazer o cabaz ou onde colocar os miminhos a oferecer?

Pode optar por comprar pequenos cestos ou caixas onde colocar os mimos (e até aproveitar os saldos para isso) ou então optar pir alternativas mais em conta.
Caixas de sapatos forradas com papel de embrulho, sacos de papel kraft personalizados com o nome da família a quem vai oferecer, sacos em pano com tecido de natal ou até caixas de madeira reutilizadas (por exemplo da fruta) são opções simpáticas para cabazes originais.

Aqui ficam alguns exemplos:

Como fazer as etiquetas?

Mesmo que não tenham muito jeito ou criatividade podem sempre fazer as vossas próprias etiquetas. Eu pessoalmente uso um programa – o Microsoft publisher- para fazer as minhas próprias etiquetas para as compotas, licores e bolachas que depois imprimo em papel autocolante (à venda nas papelarias e até na worten e afins). Podem sempre comprar simples etiquetas brancas e escrever com letra bonita o conteúdo dos vossos mimos.

Sobre as etiquetas:
- Como Fazer Etiquetas

Onde imprimir etiquetas?

Se fizerem uma pesquisa no Google encontrarão inúmeros sites com etiquetas lindas que podem imprimir gratuitamente. Há para todos os géneros e gostos. E depois basta imprimir em papel autocolante ou em papel cavalinho (para etiquetas de sacos ou prendas).

Os cabazes não ficam mais caros do que comprar uma prenda?

É muito relativo. Depende da quantidade de coisas que está a reaproveitar e a reutilizar, e dos ingredientes que tem de comprar. Se usar frascos reutilizados, etiquetas feitas por si, caixas de sapatos forradas para o cabaz e fizer os mimos com produtos seus (o caso da fruta das compotas, por exemplo) conseguirá um cabaz mais em conta do que se tiver de comprar tudo. Em última análise depende muito de si, e do valor que este tipo de prenda tem para si. Os cabazes não devem ser pensados como uma prenda “barata” para ajudar a combater a crise, mas sim uma prenda original, preparada por si com amor e carinho. É mais importante darmos uma coisa feita por nós do que qualquer coisa comprada (e igual a tantas outras). E é isso que está por detrás de um cabaz de natal caseiro. Na minha opinião, se o faz apenas para poupar dinheiro, poderá ser mais simples tentar encontrar outra solução.

Que outras coisas posso fazer para oferecer?

Nem só de mimos comestíveis vivem os cabazes de natal. Se tem jeito para a costura porque não fazer babetes, bolsinhas, capas para livros, ou aventais. Se desenha bem, porque não oferecer originais seus. Se faz croché, renda ou ponto cruz prepare pequenas ofertas feitas por si. Se gosta de jardinagem, porque não um vasinho com uma erva aromática ou flor que plantou. Se no entanto é a decoupage que a atrai, que tal oferecer uma caixinha pintada por si… Há também outras prendas originais. Se tem um caderno de receitas de família que a sua avó lhe deixou a si, já pensou em fazer cópias para oferecer às suas irmãs/filhas/sobrinhas/cunhadas?

Como decorar os cabazes?

Restos de tecidos, fitinhas, cordel, pequenas pinhas, purpurinas, decorações antigas de natal, estrelas de papel dourado, naperons de papel para bolos, restos de arranjos de flores, papel de natal antigo, papel de jornal, papel autocolante…tudo serve para aproveitar e decorar os seus cabazes, frascos e saquinhos. Antes de comprar veja o que tem por casa que possa ser aproveitado e seja original personalizando o mais que possível a sua oferta.